Lionel Messi e Lamine Yamal: a Espanha derrotou o Argentina e venceu a Copa do Mundo de 2026 (CHARLY TRIBALLEAU / AFP)
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Publicado em 20 de julho de 2026 às 13h46.
A Espanha conquistou o título da Copa do Mundo de 2026 ao derrotar a Argentina por 1 a 0, no domingo, 19, em decisão disputada no MetLife Stadium, em Nova Jersey. O gol do título foi marcado por Ferran Torres, já na prorrogação.
A decisão também promoveu um encontro simbólico entre duas gerações do Barcelona. Lionel Messi, ídolo histórico do clube e próximo do fim da carreira, buscava o bicampeonato mundial. Lamine Yamal, de 19 anos, chegou como protagonista da equipe catalã e um dos maiores talentos do futebol atual.
Após a decisão, a BBC do Reino Unido fez uma análise da atuação dos dois jogadores e destacou o contraste entre o desempenho individual e o contexto em que cada um esteve com as suas seleções.
Segundo a publicação, "um dos principais temas desta decepcionante final da Copa do Mundo foi como a influência de Lamine Yamal foi facilitada pelas estratégias puristas de seus companheiros de equipe espanhóis, enquanto Messi foi traído pela abordagem provocativa da Argentina".
De acordo com a BBC, tanto a Espanha quanto Yamal cresceram durante a Copa do Mundo. Após estrearem com um empate sem gols diante de Cabo Verde, quando o jovem ainda se recuperava de uma lesão e atuou por poucos minutos, a seleção espanhola evoluiu ao longo da competição, chegando à final após grandes atuações diante de Portugal e França.
Com a recuperação física, Yamal reassumiu a condição de titular absoluto e foi um dos principais destaques da campanha espanhola. O atacante também entrou para a história ao se tornar, ao lado do companheiro Pau Cubarsí, de 19 anos, apenas o quarto e o quinto jogadores mais jovens a serem titulares e campeões de uma final de Copa do Mundo. Antes deles, apenas Pelé, em 1958, Giuseppe Bergomi, em 1982, e Kylian Mbappé, em 2018, haviam conseguido o feito.
Após a conquista, o técnico Luis de la Fuente fez questão de elogiar o jovem atacante. "Ele jogou um futebol excelente, o que o ajudará a amadurecer e a se tornar um jogador ainda melhor do que já é", disse
"Ele realmente se sacrificou pelo bem coletivo. Isso é muito importante na minha equipe. Na minha opinião, ele fez uma ótima Copa do Mundo", complementou o comandante.
A BBC também destacou a maturidade demonstrada por Lamine Yamal durante a decisão. "Isso não é simplesmente um talento especial, é um talento especial com um temperamento especial. Ele ignorou as tentativas óbvias da Argentina de intimidá-lo, especialmente quando mantinha contato próximo com Nicolás Tagliafico", escreveu o veículo.
Já sobre Lionel Messi, a análise da BBC foi bastante crítica em relação ao comportamento coletivo da Argentina.
"A vitória da Espanha foi uma vitória para o futebol, porque a Argentina pareceu estar focada em qualquer coisa, menos nisso, desde o início, quando o árbitro esloveno Slavko Vinčić demonstrou uma tolerância que enfureceu os adversários ao longo da Copa do Mundo."
O jornal ainda comparou a atuação da seleção argentina na semifinal, contra a Inglaterra, com o desempenho na decisão. "Ver o talento óbvio da Argentina, demonstrado pela superioridade sobre a Inglaterra na semifinal, reduzido a táticas tão desleais foi um espetáculo lamentável, que dificilmente contribuiu para favorecer o gênio e a influência de Messi."
A final também entrou para a história por um dado negativo. A Argentina tornou-se a primeira seleção a não acertar nenhuma finalização no gol durante os 90 minutos de uma decisão de Mundial.
A atuação coletiva abaixo do esperado refletiu diretamente no desempenho de Messi, que pouco conseguiu produzir ofensivamente durante a partida. Além disso, a situação argentina piorou pouco antes da prorrogação, quando Enzo Fernández recebeu o segundo cartão amarelo após uma entrada em Pau Cubarsí, deixando a equipe com um jogador a menos.
Sem conseguir reagir, os argentinos sofreram o gol de Ferran Torres na prorrogação e viram escapar o bicampeonato mundial. Com a derrota, Messi chegou ao seu segundo vice-campeonato em Copas do Mundo, repetindo o desfecho de 2014, quando a Argentina foi derrotada pela Alemanha por 1 a 0, também na prorrogação, com gol de Mario Gotze.