Guillermo Ochoa: do estrelato no América às grandes atuações em Mundiais, o goleiro segue escrevendo seu nome na história da seleção do México (Luiza Moraes / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP)
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Publicado em 11 de junho de 2026 às 13h01.
Quando o México entrar em campo para enfrentar a África do Sul nesta quinta-feira, 11, às 16h, boa parte das atenções estará voltada para Guillermo Ochoa. Aos 40 anos, o goleiro disputa sua sexta Copa do Mundo e se consolida como um dos jogadores mais longevos da história do torneio.
Conhecido mundialmente pelos cabelos cacheados e pelas atuações decisivas em Mundiais, Ochoa se tornou um dos maiores símbolos da seleção mexicana no século XXI. Sua primeira convocação para uma Copa aconteceu em 2006, mas ele só assumiu a titularidade anos depois, tornando-se protagonista nas edições de 2014, 2018 e 2022.
Nascido em Guadalajara, em 13 de julho de 1985, Francisco Guillermo Ochoa Magaña iniciou sua trajetória nas categorias de base do tradicional clube mexicano Club América.
A estreia no time principal aconteceu ainda muito jovem e ele rapidamente chamou atenção pela agilidade, reflexos rápidos e capacidade de decidir partidas. Em poucos anos, já era considerado uma das principais promessas do futebol mexicano.
O sucesso no América abriu as portas para o futebol europeu. Ochoa passou por clubes como AC Ajaccio, Málaga CF, Granada CF e Standard de Liège, além de retornar ao América antes de seguir para o futebol cipriota.
Embora já fosse conhecido no México, Ochoa ganhou projeção internacional durante a Copa do Mundo de 2014, disputada no Brasil.
Na fase de grupos, ele foi o grande destaque do empate sem gols contra a seleção brasileira, realizando uma série de defesas importantes, incluindo uma cabeçada à queima-roupa de Neymar. A atuação virou manchete em diversos países e transformou o goleiro em um dos personagens mais marcantes daquele Mundial.
Desde então, Ochoa passou a ser lembrado como um especialista em Copas, acumulando apresentações de destaque mesmo quando sua fase nos clubes não era considerada das melhores.
Fora dos gramados, Ochoa também ganhou espaço na imprensa de celebridades. Entre os relacionamentos mais conhecidos de sua vida está o namoro com Dulce María, uma das integrantes do fenômeno musical RBD.
O relacionamento aconteceu entre 2005 e 2006 e chamou a atenção da mídia mexicana na época, reunindo duas das personalidades mais populares do país. Apesar da repercussão, o namoro durou alguns meses e chegou ao fim após rumores de infidelidade do jogador.
Atualmente, os dois vivem momentos diferentes fora dos holofotes. Dulce María é casada com o produtor Paco Álvarez desde 2019, enquanto Ochoa formou sua família ao lado de Karla Mora.
Agora, em 2026, Ochoa chega a uma marca histórica. Com seis participações em Copas do Mundo, ele se junta ao seleto grupo de atletas que alcançaram esse feito ao lado de Lionel Messi e Cristiano Ronaldo.
Aos 40 anos, porém, sua presença no time titular já não é unanimidade. O goleiro foi convocado após um período longe da seleção e disputa espaço com nomes mais jovens.
Mesmo assim, continua sendo uma das lideranças do elenco mexicano. Recentemente, recebeu das mãos da presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, a bandeira nacional durante uma cerimônia oficial antes do Mundial.
Titular ou reserva, Ochoa entra na Copa de 2026 com um lugar garantido na história.
Anfitrião do evento, ao lado de Estados Unidos e Canadá, o país-sede joga nesta quinta-feira, 11, às 16h (horário de Brasília), contra a África do Sul.
O confronto é o pontapé inicial do torneio, que tem final marcada para o dia 19 de julho.
Integrante do Grupo A, o próximo confronto dos mexicanos será contra a Coreia do Sul, no dia 18, às 22h (horário de Brasília) e o último jogo da fase de grupos será contra a Tchéquia, no dia 24, também às 22h (horário de Brasília).