Esporte

Boxeador morre aos 33 anos após passar mais de uma década com sequelas de luta

Pugilista porto-riquenho sofreu uma hemorragia cerebral após combate contra Terrel Williams e passou 221 dias em coma antes de viver com graves limitações

Prichard Colón: pugilista se aposentou após lesão cerebral em luta (Foto: Reprodução)

Prichard Colón: pugilista se aposentou após lesão cerebral em luta (Foto: Reprodução)

Gabriella Brizotti
Gabriella Brizotti

Colaboradora

Publicado em 14 de agosto de 2026 às 16h43.

O boxe perdeu nesta quinta-feira, 13, um de seus casos mais emblemáticos dos últimos anos. Prichard Colón morreu aos 33 anos, quase 11 anos depois de sofrer uma grave lesão cerebral durante uma luta que mudou completamente sua vida. A morte do ex-pugilista porto-riquenho foi confirmada por seu pai, Richard Colón, em uma publicação nas redes sociais.

A causa específica da morte não foi divulgada publicamente. Desde o episódio ocorrido em 2015, Colón convivia com graves sequelas neurológicas e dependia de cuidados constantes.

Pai de Colón confirma a morte

Richard Colón foi responsável por comunicar a morte do filho. Na mensagem, relembrou os anos de dedicação à recuperação do ex-boxeador e agradeceu às pessoas que acompanharam a família durante esse período.

"Lamento informar a partida do meu filho Prichard deste mundo terreno. Agora ele está em um mundo melhor. Fiz de tudo para cumprir seu desejo, seu sonho de levá-lo de férias a Porto Rico, como ele tanto desejava, mas não foi possível. Obrigado por tantos anos de amor e orações. Na medida em que puderem, por favor, nos mantenham em suas orações."

Segundo informações da AgfFight, Prichard passou os últimos anos de sua vida convivendo com limitações severas provocadas pela lesão. Depois de deixar o hospital, continuou recebendo acompanhamento e tratamento, enquanto sua família permaneceu ao seu lado.

Uma carreira promissora interrompida

Quando entrou no ringue em outubro de 2015, Colón tinha apenas 23 anos e era considerado uma das promessas do boxe. O porto-riquenho ainda estava invicto como profissional, com 16 vitórias em 16 lutas.

Seu adversário naquela noite era o norte-americano Terrel Williams. O combate aconteceu em Fairfax, no estado da Virgínia, em 17 de outubro daquele ano.

Durante a luta, Colón recebeu diversos golpes na parte posterior da cabeça, região protegida pelas regras do boxe. O árbitro chegou a punir Williams com a perda de um ponto, mas o confronto prosseguiu.

A situação se agravou no nono assalto. Colón foi derrubado duas vezes e terminou o round aparentando estar desorientado. O combate acabou com sua desclassificação depois que integrantes de seu córner retiraram suas luvas por engano, acreditando que a luta havia terminado.

Lesão cerebral mudou a vida do pugilista

Pouco depois de deixar o ringue, Colón passou mal no vestiário. Ele apresentou sintomas como tontura e vômitos e foi levado de ambulância ao hospital, onde os médicos identificaram um sangramento no cérebro.

O ex-boxeador precisou passar por uma cirurgia de emergência para aliviar a pressão causada pela lesão. Na sequência, entrou em coma e permaneceu nessa condição por 221 dias, segundo a AgFight.

Quando deixou o coma, Colón apresentava sequelas neurológicas extremamente graves. A lesão encerrou definitivamente sua carreira e fez com que ele precisasse de assistência constante durante os anos seguintes.

Caso virou símbolo de alerta no boxe

A história de Colón passou a ser frequentemente lembrada em discussões sobre a segurança dos atletas e os riscos dos golpes ilegais na nuca.

O episódio também ganhou repercussão fora do boxe. O caso foi citado em debates sobre arbitragem e segurança em esportes de combate, justamente pela dimensão das consequências que uma sequência de golpes proibidos pode provocar.

Em 2015, após o ocorrido, autoridades da Virgínia chegaram a abrir uma investigação sobre as circunstâncias da luta que deixou Colón em estado crítico.

Acompanhe tudo sobre:Boxe

Mais de Esporte

Grêmio acerta com bicampeão da Libertadores e 'rodado' pela Europa

Flamengo ultrapassa marca de 600 mil torcedores no Brasileirão e mira R$ 40 milhões com bilheteria

Jeff Bezos e Saverin, o brasileiro mais rico do mundo, compram participações do Liverpool

Como um time da Espanha vê num aporte de R$ 610 milhões a chance de 'incomodar' Real e Barça