Jorge Jesus durante coletiva de imprensa em sua apresentação como técnico de Portugal (MANUEL DE ALMEIDA/EFE)
Repórter
Publicado em 10 de julho de 2026 às 14h14.
Apresentado oficialmente nesta sexta-feira como novo técnico da seleção de Portugal, Jorge Jesus comentou a relação que pretende manter com Cristiano Ronaldo e relembrou uma situação semelhante vivida com Neymar durante sua passagem pelo Al-Hilal.
Ao ser questionado sobre o astro português, o treinador citou o período em que trabalhou com Neymar no clube saudita. Jorge Jesus e o atacante brasileiro estiveram juntos no Al-Hilal entre agosto de 2023 e janeiro de 2025. No início deste ano, o técnico optou por não inscrever o jogador no Campeonato Saudita em razão do limite de atletas estrangeiros.
Na ocasião, Jesus afirmou que pretendia contar com Neymar apenas para a disputa da Liga dos Campeões da Ásia. O brasileiro, porém, considerou a proposta insuficiente e decidiu retornar ao Santos. Após a volta ao futebol brasileiro, Neymar admitiu ter ficado incomodado com declarações do treinador sobre sua condição física.
Após a eliminação de Portugal na última segunda-feira, Cristiano Ronaldo afirmou que Copa do Mundo dos EUA, Canadá e México foi a última de sua carreira. Ainda assim, Jorge Jesus evitou tratar o ciclo do atacante na seleção portuguesa como encerrado.
"Ainda não falei com o Cris. Nunca vai ser um problema para a seleção nem para mim. Cada um pensa como quiser. Quando tiver de tomar alguma decisão, vou falar com ele. Mas não só com ele, vou falar com todos individualmente. Não vou falar com o Cris por ser o Cris. Ele é um símbolo do futebol português, da seleção, de Portugal. Isso vai ficar sempre na história e tive um grande prazer de trabalhar com ele este ano", afirmou.
O treinador também destacou a facilidade de trabalhar com Cristiano Ronaldo e ressaltou que qualquer definição sobre o futuro do jogador dependerá de suas condições e de sua própria decisão.
"É facílimo trabalhar com ele. Desde que eu entenda até onde ele pode chegar e até onde posso chegar. É a relação treinador e jogador. A partir daí, as conversas serão fáceis. Será sempre ele a decidir o que quer fazer na carreira. Se estiver jogando e tiver condições para jogar, se for selecionável, vou convocá-lo, dentro do limite e das condições que achar melhores para a seleção", completou.