A trajetória do empresário foi uma das inspirações para o filme "A Rede Social" de David Fincher, vencedor de três categorias no Oscars de 2011.
Do corte ao império bilionário
Após participar da fundação do Facebook ao lado de Mark Zuckerberg, Saverin foi removido da liderança da rede, processou a empresa e reconstruiu sua carreira fora dos EUA.
O brasileiro perdeu espaço após conflitos com Mark Zuckerberg em 2004. Ao final de uma série de desentendimentos, sua participação na empresa foi diluída de 34% para menos de 10%.
Apesar disso, seu nome permaneceu como cofundador da plataforma, e o acordo final garantiu uma fatia significativa da companhia, que se valorizou bilhões de dólares após a abertura de capital em 2012.
Desde 2009, Saverin vive em Singapura, onde fundou a empresa de investimentos B Capital, que hoje administra mais de US$ 7 bilhões em ativos globais.
Ele atua como co-CEO, lidera decisões estratégicas e supervisiona diretamente os investimentos no Sudeste Asiático e na Índia. Boa parte do seu tempo é dedicada a analisar startups de base tecnológica, em especial nos setores de saúde, transformação digital e sustentabilidade.
Além da carreira, sua vida pessoal também mudou. Casado com Elaine Andriejanssen desde 2015, ele vive em um condomínio de luxo e evita a vida social que marcou seus primeiros anos como bilionário.
Atualmente, Saverin dá poucas entrevistas, mas mantém presença ativa em círculos de investimento global com foco em tecnologia, saúde e clima. Desde 2011, não tem mais cidadania americana nem brasileira, vivendo como "cidadão global".
Herdeiro da Tip Top
A fortuna de Eduardo Saverin não foi a primeira na história da família.
Seu avô, Eugênio Saverin, era romeno e judeu. Refugiado no Brasil desde 1948, ele fundou, em 1952, a Tip Top marca de roupas infantis que se tornaria sinônimo da categoria no país.
A empresa começou com uma fábrica de camisetas em São Paulo e foi a responsável por trazer ao mercado brasileiro os primeiros modelos de macacão para bebês e crianças, segundo a empresa.
A Tip Top cresceu até se tornar a principal fabricante de roupas infantis do Brasil, com três parques industriais nos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul.
Em 1987, a TDB Têxtil David Bobrow assumiu o controle acionário da Tip Top.
“Nunca vou me aposentar em uma praia”
Desde a saída da gigante do Vale do Silício, Saverin adotou o que chama de filosofia de “poder silencioso”.
“Ainda estamos nos estágios iniciais de criar tecnologias que influenciarão o mundo. Nunca vou me aposentar em uma praia”, disse ele à Forbes em 2019.
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