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Xícara cheia: seis novidades para quem gosta de café

Descubra os lançamentos e as novidades que movimentam o universo do café

Carolina Gehlen
Carolina Gehlen

Head of Design

Publicado em 9 de agosto de 2026 às 09h56.

Última atualização em 9 de agosto de 2026 às 10h07.

Café

Café: para reconhecer os produtores que cuidam do solo, a Nespresso lança uma nova etapa do Plano Nespresso de Qualidade Sustentável (Divulgação/Divulgação)

Agricultura regenerativa

Com sede em Vevey, na Suíça, a Nespresso, empresa que desde 2006 vende cápsulas, máquinas e acessórios para café no Brasil, opera em 93 mercados e conta com 14.000 colaboradores, acaba de divulgar dados sobre o impacto de seus investimentos em agricultura regenerativa no país.

Maior fornecedor de café para a marca, o Brasil responde por cerca de 30% do volume global de café verde adquirido pela empresa e atua como principal laboratório onde a estratégia regenerativa é testada, medida e ampliada.

As fazendas mais regenerativas investem em solo vivo, com mais matéria orgânica e biodiversidade. Em comparação às demais, utilizaram 66% mais fertilizantes orgânicos, 10% mais plantas de cobertura, o dobro de insumos biológicos e 42% mais área com variedades resistentes. Também reduziram em 30% o uso de herbicidas e em 10% o de pesticidas. O resultado foi uma redução de 25% nas emissões de carbono, além de maior produtividade.

Em 2025, 95% do volume de café comprado pela Nespresso no Brasil veio de fazendas que adotavam essas práticas.

Para fortalecer essa estratégia e reconhecer os produtores que cuidam do solo, a companhia lança uma nova etapa do Plano Nespresso de Qualidade Sustentável, consolidado há 23 anos no país, com o Prêmio Regenerativo Avançado. A iniciativa destinará cerca de R$ 6 milhões — aproximadamente R$ 50 por saca de café que atende ao padrão Nespresso — ao incentivo direto dessas práticas.

O valor se soma ao prêmio-base pago aos cafeicultores e aos investimentos anuais em assistência técnica por meio do Pacote Agrônomo, que atende cerca de 500 fazendas parceiras. Ao todo, a Nespresso passa a investir mais de R$ 70 milhões por ano na cadeia produtiva brasileira do café.

“Como o mercado ainda não paga a mais pelo café regenerativo, a Nespresso assumiu o papel de criar o incentivo financeiro e a curadoria técnica que faltavam. Nosso objetivo é oferecer ao produtor o conhecimento e o suporte econômico necessários para que ele transforme sua forma de cultivar”, afirma Daniel Motyl, gerente de Café Verde da Nespresso Brasil.

Além da premiação, a marca traz ao país a PUR, organização internacional especializada em restauração de paisagens. O Brasil passa a ser o sétimo país a integrar a iniciativa global, inicialmente nas regiões do Alto Paranaíba e Vale da Grama, no Cerrado Mineiro. A meta é restaurar a vegetação nativa em áreas adjacentes às lavouras de café, fortalecendo a biodiversidade, a regulação hídrica e o armazenamento de carbono. Após uma fase piloto com 25 espécies nativas, a expansão para a safra 2026/2027 prevê o plantio de aproximadamente 98 mil árvores em parceria com 11 cafeicultores.

Drinque com café

O Bar dos Arcos, no subsolo do Theatro Municipal de São Paulo, lança sua nova carta de drinques e o menu gastronômico Aos balcões de Latinoamérica. Com amor, Arcos.

Sob direção criativa da bartender Chula Barmaid e da chef Gabriela Monteiro, as cartas percorrem uma América Latina ao mesmo tempo real e imaginária. De Havana a Recife, passando por La Paz, Minas Gerais, Montevidéu e Medellín, cada receita parte de um endereço, de uma paisagem ou de uma memória para reconstruir cenas vividas atrás e diante de diferentes balcões.

Drinque La Guarida (Divulgação/Divulgação)

O café aparece no drinque de inspiração mexicana La Guarida, preparado com tequila añejo, tamarindo, água de jamaica, cítricos, coco e café, por R$ 49.

O percurso brasileiro inclui o Restaurante Leite, inspirado no tradicional endereço recifense e elaborado com caju caramelizado, cachaça, rum e cítricos clarificados com leite, por R$ 43, e o Café Palhares, que leva whiskies, doce de leite e puxuri, por R$ 55.

A viagem também chega à cozinha. O menu reúne pratos como batata rústica com esquites (R$ 39) e cruda com totopos (R$ 59), inspirados no México; lhajua assada e humita, com referências bolivianas (R$ 39); o sanduíche cubano Medianoche (R$ 77); cazuela colombiana de camarões (R$ 78); picanha com batata-bolinha e chimichurri, inspirada no Uruguai (R$ 103); além de receitas brasileiras como canjiquinha crocante, croquete de siri, hamburguinhos da Pina e arroz frito com barriga de porco, a partir de R$ 42. Entre as sobremesas estão a rabanada três leches (R$ 41), a tostada de chocolate com chamoy e o tabuleiro mineiro, ambos por R$ 37.

Serviço
Aos balcões de Latinoamérica. Com amor, Arcos.
Local: Bar dos Arcos, subsolo do Theatro Municipal de São Paulo.
Informações sobre horários e reservas: https://bardosarcos.com.br

Café solúvel

A illycaffè, empresa global de café conhecida por sua qualidade sustentável, lança seu primeiro café solúvel em sachês individuais. O novo formato reúne o blend 100% arábica da marca em embalagens de 2 gramas, que permitem preparar um café estilo americano, quente ou frio, com a adição de 180 a 200 ml de água.

illy: café solúvel em sachês individuais (Divulgação/Divulgação)

Disponível em caixas com 20 sachês nas versões Classico, Intenso e Decaffeinato, o produto é leve, fácil de transportar e pensado para consumo em qualquer lugar.

Açúcar com café

A chef Nana Fernandes, à frente do Açucareiro da Nana, conhecido pelos bolos e panetones premiados, agora recebe quem quer comer um pedaço de bolo e tomar um café no seu quintal.

Localizada em uma vila em Higienópolis, na região central de São Paulo, a casa passa a oferecer consumo no local.

“Desde que cheguei à vila, sonhava em ampliar o Açucareiro, mas não imaginava que isso aconteceria tão cedo. Quando soube da mudança do ateliê, vi a chance de antecipar esse plano e oferecer aos clientes uma experiência ainda mais completa, com mais conforto e um cardápio ampliado”, afirma Nana Fernandes.

Além dos doces, agora o cardápio inclui uma linha de salgados e bebidas especiais, o café servido na casa leva a assinatura da J.Café, microtorrefação da Vila Leopoldina.

Croque Monsieur e café especial da J.Café (Bruno Geraldi/Divulgação)

No cardápio, entre as opções salgadas estão a quiche de alho-poró com bacon (R$ 29,50), de produção própria, preparada com massa amanteigada, e o Croque Monsieur (R$ 38), servido no pão brioche de fermentação natural da Fornu Pães Artesanais, recheado com creme bechamel, mussarela fresca, presunto e queijo gruyère. A parceria com a padaria artesanal também inclui o pão de queijo Serra da Canastra (R$ 14) e o croissant de fermentação natural (R$ 18), servido com manteiga ou geleia de frutas vermelhas produzida na casa.

As bebidas também ganham espaço no novo menu com cafés especiais do J.Café. Entre as sugestões geladas estão o Orange Coffee (R$ 18), preparado com espresso, suco de laranja, gelo e fatia de laranja, e o exclusivo Cointreau Orange Coffee (R$ 26), desenvolvido em parceria com a Cointreau. A casa também oferece café espresso (R$ 8), macchiato (R$ 10), café coado do mês (R$ 8) e chocolate quente (R$ 32), preparado com chocolate 54% cacau, leite integral e creme de leite fresco.

A chef Nana Fernandes, à frente do Açucareiro da Nana: janelinha com doces e cafés (Bruno Geraldi/Divulgação)

O serviço continuará sendo pela janelinha, mas haverá também uma loja na parte interior aberta ao público com venda de biscoitos, chocolates, itens para festas de aniversário, sugestões da Cesta-Feira (mercearia digital online com cestas presenteáveis), cerâmicas do arquiteto paulistano Ricardo Cardoso e boleiras pintadas em aquarela pela artista plástica Sima Szapiro.

Serviço
Travessa Dona Paula, 100, casa 1 – Higienópolis, São Paulo/SP
De terça-feira a sábado, das 11h às 17h.

Café e azeite

A Orfeu Cafés Especiais — marca que cultiva grãos selecionados em fazendas localizadas nas montanhas do sul de Minas Gerais — dedica aos azeites o mesmo cuidado que aplica à produção de café. As oliveiras são cultivadas na Fazenda Rainha, em São Sebastião da Grama (SP), onde também ficam os cafezais.

A linha da marca reúne quatro azeites monovarietais — Picual, Arbosana, Koroneiki e Arbequina —, além do Blend da Safra, recém-lançado. Cultivadas entre a Mogiana Paulista e o Sul de Minas, em um terroir de solo vulcânico e altitude superior a 1.250 metros, as oliveiras dão origem a azeites de perfil aromático marcante. A localização do lagar, instalado em meio ao olival, permite que as azeitonas sejam processadas poucas horas após a colheita, preservando frescor, aromas e características sensoriais. Esse cuidado contribuiu para que a Orfeu fosse reconhecida pelo EVOO World Ranking 2023 como a produtora do azeite brasileiro mais premiado do mundo.

A Orfeu também é o primeiro azeite do mundo a conquistar a certificação Rainforest Alliance, selo internacional que reconhece práticas sustentáveis em toda a cadeia produtiva. Para o Blend da Safra 2026, foram produzidas apenas 3.000 garrafas.

Azeite Orfeu: blend da safra 2026 (Divulgação/Divulgação)

Elaborado com as variedades Picual, Coratina e Grappolo, o Blend da Safra apresenta acidez igual ou inferior a 0,2% e 91 pontos na avaliação sensorial, combina aromas herbáceos com notas de alcachofra, rúcula, manjericão, goiaba verde e kiwi. Em boca, destacam-se a azeitona verde e as frutas verdes, acompanhadas por amargor e picância persistentes — atributos característicos de azeites extravirgens de alta qualidade. É uma boa escolha para finalizar pratos e acompanhar carnes grelhadas, massas e preparações em que seu frescor possa se destacar.

Louça para o café

Tem novidade na Na Fila do Pão, padaria e bruncheria 100% artesanal de fermentação natural. Após inaugurar sua segunda unidade na Galeria Metrópole — a primeira fica em Santa Cecília, em São Paulo —, a casa amplia o cardápio com novas receitas e lança sua primeira linha de louças autorais. O projeto resgata a formação de Diêgo Penido, padeiro e fundador da marca, que trabalhou com design antes de se dedicar à panificação.

A coleção reúne pratos, cumbucas e xícaras inspirados na cozinha brasileira e nas memórias afetivas da casa da avó de Penido. As cores verde, laranja e amarelo, presentes na identidade visual da marca, aparecem ao lado de frases bem-humoradas.

Desenvolvida entre uma fornada e outra, a primeira linha de louças da Na Fila do Pão reúne pratos, cumbucas e xícaras que traduzem a essência da marca (Mateus Silvestre/Divulgação)

As peças passam a integrar o serviço das duas unidades e também estarão à venda. “Quando comecei a desenhar essas peças, imaginava uma mesa que contasse histórias. Queria criar algo que carregasse nossas referências brasileiras, o jeito mineiro de receber e aquelas lembranças afetivas que todo mundo guarda de alguma cozinha especial”, afirma Diêgo.

Para acompanhar os pães e os pratos, o cardápio de bebidas reúne opções quentes e geladas. Além dos clássicos Coado (R$ 14), Latte (R$ 18) e Mocha (R$ 24), há receitas autorais, como o Cappuccino de Paçoca (R$ 20), preparado com espresso, leite vaporizado e espuma de paçoquinha. Entre os chás, o Matcha à Mineira (R$ 24) leva um toque de goiabada, enquanto o Virô Violeta (R$ 20) combina flor clitória, infusão de uva-passa, capim-limão e água tônica ou água com gás e limão. A carta ainda inclui cafés, chás e sucos que valorizam ingredientes brasileiros, com destaque para combinações à base de mexerica, laranja e limão.

Serviço
Rua Jaguaribe, 627, Santa Cecília
Av. São Luís, 187, República – Loja 16A Térreo
São Paulo/SP

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