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Por que a Copa do Mundo costuma atrapalhar as empresas aéreas?

Willie Walsh, CEO da Iata, diz que eventos como Copa e Olimpíadas afetam o movimento do setor

Aeroporto de Kansas City, uma das sedes da Copa do Mundo de 2026
 (Jamie Squire/AFP)

Aeroporto de Kansas City, uma das sedes da Copa do Mundo de 2026 (Jamie Squire/AFP)

Rafael Balago
Rafael Balago

Repórter de internacional e economia

Publicado em 8 de junho de 2026 às 15h45.

Rio de Janeiro* - A Copa do Mundo de futebol costuma ter um efeito negativo para as empresas aéreas. Apesar de o evento atrair mais turistas para as cidades dos jogos, ele acaba afastando os viajantes de negócios.

"Grandes eventos esportivos como a Copa do Mundo ou as Olimpíadas tendem a ser negativos para as companhias aéreas, porque eles atrapalham as viagens a negócios. E o segmento de passageiros premium, que normalmente viaja a negócios, geralmente evita esses eventos. Porque eles não querem se envolver com as multidões, e os custos de hotéis sobem muito", disse Willie Walsh, presidente da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), que representa as empresas do setor.

"Os viajantes a negócios adiam suas viagens, e o tráfego que se obtém é de torcedores de futebol, que geralmente têm baixa renda, são muito sensíveis a preços e viajam em direções diferentes. Então, quando um país está jogando, todo mundo quer ir, mas ninguém quer voltar no mesmo dia, ou não há ninguém no voo de volta", prossegue.

Willie Walsh, presidente da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), que representa as empresas do setor.

Willie Walsh, presidente da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), que representa as empresas do setor (Divulgação)

Hospedagem cara

Walsh diz que a ideia de que grandes eventos geram crescimento para as empresas aéreas é um mito, e que a edição atual, disputada no Canadá, Estados Unidos e México, deverá seguir o mesmo caminho.

"Esta Copa do Mundo, em particular, dados os preços exorbitantes de ingressos e hospedagem, está contribuindo para que as pessoas não estejam viajando na mesma quantidade que costumavam. Mas será interessante ver o que acontece", afirmou.

Walsh disse que não irá ao evento, pois seu país, a Irlanda, não se classificou.

*O repórter viajou a convite da Iata.

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