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Trump pede revisão e Fifa anula suspensão de cartão vermelho pela 1ª vez desde 1962

Atacante dos Estados Unidos é liberado para enfrentar a Bélgica após intervenção incomum da entidade; decisão gera reação da federação belga

Quatro dias depois do telefonema, a Fifa anunciou que Balogun poderá enfrentar a Bélgica nas oitavas de final da competição, suspendendo a punição automática decorrente do cartão vermelho.

Quatro dias depois do telefonema, a Fifa anunciou que Balogun poderá enfrentar a Bélgica nas oitavas de final da competição, suspendendo a punição automática decorrente do cartão vermelho.

Publicado em 5 de julho de 2026 às 18h19.

Última atualização em 6 de julho de 2026 às 06h21.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu diretamente ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, que revisasse a suspensão do atacante Folarin Balogun após sua expulsão na vitória sobre a Bósnia e Herzegovina pela Copa do Mundo de 2026, segundo o The New York Times, que cita três pessoas com conhecimento da conversa.

Quatro dias depois do telefonema, a Fifa anunciou que Balogun poderá enfrentar a Bélgica nas oitavas de final da competição, suspendendo a punição automática decorrente do cartão vermelho.

Segundo o jornal americano, trata-se da primeira vez desde a Copa do Mundo de 1962 que a Fifa revoga uma suspensão por expulsão durante o torneio e permite que um jogador atue na partida seguinte.

A entidade não explicou por que abriu exceção ao caso. Em comunicado, informou apenas que a decisão foi tomada com base no artigo 27 do Código Disciplinar da Fifa, que permite suspender a aplicação de uma sanção durante um período probatório de um ano.

Caso Balogun cometa uma infração semelhante nesse período, a suspensão poderá ser restabelecida, além de eventuais novas punições.

A decisão provocou forte reação da Federação Belga de Futebol, que afirmou ter sido surpreendida pela mudança.

Em nota, a entidade disse que a medida contraria tanto os regulamentos da Fifa quanto as orientações transmitidas às seleções antes do início da Copa do Mundo. A federação informou ainda que estuda "todas as opções possíveis" para contestar a decisão.

Trump comemorou decisão

Após o anúncio da Fifa, Trump comemorou o desfecho em sua rede social, Truth Social, sem mencionar o telefonema com Infantino.

"Agradeço à Fifa por fazer o que era certo e reverter uma grande injustiça", escreveu.

Segundo o The New York Times, o episódio reforça a proximidade entre Trump e Infantino. Desde o início do mandato do republicano, o dirigente da Fifa tem cultivado uma relação estreita com o presidente americano. Em 2025, a entidade criou e entregou a Trump o Prêmio da Paz da Fifa, iniciativa que gerou críticas e motivou uma denúncia ética apresentada, entre outros dirigentes, pelo presidente da Federação Norueguesa de Futebol.

Balogun foi expulso após revisão do VAR durante a partida contra a Bósnia, depois de atingir o tornozelo de um adversário em uma disputa de bola. Pela regra, a expulsão acarretaria suspensão automática de uma partida.

O The New York Times afirma que a única situação semelhante ocorreu na Copa de 1962, quando o atacante brasileiro Garrincha, expulso na semifinal, foi autorizado a disputar a decisão após intensa articulação do governo brasileiro junto à Fifa.

A decisão atual também levantou dúvidas entre dirigentes do futebol internacional, que passaram a discutir se o caso abre precedente para que outras seleções peçam tratamento semelhante caso seus jogadores sejam suspensos durante futuras competições.

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