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Cinco erros que ajudam a explicar a queda do Brasil na Copa do Mundo

A Seleção Brasileira perdeu por 2 a 1 para a Noruega nas oitavas de final e disse adeus ao Mundial

Carlo Ancelotti: com a derrota para a Noruega, o Brasil chega a sua 6ª eliminação seguida para europeus em Copa (Buda Mendes/Getty Images/AFP (Foto de Buda Mendes / GETTY IMAGES NORTH AMER)

Carlo Ancelotti: com a derrota para a Noruega, o Brasil chega a sua 6ª eliminação seguida para europeus em Copa (Buda Mendes/Getty Images/AFP (Foto de Buda Mendes / GETTY IMAGES NORTH AMER)

Alan Favaron
Alan Favaron

Colaborador

Publicado em 6 de julho de 2026 às 15h50.

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O sonho do hexacampeonato chegou ao fim para a Seleção Brasileira após a derrota para a Noruega no último domingo, 5. O Brasil foi derrotado por 2 a 1, nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, e deu adeus ao torneio.

Com a eliminação, a Amarelinha completa 24 anos sem conquistar um título mundial, com a última taça sendo erguida em 2002. Além disso, chegou à sexta eliminação consecutiva para seleções europeias em Copas do Mundo.

Porém, a derrota foi construída por uma série de fatores que acabaram custando caro à equipe comandada por Carlo Ancelotti.

Chances desperdiçadas custaram caro

Mesmo com menos posse de bola, o Brasil conseguiu criar oportunidades suficientes para mudar o rumo da partida. A principal delas veio ainda nos primeiros minutos do confronto, quando Bruno Guimarães desperdiçou uma cobrança de pênalti.

Já no segundo tempo, Endrick também teve nos pés uma oportunidade claríssima. O atacante recebeu livre, cara a cara com o goleiro norueguês, mas acabou batendo para fora.

Essas foram as duas principais chances. Porém, durante o jogo, a Seleção conseguiu levar perigo ao gol adversário, e a partida poderia ter tido um rumo diferente se as oportunidades tivessem sido convertidas.

Falhas defensivas

Se, ofensivamente, o Brasil desperdiçou suas oportunidades, defensivamente sofreu com erros de marcação. A principal preocupação da comissão técnica era impedir que Erling Haaland recebesse bolas em condições de finalizar. No entanto, justamente em duas desatenções do sistema defensivo, o atacante decidiu a classificação.

No primeiro gol, aos 34 minutos do segundo tempo, Schjelderup encontrou espaço para cruzar após Endrick, Danilo e Ederson não conseguirem pressionar a jogada. Haaland subiu mais alto e apareceu para cabecear, abrindo o placar.

Já aos 44 minutos, quando o Brasil se lançava ao ataque em busca do empate, o camisa 9 encontrou espaço na entrada da área e acertou uma bomba para marcar o segundo gol norueguês e sacramentar a eliminação brasileira.

Menor posse de bola em décadas

Outro dado que chamou atenção foi a dificuldade do Brasil em controlar a partida. A Seleção terminou o confronto com apenas 35% de posse de bola, o menor índice registrado pela equipe em uma Copa do Mundo nos últimos 60 anos.

O levantamento é da Opta, empresa especializada em estatísticas esportivas, que contabiliza o dado desde o Mundial de 1966. Desde então, o Brasil jamais havia encerrado uma partida de Copa do Mundo com menos de 40% de posse de bola.

Substituições desconfiguraram a equipe

As alterações promovidas por Carlo Ancelotti também tiveram impacto direto no desempenho brasileiro. Até as substituições, a Seleção ainda conseguia competir, mesmo sendo dominada pela Noruega por conta da posse de bola.

Porém, após a saída de Bruno Guimarães, responsável pela organização do meio-campo, além das mudanças envolvendo Martinelli e Rayan, o time perdeu intensidade e capacidade de reação.

Sem conseguir manter a bola e cada vez mais pressionado pela troca de passes dos noruegueses, o Brasil passou praticamente todo o restante da partida defendendo próximo à própria área, facilitando o domínio do adversário.

Ciclo marcado por instabilidade

A eliminação evidencia problemas que acompanharam a Seleção ao longo de todo o ciclo para a Copa do Mundo de 2026. Após a saída de Tite, no fim do Mundial de 2022, a CBF passou por um longo período de indefinição. Ramón Menezes, Fernando Diniz e Dorival Júnior comandaram a equipe antes da chegada de Carlo Ancelotti.

Paralelamente, a entidade enfrentou uma grave crise política. Ednaldo Rodrigues foi afastado da presidência da entidade em dezembro de 2023, retornou ao cargo por decisão judicial, foi reeleito em março de 2025 e acabou novamente afastado dois meses depois, acusado de falsificar assinaturas em um acordo relacionado à sua primeira eleição.

Com isso, Samir Xaud assumiu a presidência da CBF em maio de 2025, após muito conflito interno, que também respingou na Seleção Brasileira.

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