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Semifinais da Copa do Mundo serão as mais 'pesadas' desde 1990; entenda

Os duelos que decidirão os finalistas do torneio serão realizados nos dias 13 e 14, terça e quarta-feira

Torcedores ingleses comemoram a classificação à semifinal; apenas a quarta da história para a campeã de 66 (Ulises RUIZ/AFP)

Torcedores ingleses comemoram a classificação à semifinal; apenas a quarta da história para a campeã de 66 (Ulises RUIZ/AFP)

Luiz Anversa
Luiz Anversa

Repórter

Publicado em 12 de julho de 2026 às 06h43.

A Copa do Mundo de 2026 marca um feito histórico: pela primeira vez desde 1990 as semifinais reúnem quatro seleções que já conquistaram o título mundial — Argentina, Inglaterra, França e Espanha.

Esse cenário só havia ocorrido em 1970 e 1990, e reforça o peso simbólico e competitivo da atual edição.

Contexto histórico

Em 1970, no México, Brasil, Uruguai, Itália e Alemanha Ocidental chegaram às semifinais, todos já campeões. O torneio terminou com o tricampeonato brasileiro após a vitória sobre a Itália na final por 4 a 1.

Vinte anos depois, em 1990, na Itália, Alemanha Ocidental, Argentina, Inglaterra e Itália repetiram o feito. A Alemanha venceu a Inglaterra nos pênaltis na semifinal e depois bateu a Argentina na decisão, conquistando seu terceiro título, se "vingando" da derrota para os sul-americanos na decisão de 1986.

Agora, em 2026, o quarteto formado por França, Espanha, Inglaterra e Argentina soma oito títulos mundiais.

A França, bicampeã (1998 e 2018), chega como líder do ranking da Fifa e encara a Espanha, campeã em 2010, em Dallas, na terça-feira.

Do outro lado, a Argentina, tricampeã (1978, 1986 e 2022), enfrenta a Inglaterra, campeã em 1966, em Atlanta, na quarta-feira, em um duelo que revive a memória da “La Mano de Dios” e do “gol do século” de Diego Maradona em 1986.

O caminho das seleções até as semifinais:

Desempenho das seleções em 2026

  • Argentina:
  • Inglaterra:
    • Superou México por 3 a 2 nas oitavas, impondo a primeira derrota da história do México dentro do Azteca e venceu a Noruega por 2 a 1 nas quartas, com Jude Bellingham decisivo, marcando quatro gols no mata-mata.
    • Marcou 13 gols até aqui, mas já sofreu cinco
  • França:
    • Bicampeã (1998 e 2018), venceu todos os jogos até a semifinal, incluindo 2 a 0 sobre Marrocos nas quartas. Já marcou 16 gols no torneio e só foi vazada duas vezes (ambas na fase de grupos)
    • Kylian Mbappé lidera o ataque com oito gols
  • Espanha:
    • Tem o pior ataque entre os semifinalistas: 11 gols até aqui.
    • Placares mais elásticos foram o 4 a 0 contra a Arábia na fase de grupos e o 3 a 0 contra a Áustria no 16 avos
    • Mas tem a melhor defesa, que só levou um gol até agora (contra a Bélgica, nas quartas)
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