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Gabinete de Netanyahu reage após Mamdani cogitar prisão durante Assembleia da ONU

Prefeito de Nova York afirmou que analisa quais medidas pode tomar caso Netanyahu viaje aos EUA para o encontro

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 19 de julho de 2026 às 16h40.

O gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, criticou neste domingo, 19, o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, após declarações de que o governo municipal estuda a possibilidade de ordenar sua prisão durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), marcada para setembro.

A reação ocorreu depois que Mamdani afirmou que analisa, junto à equipe jurídica da cidade, quais medidas pode tomar caso Netanyahu viaje aos Estados Unidos para o encontro.

Em nota publicada na rede social X, o gabinete de Netanyahu afirmou que o prefeito deveria "concentrar-se em reparar o dano que suas políticas causaram a Nova York" em vez de atacar o líder israelense.

O governo de Israel também comparou Mamdani a Karim Khan, ex-procurador do Tribunal Penal Internacional (TPI), afirmando que ambos tentam desviar a atenção pública ao direcionar críticas contra Netanyahu.

As declarações do prefeito foram dadas em entrevista ao jornal The New York Times. "Acredito que o primeiro-ministro Netanyahu pertence a Haia. Ele é um criminoso de guerra que foi acusado pelo Tribunal Penal Internacional", afirmou Mamdani.

Segundo o prefeito, a administração municipal está avaliando quais são os limites legais da atuação da cidade e da polícia de Nova York diante da eventual presença de um chefe de Estado estrangeiro durante a Assembleia Geral da ONU.

"Seja lá o que a lei me permitir fazer na cidade de Nova York, é isso que faremos", disse.

Mandado do TPI está no centro da disputa

As declarações fazem referência ao mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional em 2024 contra Benjamin Netanyahu. O tribunal acusa o premiê israelense de crimes de guerra e crimes contra a humanidade relacionados à ofensiva militar de Israel na Faixa de Gaza após os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023.

O gabinete de Netanyahu voltou a contestar a legitimidade da decisão e afirmou que o TPI não possui jurisdição sobre Israel nem sobre os Estados Unidos.

O governo israelense também voltou a atacar Karim Khan, responsável pelo processo à época, afirmando que o mandado foi emitido pouco antes de se tornarem públicas acusações de abuso sexual contra o então procurador, tese já apresentada anteriormente por Israel para questionar a credibilidade da investigação.

A Assembleia Geral da ONU reúne anualmente chefes de Estado e de governo em Nova York, tornando a eventual presença de Netanyahu um novo ponto de tensão diplomática em meio ao conflito no Oriente Médio.

(Com AFP)

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