Copa do Mundo: Fifa e cidades que receberão o torneio correm contra o tempo para deixar tudo pronto antes da estreia
Colaboradora
Publicado em 14 de maio de 2026 às 06h29.
A menos de um mês da abertura da Copa do Mundo de 2026, os países-sede aceleram os preparativos para receber o maior Mundial da história. Com partidas espalhadas por 16 cidades dos Estados Unidos, Canadá e México, a competição, que acontecerá entre 11 de junho e 19 de julho, será a primeira disputada por 48 seleções.
Enquanto as obras em estádios e aeroportos entram na reta final, autoridades reforçam os planos de segurança e seleções acompanham de perto a situação física de jogadores importantes antes do anúncio das listas definitivas para o torneio.
Algumas sedes ainda trabalham contra o relógio para atender às exigências da FIFA. Em Miami, o Hard Rock Stadium passa por uma rápida transformação após receber recentemente aetapa da Fórmula 1. Estruturas temporárias instaladas para o evento automobilístico estão sendo removidas para adaptar o local ao padrão exigido pela entidade.
Já em Nova Jersey, operários seguem instalando gramado natural provisório no MetLife Stadium, tradicionalmente equipado com piso sintético. O estádio receberá a final da Copa do Mundo.
No México, o Estádio Azteca continua em processo de modernização para sediar a partida de abertura do torneio, marcada para 11 de junho. A reforma enfrentou entraves jurídicos e atrasos operacionais nos últimos meses, especialmente por disputas envolvendo camarotes e cronogramas de construção, mas os organizadores mantêm a previsão de entrega dentro do prazo.
Além do estádio, o Aeroporto Internacional da Cidade do México também passa por obras de ampliação e modernização. Segundo autoridades locais, cerca de 70% das intervenções já foram concluídas.
A venda de ingressos também virou tema de debate nas últimas semanas, principalmente após bilhetes para a final, em Nova Jersey, aparecerem por mais de US$ 2 milhões na plataforma oficial de revenda da Fifa.
O presidente da entidade, Gianni Infantino, afirmou que os valores divulgados não representam os preços originais comercializados pela organização. Segundo ele, os números refletem apenas o mercado secundário, prática comum em grandes eventos esportivos realizados nos Estados Unidos.
Apesar da alta procura, a Fifa ainda não atualizou oficialmente o número total de ingressos vendidos. Nos últimos meses, novos lotes foram disponibilizados em vendas extraordinárias, e ainda há entradas disponíveis para diferentes partidas no mercado de revenda.
O esquema de segurança para o Mundial também ganhou reforço. No México, a presidente Claudia Sheinbaum anunciou que aproximadamente 100 mil agentes atuarão durante a competição nas cidades da Cidade do México, Guadalajara e Monterrey.
As medidas incluem reforço no patrulhamento de aeroportos, hotéis e regiões destinadas aos torcedores.
No Canadá, o governo confirmou investimento adicional para operações ligadas à Copa, incluindo policiamento, controle de fronteiras e resposta emergencial nas cidades-sede. O pacote pode chegar a 145 milhões de dólares canadenses.
Já nos Estados Unidos, os preparativos seguem coordenados por uma força-tarefa ligada à Casa Branca - criada especificamente para o torneio.
A participação do Irã também esteve no centro das discussões nos bastidores da competição. A federação iraniana confirmou que a seleção disputará normalmente o torneio após solicitar garantias diplomáticas aos três países anfitriões.
Entre os pedidos feitos pelo país estão facilidades para emissão de vistos, segurança para delegação e respeito aos símbolos nacionais iranianos durante o evento.
As autoridades do Irã também buscaram garantias para integrantes ligados ao serviço militar obrigatório na Guarda Revolucionária. A FIFA já havia afirmado anteriormente que a seleção participaria da Copa sem alterações.
A equipe está no Grupo G e estreia diante da Nova Zelândia, em Los Angeles, no dia 15 de junho. Depois, encara Bélgica e Egito na fase de grupos.
Com o prazo final da FIFA para inscrição dos elencos se aproximando, seleções monitoram a recuperação de atletas importantes.
Antes da definição dos grupos finais, as federações precisam enviar listas preliminares com até 55 nomes. Posteriormente, cada seleção poderá registrar entre 23 e 26 jogadores para o Mundial.
O Brasil aparece entre os países mais afetados por problemas físicos. O zagueiro Éder Militão e o atacante Rodrygo estão fora da Copa após lesões no joelho, enquanto o goleiro Alisson ainda é dúvida por conta de um problema muscular na coxa.
Já Neymar tenta recuperar ritmo e condição física depois de uma sequência de lesões que o afastou da seleção brasileira desde 2023.
Outras seleções também convivem com baixas importantes. O francês Hugo Ekitike e o holandês Xavi Simons foram cortados por lesões, enquanto nomes como Lamine Yamal, Mohamed Salah e Kylian Mbappé seguem em recuperação e ainda lutam para chegar em condições ideais ao torneio.