Messi: jogador é o destaque da Argentina na Copa do Mundo (Carl Recine/Getty Images/AFP)
Colaboradora
Publicado em 19 de julho de 2026 às 07h18.
A Argentina sempre teve uma relação especial com a Copa do Mundo. Em um país onde o futebol ultrapassa as quatro linhas e se mistura com cultura, identidade e sentimento, vestir a camisa da seleção significa carregar uma história construída por milhões de torcedores.
Agora, a Albiceleste chega à sua sétima final de Copa do Mundo, reafirmando seu lugar entre as maiores seleções da história do torneio.
O caminho até aqui foi construído por gerações diferentes, cada uma com seus próprios símbolos. Houve a Argentina de Mario Kempes, campeã em 1978. Houve a equipe liderada por Diego Armando Maradona, que transformou o Mundial de 1986 em uma das maiores histórias já contadas no futebol. E houve a era Lionel Messi, responsável por devolver ao país uma taça que parecia escapar pelas mãos.
A primeira final da Argentina aconteceu em 1930, justamente na edição inaugural da Copa do Mundo. Em Montevidéu, a seleção enfrentou o Uruguai na decisão e acabou derrotada por 4 a 2, ficando com o vice-campeonato.
Foram necessárias quase cinco décadas até que a Albiceleste voltasse ao jogo mais importante do torneio. Em 1978, jogando em casa, a Argentina conquistou seu primeiro título mundial.
Com Mario Kempes como grande protagonista, a equipe comandada por César Luis Menotti venceu a Holanda por 3 a 1 na prorrogação e levantou a taça pela primeira vez. Era o início da Argentina como uma potência definitiva no futebol mundial.
Oito anos depois, veio a consagração de uma das maiores seleções da história. Na Copa de 1986, no México, Diego Maradona comandou uma campanha inesquecível e levou a Argentina ao bicampeonato.
Na final contra a Alemanha Ocidental, a equipe chegou a abrir 2 a 0, sofreu o empate, mas encontrou forças para vencer por 3 a 2. O título eternizou Maradona como um dos maiores jogadores de todos os tempos e colocou aquela seleção em um lugar especial na memória do futebol.
Depois do auge nos anos 1980, a Argentina passou décadas perseguindo uma nova conquista. A seleção chegou perto algumas vezes, mas a terceira estrela parecia sempre escapar.
Em 1990, voltou à final da Copa, novamente contra a Alemanha Ocidental, mas perdeu por 1 a 0 em uma decisão marcada pela tensão.
Em 2014, com Lionel Messi como principal estrela, teve outra oportunidade de conquistar o Mundial, mas acabou derrotada pela Alemanha na prorrogação.
A espera terminou em 2022. No Catar, a Argentina encontrou uma geração capaz de unir talento, entrega e conexão com a torcida. Sob o comando de Lionel Scaloni, a equipe deixou de depender apenas do brilho individual de Messi e construiu uma identidade baseada em intensidade, solidariedade e espírito competitivo.
Na final contra a França, em uma das partidas mais emocionantes da história das Copas, Messi marcou duas vezes e viu a Argentina vencer nos pênaltis após empate por 3 a 3. O título completou a trajetória do camisa 10 e colocou a terceira estrela no escudo argentino.