Gianni Infantino: o presidente da Fifa também esteve presente nas polêmicas que cercaram a Copa do Mundo (Reprodução/Instagram/@gianni_infantino)
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Publicado em 13 de julho de 2026 às 23h04.
Última atualização em 14 de julho de 2026 às 07h50.
A Copa do Mundo de 2026 está em sua reta final, em uma edição marcada por jogos históricos, novas seleções, recordes e grandes personagens. No entanto, o torneio disputado nos Estados Unidos, Canadá e México também ficou cercado de controvérsias dentro e fora de campo.
Mudanças no regulamento, decisões da arbitragem, intervenções do VAR e até questões políticas alimentaram debates ao longo da competição. Diante disso, o site The Athletic, do jornal New York Times, reuniu as dez maiores polêmicas do Mundial.
Uma das primeiras discussões aconteceu antes mesmo do início da Copa do Mundo. Cristiano Ronaldo havia sido expulso nas Eliminatórias contra a Irlanda após acertar uma cotovelada em O'Shea, e recebeu uma suspensão de três partidas.
O português cumpriu apenas um jogo de punição, contra a Armênia. Os outros dois ficaram em período probatório e acabaram sendo anulados, permitindo que o atacante disputasse normalmente o Mundial.
Outra decisão que gerou repercussão foi a criação do Prêmio da Paz da FIFA. A entidade anunciou uma nova homenagem destinada a pessoas que, segundo a própria FIFA, tenham tomado "medidas excepcionais e extraordinárias pela paz".
O primeiro vencedor foi o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, escolha que dividiu opiniões e provocou críticas ao redor do mundo.
Pela primeira vez, a FIFA utilizou um sistema semelhante ao do tênis para definir a chave do mata-mata. O modelo garantiu que Espanha e Argentina, as duas seleções mais bem colocadas no ranking da FIFA na época do sorteio, ficassem em lados opostos da chave. França e Inglaterra também foram separadas, 3ª e 4ª colocadas, respectivamente, até então..
Com isso, caso todas vencessem seus grupos, só poderiam se enfrentar nas semifinais, cenário que acabou acontecendo, e assim, França e Espanha decidem um finalista da Copa do Mundo de 2026, enquanto o outro sairá do duelo entre Argentina e Inglaterra.
Outra novidade foi a implantação das pausas obrigatórias para hidratação em todas as partidas da Copa do Mundo. Embora a FIFA tenha justificado a medida por questões esportivas e de saúde, as interrupções também aconteceram em estádios climatizados, permitindo que emissoras vendessem novos espaços comerciais durante as partidas, tema que gerou bastante discussão entre os participantes do torneio.
Nas oitavas de final, a vitória argentina por 3 a 2 sobre o Egito gerou forte repercussão. Os egípcios reclamaram principalmente do gol marcado por Mostafa Zico, anulado após revisão do VAR por uma falta de Attia em Lisandro Martínez no início da jogada.
Após a eliminação, Zico afirmou que o título estava "direcionado para a Argentina", alimentando teorias de favorecimento à equipe sul-americana. Além disso, outros membros da delegação egípcia demonstraram seus descontentamento com a arbitragem.
Nas quartas de final, a Argentina voltou a ser protagonista de uma polêmica. Após intervenção do VAR, Breel Embolo recebeu o segundo cartão amarelo por simulação e foi expulso. Inicialmente, o árbitro havia advertido Leandro Paredes.
A decisão provocou revolta dos suíços. Granit Xhaka afirmou que revisões desse tipo podem "matar" uma partida, enquanto o técnico Murat Yakin classificou o episódio como "extremamente doloroso".
Outro caso bastante debatido envolveu Folarin Balogun. Mesmo expulso na fase anterior contra a Bósnia e Herzegovina, o atacante foi liberado para atuar pelos Estados Unidos nas oitavas de final diante da Bélgica.
A decisão gerou acusações de interferência política após a participação do presidente Donald Trump, de autoridades norte-americanas e da Federação dos Estados Unidos no processo. Posteriormente, a FIFA informou que a decisão partiu de um comitê disciplinar independente, sem dar maiores explicações.
Nas quartas de final entre Inglaterra e Noruega, outro episódio chamou atenção. Imagens mostraram que um chute do goleiro Orjan Nyland teria tocado na câmera suspensa por cabos instalada sobre o gramado antes da jogada que originou o gol de empate inglês.
A FIFA informou que o chip da bola não registrou qualquer contato, mas a seleção norueguesa contestou a versão da entidade e manteve as reclamações após a eliminação.
Pouco mais de 48 horas antes do confronto entre México e Inglaterra, válido pelas oitavas de final da Copa do Mundo e marcado para o Estádio Azteca, a Fifa chegou a avaliar uma alteração no horário da partida. A proposta era antecipar o início do jogo em seis horas, das 18h para às 12h, devido à previsão de fortes chuvas e ao risco de alagamentos na Cidade do México. A possibilidade, no entanto, encontrou resistência das federações envolvidas e acabou sendo descartada. Assim, a partida foi mantida no horário inicialmente previsto.
Na última rodada do Grupo G, Argélia e Áustria entraram em campo sabendo que um empate garantiria a classificação de ambas às oitavas de final e eliminaria o Irã, que aguardava um resultado favorável para avançar como uma das melhores seleções terceiras colocadas.
O duelo começou movimentado e, com sucessivas oportunidades de gol, parecia distante de qualquer acomodação. No entanto, após a última parada para hidratação, quando o placar apontava 2 a 2, as duas equipes diminuíram o ritmo e passaram a trocar passes no meio-campo, comportamento que gerou questionamentos sobre o formato da Copa do Mundo com 48 seleções e as situações que ele pode favorecer.
Apesar da reta final mais morna, a partida voltou a ganhar emoção nos acréscimos, quando os dois lados ainda balançaram as redes mais uma vez. O empate por 3 a 3 confirmou a classificação de Argélia e Áustria para o mata-mata e decretou a eliminação da seleção iraniana.