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Muralhas da Copa: goleiros Vozinha, Patrick Beach e Bono brilham na primeira rodada

Com atuações de alto nível, os três goleiros estão entre os principais nomes da primeira rodada da fase de grupos até agora

Goleiros: defesas decisivas colocaram Cabo Verde, Austrália e Marrocos em evidência no início da Copa do Mundo de 2026 (Roberto Schmidt/AFP)

Goleiros: defesas decisivas colocaram Cabo Verde, Austrália e Marrocos em evidência no início da Copa do Mundo de 2026 (Roberto Schmidt/AFP)

Publicado em 16 de junho de 2026 às 12h32.

A primeira rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026 termina na próxima quarta-feira, 17, mas alguns nomes já começam a despontar pelas boas atuações. Além de atacantes que fizeram golaços, como Vinicius Júnior ao empatar a partida contra o Marrocos, outros destaques do torneio até aqui atuam debaixo das traves.

É o caso de Vozinha, de Cabo Verde, Patrick Beach, da Austrália, e Bono, do Marrocos, que foram decisivos para os resultados de suas seleções e colocaram seus nomes entre os protagonistas deste início de Mundial.

Seja pela experiência, pela capacidade de decidir jogos ou pelo impacto de suas atuações, os três goleiros transformaram partidas complicadas em resultados históricos e ganharam destaque internacional logo na estreia.

Vozinha, o herói da estreia histórica de Cabo Verde

Aos 40 anos, Josimar José Évora Dias, o Vozinha, vive o auge de sua carreira justamente na primeira participação de Cabo Verde em uma Copa do Mundo.

O goleiro foi o grande responsável pelo empate por 0 a 0 diante da Espanha, na última segunda-feira, 15, resultado considerado um dos maiores da história do futebol cabo-verdiano. Contra uma das seleções favoritas ao título, ele realizou sete defesas e foi eleito o melhor jogador da partida.

Vozinha também entrou para a história ao se tornar o segundo jogador mais velho a estrear em Copas do Mundo. Com quase 90 partidas pela seleção, ele é uma das maiores referências do futebol do país e participou diretamente da campanha que garantiu a inédita classificação ao Mundial.

A atuação diante dos espanhóis transformou o veterano em um dos rostos mais comentados do torneio até aqui.

Patrick Beach quebra recorde pela Austrália

Se Vozinha representa a experiência, Patrick Beach simboliza a nova geração de goleiros da Copa. O australiano de apenas 22 anos foi uma das grandes surpresas da primeira rodada. Na vitória por 2 a 0 sobre a Turquia, no último domingo, 14, o arqueiro realizou oito defesas e estabeleceu o recorde de mais intervenções de um goleiro australiano em uma única partida de Copa do Mundo.

Beach começou o torneio cercado por dúvidas após ser escolhido como titular no lugar do experiente Mat Ryan, capitão da seleção. A resposta veio em campo.

Além das oito defesas, o goleiro terminou a partida sem sofrer gols e registrou índice de 1,54 gol evitado, segundo dados do Sofascore. O desempenho foi determinante para a Austrália largar na frente em um grupo equilibrado como o D, que, além da Turquia, também conta com Estados Unidos e Paraguai.

A estreia também reforçou a rápida ascensão do jogador, que atua pelo Melbourne City e já é visto como uma das principais promessas da posição no futebol australiano.

Bono mantém status de referência marroquina

Diferentemente de Vozinha e Beach, Bono já chegou à Copa com reputação consolidada. O goleiro do Marrocos foi um dos heróis da campanha histórica que levou a seleção africana às semifinais do Mundial de 2022.

Mesmo assim, voltou a mostrar por que segue entre os melhores da posição. Seguro, experiente e decisivo, Bono foi fundamental para o empate de 1x1 com o Brasil, na estreia da Copa do Mundo de 2026.

Aos 35 anos, o goleiro acumula experiência em grandes ligas — como a espanhola — e tornou-se um dos líderes técnicos da equipe. Sua capacidade de liderança e o histórico de atuações marcantes em torneios internacionais fazem dele uma das peças mais importantes do elenco.

Em 2022, Bono sofreu apenas um gol até a semifinal da Copa e brilhou especialmente na classificação contra a Espanha, quando defendeu duas cobranças de pênalti e ajudou Marrocos a alcançar um feito inédito para o futebol africano.

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