Copa do Mundo: preparação para o torneio vai além dos estádios e dos dias de jogo (Imagem gerada por IA/Exame)
Redatora
Publicado em 9 de junho de 2026 às 06h07.
Última atualização em 9 de junho de 2026 às 07h02.
A Copa do Mundo de 2026 começa nesta semana, mas os preparativos das 16 cidades-sede espalhadas por Estados Unidos, Canadá e México envolvem iniciativas que vão além da realização das partidas. Governos locais, comitês organizadores e a Fifa anunciaram projetos ligados à mobilidade urbana, programas comunitários, acessibilidade, turismo e sustentabilidade.
A edição de 2026 será a maior da história da competição, com 48 seleções e 104 partidas distribuídas entre os três países anfitriões.
Diferentemente de outras Copas do Mundo, a maior parte dos estádios que receberão partidas já existia antes da escolha das sedes. Com isso, muitos investimentos têm sido direcionados para transporte público, segurança, acessibilidade, sinalização urbana e estruturas temporárias para receber torcedores.
Em Seattle, por exemplo, o estádio que receberá jogos do Mundial passa por adaptações exigidas pela Fifa, enquanto autoridades locais também trabalham em melhorias relacionadas à mobilidade e ao atendimento de visitantes.
Segundo a Estratégia de Sustentabilidade e Direitos Humanos da Copa do Mundo de 2026, cada cidade-sede desenvolveu planos próprios relacionados a questões ambientais e direitos humanos, complementando as ações coordenadas pela entidade.
A Fifa afirma que um dos objetivos do torneio é apoiar iniciativas locais voltadas para inclusão social, participação comunitária e desenvolvimento de projetos com impacto após a competição. A estratégia oficial prevê o incentivo a ações lideradas pelas próprias cidades-sede para criar legados sociais em nível local.
Em Seattle, a preparação para o Mundial inclui projetos ligados ao acesso ao futebol em comunidades locais. A fundação vinculada aos clubes da cidade promove a construção de minicampos esportivos em regiões com pouca infraestrutura para a prática do esporte.
Já em Kansas City, o comitê organizador publicou um plano específico de direitos humanos com medidas para mitigação de impactos sociais relacionados ao evento.
Além dos jogos, diversas cidades organizam festivais para torcedores, eventos culturais e programações abertas ao público durante o torneio.
Como é o caso de Seattle, que prepara uma grande área de celebração à beira-mar com transmissão de partidas, atrações culturais e atividades esportivas. Projetos semelhantes também foram anunciados por outras sedes do Mundial.
Autoridades locais e órgãos de turismo veem a Copa como uma oportunidade para promover internacionalmente os destinos anfitriões e atrair visitantes durante e após o torneio. Relatórios sobre o evento apontam que o Mundial deverá influenciar a demanda global por viagens e o fluxo de turistas para as cidades-sede.
Especialistas observam que os efeitos de longo prazo de uma Copa do Mundo dependem da continuidade das iniciativas implementadas antes e durante a competição.
Por isso, muitas cidades-sede têm concentrado esforços em projetos que possam permanecer após o encerramento do torneio, como melhorias em infraestrutura, programas esportivos comunitários, iniciativas de acessibilidade e ações ligadas à sustentabilidade.
Segundo a Fifa, a estratégia para 2026 busca integrar objetivos sociais, econômicos, ambientais e de governança, com participação direta das cidades anfitriãs na implementação dessas ações.