Gianni Infantino: "Algumas pessoas já sugerem ampliar o torneio para 64 seleções. Certamente esse assunto será analisado após esta Copa do Mundo e discutido pelos órgãos dirigentes da Fifa", declarou
Publicado em 12 de julho de 2026 às 15h05.
A Fifa pretende discutir, após a Copa do Mundo de 2026, a possibilidade de ampliar novamente o número de participantes do torneio. Em entrevista ao portal suíço Bluewin, o presidente da entidade, Gianni Infantino, afirmou que a proposta de um Mundial com 64 seleções será analisada pelos órgãos responsáveis da federação.
"Algumas pessoas já sugerem ampliar o torneio para 64 seleções. Certamente esse assunto será analisado após esta Copa do Mundo e discutido pelos órgãos dirigentes da Fifa", declarou Infantino.
A edição de 2026 marcou a estreia do formato com 48 seleções, um aumento de 16 equipes em relação às Copas realizadas entre 1998 e 2022. Segundo o dirigente, a mudança foi bem-sucedida e reforçou o objetivo de ampliar a representatividade do torneio.
Infantino destacou que a Copa do Mundo deve contemplar todas as regiões do planeta, oferecendo mais oportunidades para seleções de diferentes continentes. O dirigente argumenta que ampliar o acesso à competição também estimula o desenvolvimento do futebol em países com menor tradição no esporte.
"A qualidade do futebol continua evoluindo em todas as partes do planeta. Se você nega aos países menores a chance de se classificar, também tira deles um importante incentivo para continuar se desenvolvendo", disse Infantino.
A discussão ganha força diante da Copa de 2030, que marcará o centenário do Mundial. O torneio será disputado em seis países distribuídos por três continentes: Argentina, Paraguai e Uruguai, na América do Sul; Espanha e Portugal, na Europa; e Marrocos, na África.
Pelo planejamento atual, os três países sul-americanos receberão apenas uma partida cada, enquanto os demais sediarão a maior parte da competição.
Desde 2025, a Conmebol defende que a edição comemorativa seja disputada por 64 seleções. A confederação argumenta que a ampliação tornaria o Mundial mais inclusivo e permitiria que a América do Sul sediasse 18 partidas, em vez das três previstas no modelo atual.
A proposta foi apresentada inicialmente pelo dirigente uruguaio Ignacio Alonso, em março de 2025. O presidente da Conmebol e vice-presidente da Fifa, Alejandro Domínguez, manifestou apoio à ideia e classificou a expansão como um "sonho". Embora o tema tenha entrado na pauta de uma reunião do Conselho da Fifa em outubro daquele ano, a discussão acabou não avançando.
Caso o formato com 64 participantes seja adotado, a competição passaria a contar com 16 grupos de quatro seleções, com os dois primeiros colocados de cada chave avançando às oitavas de final. Dessa forma, deixaria de existir a classificação dos oito melhores terceiros colocados, modelo utilizado na Copa de 2026. A fase de grupos também aumentaria de 72 para 96 partidas.Apesar do apoio da Conmebol, a proposta encontra resistência tanto dentro da própria entidade quanto entre outras confederações. A Concacaf e a Confederação Asiática de Futebol (AFC) já indicaram posição contrária à mudança, enquanto a Uefa é considerada a principal opositora por avaliar que a expansão traria desafios logísticos para a realização do torneio.
A edição deste ano foi a maior edição da história com 48 seleções no torneio. Elas foram distribuídas em seis confederações: UEFA (Europa) com 16 vagas, CAF (África) com 9, AFC (Ásia) com 8, Conmebol (América do Sul) com 6, Concacaf (América do Norte e Caribe) com 6, e OFC (Oceania) com 1. As duas últimas vagas foram definidas pela repescagem intercontinental.
Noruega, Áustria e Escócia retornam à Copa após suas últimas participações em 1998. Após 52 anos, o Haiti volta a disputar um Mundial, com a última aparição na edição de 1974.