Beyoncé: com a entrada da cantora no ranking de celebridades bilionárias, o casal Carter se torna um dos maiores da música (Justin Sullivan/Getty Images)
Estagiária de jornalismo
Publicado em 10 de março de 2026 às 16h25.
Última atualização em 11 de março de 2026 às 07h28.
A lista de bilionários da Forbes de 2026 foi publicada nesta terça-feira, 10. Com um número recorde de 3.428 nomes na lista, alguns já são esperados, como os de magnatas da tecnologia e do setor financeiro, porém, algumas figuras públicas da mídia estão entre as mais ricas do mundo.
Popstars como Beyoncé, Taylor Swift e Rihanna fazem parte dos 22 nomes do audiovisual, da música e dos esportes que estão entre os bilionários levantados pela revista. Em 2025, esse número era de 18 pessoas.
Os novatos na lista são Beyoncé Knowles-Carter, Roger Federer, Dr. Dre e James Cameron.
Ao todo, a renda combinada das celebridades corresponde a US$ 48 bilhões. Confira abaixo as celebridades bilionárias de 2026.
O rapper de 61 anos chegou ao clube dos bilionários principalmente pelo negócio que fechou com a Apple em 2014: a venda da Beats Electronics e do serviço Beats Music por cerca de US$ 3 bilhões.
Antes disso, já havia construído um legado como produtor e empresário musical ao fundar o selo Aftermath Entertainment e revelar ao mundo nomes como Eminem, 50 Cent e Kendrick Lamar.
Estreante na lista em 2026, Beyoncé acumula fortuna construída ao longo de quase 30 anos de carreira, primeiro com o Destiny's Child, depois como artista solo.
Com 35 Grammys, incluindo o de Álbum do Ano (conquistado em 2025), ela é a artista mais premiada da história da cerimônia. Junto com o marido Jay-Z, também bilionário, ela pagou US$ 200 milhões por uma mansão em Malibu em 2023, a transação imobiliária mais cara já registrada na Califórnia.
A cantora de Barbados, que completa dez anos sem lançar um álbum, construiu sua fortuna principalmente como empresária.
Seu principal ativo é a Fenty Beauty, marca de cosméticos tocada em parceria com a LVMH. O conglomerado que está avaliando a venda de sua fatia na empresa em um negócio que poderia chegar a US$ 2 bilhões, segundo a Forbes.
O diretor canadense de 71 anos é responsável por três dos quatro filmes de maior bilheteria da história.
Somados, seus trabalhos geraram quase US$ 9 bilhões nas bilheterias globais, tornando-o o segundo diretor mais rentável de todos os tempos. Apenas com o primeiro Avatar, Cameron teria embolsado cerca de US$ 350 milhões antes de impostos.
O tenista suíço aposentado desde 2022 transformou 20 títulos de Grand Slam em uma carreira empresarial igualmente vitoriosa. No auge, chegou a ganhar US$ 100 milhões em um único ano com patrocínios de marcas como Uniqlo, Rolex e Mercedes.
O investimento mais lucrativo foi uma participação estimada em 3% na marca de artigos esportivos On, que abriu capital em 2021 e hoje vale quase US$ 15 bilhões.
Mais de 30 anos após o fim das gravações, o seriado Seinfeld continua sendo a principal fonte de renda do comediante.
Ele e o cocriador Larry David dividem 15% das receitas do programa, fatia que inclui os direitos de streaming vendidos à Netflix em 2019 por mais de US$ 500 milhões.
O austríaco naturalizado americano acumulou cerca de US$ 500 milhões em cachês e participações nos lucros ao longo de uma carreira com cerca de 50 filmes.
Mas boa parte de sua fortuna vem de decisões fora das câmeras: investimentos em imóveis na Califórnia e apostas em fundos e empresas, incluindo uma participação na gestora Dimensional Fund Advisors quando ela administrava US$ 12 bilhões — hoje, são mais de US$ 1 trilhão em ativos.
O maior cheque da carreira do superstar norte-americano veio em 2021, quando vendeu seu catálogo musical à Sony Music por US$ 500 milhões.
Além do negócio altamente rentável, o cantor e compositor acumulou décadas de receitas com shows e discos antes disso: são mais de 140 milhões de álbuns vendidos ao longo de 50 anos de carreira.
O astro do Los Angeles Lakers é o primeiro atleta a se tornar bilionário ainda em atividade.
Seus salários na NBA ultrapassam US$ 500 milhões, mas a maior parte da fortuna vem de fora das quadras: contratos com Nike, PepsiCo e Beats by Dre, entre outros, somam mais de US$ 1 bilhão bruto em estimativas da Forbes.
O criador da franquia Madea, que já arrecadou mais de US$ 660 milhões, controla 100% do conteúdo que produziu ao longo de três décadas.
Sua fortuna está ancorada tanto nesse acervo quanto no Tyler Perry Studios, seu estúdio de produção cinematográfica.
O criador das franquias "Law & Order", "Chicago" e "FBI" construiu sua fortuna a partir de um acordo com a Universal Television firmado em 2004, que lhe garante quase metade dos lucros de seus programas quando entram em sindicalização.
Com quase 80 anos e produções que dominam a grade das emissoras americanas há décadas, Wolf segue como um dos criadores mais lucrativos da televisão.
O golfista acumulou cerca de US$ 1,9 bilhão bruto ao longo da carreira, incluindo um recorde de US$ 121 milhões em prêmios no PGA Tour.
Recusou uma oferta do LIV Golf descrita pelo ex-CEO Greg Norman ao Washington Post como estando na casa dos "nove dígitos altos".
Durante os anos de glória com o Los Angeles Lakers, Johnson ganhou cerca de US$ 40 milhões em salários.
Sua fortuna bilionária veio depois, por meio de participações em franquias esportivas como o Los Angeles Dodgers e o Washington Commanders — e, principalmente, da aquisição majoritária da seguradora EquiTrust em 2015, cujos ativos aumentaram de US$ 16 bilhões para quase US$ 34 bilhões sob sua gestão.
O diretor neozelandês das trilogias "O Senhor dos Anéis" e "O Hobbit" entrou para o clube dos bilionários em 2021, quando vendeu a divisão de tecnologia de sua empresa de efeitos visuais, Wētā FX, para a Unity Software por US$ 1,6 bilhão.
Este ano, deve retornar à franquia como produtor de "O Senhor dos Anéis: A Caça ao Gollum".
Famosa pelo reality "Keeping Up with the Kardashians", Kim Kardashian transformou visibilidade em negócio ao fundar a Skims, linha de lingerie avaliada em US$ 5 bilhões na rodada de investimentos mais recente, em 2025.
Swift cruzou a marca do bilhão em 2023 impulsionada pela turnê Eras e pelo valor de seu catálogo musical.
Hoje, sua fortuna combina cerca de US$ 1 bilhão em royalties e receitas de shows, um catálogo estimado em US$ 900 milhões e aproximadamente US$ 100 milhões em imóveis.
Desde que se tornou o primeiro bilionário do hip-hop em 2019, Jay-Z quase triplicou o patrimônio.
O principal motor foram os negócios no setor de bebidas: vendeu 50% da marca de champanhe Armand de Brignac para a LVMH em 2021 e a participação majoritária na marca de conhaque D'Usse para a Bacardi em 2023.
Os 25 anos do The Oprah Winfrey Show foram apenas o ponto de partida. A apresentadora reinvestiu os lucros do programa e de produções cinematográficas em um portfólio imobiliário que inclui mais de uma dezena de propriedades, entre elas 2.100 acres no Havaí.
McMahon entrou na empresa do pai como locutor de televisão nos anos 1970, comprou o negócio em 1982 e o transformou no grupo de luta-livre WWE global.
Em 2023, uniu a WWE ao UFC para criar a TKO Group Holdings, em uma fusão avaliada em US$ 21 bilhões. Deixou a presidência executiva da empresa em 2024 em meio a acusações de má conduta sexual, que nega.
Os US$ 90 milhões de salário na NBA são uma fração secundária da fortuna de Jordan. Mais de US$ 2 bilhões brutos vieram de parcerias com Nike, Hanes e Gatorade, entre outros. Em 2023, vendeu a maior parte de sua participação no Charlotte Hornets em negócio que avaliou a franquia em cerca de US$ 3 bilhões.
Após vender a Lucasfilm à Disney em 2012 por US$ 4 bilhões em dinheiro e ações, Lucas se afastou do cinema.
Hoje concentra esforços na filantropia e na abertura do Lucas Museum of Narrative Art, em Los Angeles, prevista para este ano.
O diretor mais rentável da história negocia há décadas além das bilheterias: tem direito a 2% de cada ingresso vendido nos parques temáticos da Universal em perpetuidade, graças a clássicos como Tubarão, Jurassic Park e Indiana Jones.
Seu novo filme, o thriller de ficção científica "Disclosure Day", está previsto para maio.