Messi: jogador pode levantar segunda taça, segundo universidade (Simon Bruty/Anychance/Getty Images)
Repórter
Publicado em 11 de junho de 2026 às 08h30.
Última atualização em 11 de junho de 2026 às 08h30.
Um supercomputador da Universidade de Reading, no Reino Unido, simulou todos os jogos da Copa do Mundo de 2026 dez mil vezes e chegou a uma conclusão que contraria o otimismo brasileiro: a Argentina é a seleção com maior probabilidade de levantar a taça, seguida de perto por França e Espanha.
O Brasil aparece em quarto lugar, praticamente empatado com a Inglaterra.
O modelo foi criado pelo professor de economia James Reade, que calculou o poder de ataque e defesa de cada seleção com base em todos os jogos internacionais disputados desde janeiro de 2023.
Em cada simulação, o modelo gera gols esperados para cada time, define o resultado com base numa distribuição estatística e percorre toda a fase de grupos, as regras de desempate e o chaveamento eliminatório, incluindo prorrogação e pênaltis, até encontrar um campeão.
O processo é repetido dez mil vezes para produzir estimativas de probabilidade para cada seleção.
O modelo coloca Argentina em primeiro, França em segundo e Espanha em terceiro.
Brasil aparece em quarto e Inglaterra em quinto. Portugal, que tem uma das melhores avaliações ofensivas de todo o torneio segundo o modelo, aparece em sexto.
Colômbia está em sétimo, Holanda em oitavo e Alemanha em nono, com uma observação importante: os números defensivos alemães são "notavelmente mais fracos do que em ciclos anteriores", segundo Reade. O Uruguai fecha o top 10.
Copa do Mundo 2026: quais seleções chegam como favoritas ao título?O Marrocos, principal adversário do Brasil na fase de grupos, aparece em 13º lugar no ranking geral. A Escócia, que retorna a uma Copa do Mundo numa aparição rara, está em 36º entre os 48 participantes.
A posição do Brasil em quarto lugar reflete tanto a qualidade do elenco quanto a competitividade do torneio.
"O que mais chama atenção nessa simulação é o quão apertado está no topo. França e Espanha são virtualmente indistinguíveis no modelo, e a Inglaterra também não está longe", disse Reade.
A afirmação implica que o Brasil, em quarto, está num grupo de seleções cujas probabilidades de título são próximas o suficiente para que qualquer diferença seja estatisticamente pequena.
Para o Grupo C do Brasil — que inclui Marrocos (13º), Escócia (36º) e Haiti (47º) — o modelo sugere uma fase de grupos administrável. O problema começa no mata-mata, onde as seleções de cima do ranking se encontram.
Entre os três países que sediam o torneio, o México aparece melhor posicionado, em 15º lugar.
Os Estados Unidos estão em 18º e o Canadá em 23º. "O modelo oferece um quadro misto para todos os três", disse Reade.