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Andrea Pirlo está fora da disputa para comandar a seleção da Itália

Ex-jogador afirma que foi informado da decisão e lamenta polêmica envolvendo sua candidatura ao cargo de treinador da Azzurra

Pirlo: além do treinador, Pep Guardiola também era cotado para o cargo (Foto: Divulgação/Juventus)

Pirlo: além do treinador, Pep Guardiola também era cotado para o cargo (Foto: Divulgação/Juventus)

Gabriella Brizotti
Gabriella Brizotti

Colaboradora

Publicado em 27 de julho de 2026 às 14h30.

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Andrea Pirlo não será o novo técnico da seleção italiana. O ex-meio-campista anunciou nesta segunda-feira, 27, que deixou de ser considerado para assumir o comando da Azzurra, encerrando as especulações que o colocavam como um dos principais candidatos ao cargo.

Em publicação nas redes sociais, Pirlo revelou que recebeu a informação no domingo e aproveitou para rebater as críticas que surgiram durante o processo de escolha do novo treinador da Itália.

Segundo o ex-jogador, sua candidatura acabou sendo envolvida em uma discussão pública que, em sua avaliação, não refletiu sua personalidade nem suas intenções.

Candidatura gerou resistência

Nas últimas semanas, veículos da imprensa italiana apontavam que Pirlo era o favorito para substituir o antigo comandante da seleção. No entanto, a possibilidade passou a enfrentar resistência por diferentes motivos.

Um dos principais questionamentos foi o currículo do treinador, que iniciou a carreira à beira do gramado em 2020 e acumula passagens por Juventus, Karagümrük, Sampdoria e, atualmente, pelo United FC, dos Emirados Árabes Unidos.

Outro fator que pesou foi o contrato publicitário de Pirlo com a empresa russa de apostas esportivas Fonbet, tema que gerou críticas na Itália durante os últimos dias.

De acordo com a imprensa local, o presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC), Giovanni Malagò, nunca demonstrou apoio à contratação do ex-jogador.

Disputa interna pela escolha do treinador

Apesar da resistência, Pirlo contava com o respaldo de Paolo Maldini, diretor de seleções da FIGC, e do ex-jogador Leonardo, que atua como consultor da entidade.

Os dois também tentaram convencer Pep Guardiola a assumir a seleção italiana, mas as conversas não avançaram.

Com a saída de Pirlo da disputa, Antonio Conte voltou a ser apontado pela imprensa italiana como um dos favoritos para assumir a Azzurra. Livre no mercado desde que deixou o Napoli, o treinador ganhou força nos bastidores.

Crise pode provocar mudanças na federação

A escolha do novo comandante também provocou tensão dentro da Federação Italiana. Segundo veículos do país, Paolo Maldini cogita deixar o cargo caso a entidade opte por Antonio Conte ou Roberto Mancini.

Diante desse cenário, o dirigente passou a defender o nome de Thiago Motta, treinador ítalo-brasileiro que já comandou Bologna e Juventus.

Enquanto a definição não acontece, Giovanni Malagò afirmou que o novo técnico da seleção italiana será anunciado "em breve".

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