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Presidente da Fifa diz que críticos à Copa são 'consumidos pelo ódio'

Em carta aberta, Gianni Infantino defendeu a organização do Mundial de 2026, rebateu críticas e afirmou que o torneio uniu pessoas de mais de 200 países

Gianni Infantino: presidente da Fifa elogiou o torneio de 2026 (RONALDO SCHEMIDT / AFP)

Gianni Infantino: presidente da Fifa elogiou o torneio de 2026 (RONALDO SCHEMIDT / AFP)

Paloma Lazzaro
Paloma Lazzaro

Estagiária de jornalismo

Publicado em 27 de julho de 2026 às 14h50.

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Pela primeira vez desde o encerramento da Copa do Mundo de 2026, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, se pronunciou publicamente sobre o torneio.

Em uma carta aberta publicada neste domingo, 26, no site oficial da entidade, o dirigente classificou a competição como um sucesso, fez um balanço positivo do evento e respondeu às críticas dirigidas à organização durante o Mundial.

Segundo Infantino, parte dos críticos esteve "consumida pelo ódio" e deixou de reconhecer os resultados alcançados pela competição.

Infantino rebate críticas ao Mundial

"Sinto muito que vocês tenham se deixado consumir tanto pelo ódio e pelas críticas. Enquanto vocês dividem, nós unimos. Enquanto vocês ficam atrás de suas telas, nós estamos na linha de frente organizando o maior espetáculo do mundo", escreveu o presidente da Fifa.

Ao longo da carta, o dirigente destacou números da competição e afirmou que cerca de sete milhões de torcedores acompanharam as partidas nos estádios, representando mais de 200 países.

De acordo com ele, o torneio transcorreu com segurança e teve amplo alcance internacional.

Embora não tenha citado pessoas ou veículos de comunicação, Infantino respondeu às principais controvérsias que marcaram o Mundial. Entre elas, mencionou críticas relacionadas às restrições de entrada nos Estados Unidos, à segurança da competição, às decisões da arbitragem, aos processos disciplinares e à atuação da Fifa em episódios que tiveram repercussão internacional.

Presidente defende decisões da Fifa

Um dos pontos abordados foi a possibilidade de revisão de punições disciplinares. Sem citar nominalmente o atacante norte-americano Folarin Balogun, o presidente da entidade afirmou que decisões envolvendo cartões e suspensões são comuns nas principais ligas nacionais e argumentou que é contraditório que esses mesmos países critiquem procedimentos semelhantes adotados pela Fifa durante a Copa.

"Decisões de arbitragem passíveis de discussão e decisões disciplinares consideradas 'estranhas', como cartões vermelhos ou amarelos potencialmente aplicados de forma equivocada ou decisões posteriores de não suspender jogadores em determinadas situações, são comuns e amplamente aceitas em algumas das maiores ligas do mundo", escreveu.

Segundo Infantino, a Copa do Mundo de 2026 demonstrou a capacidade do futebol de unir pessoas de diferentes culturas e nacionalidades, apesar das controvérsias que marcaram sua realização. Para o dirigente, esse é o principal legado deixado pelo torneio.

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