Messi: jogador entra em campo nesta terça-feira, 7 (CHANDAN KHANNA / AFP)
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Publicado em 7 de julho de 2026 às 10h45.
A Argentina chega às oitavas de final da Copa do Mundo com 100% de aproveitamento, mas também cercada por questionamentos. A classificação diante de Cabo Verde, conquistada apenas nos minutos finais de uma partida que esteve muito perto de ser decidida nos pênaltis, expôs dificuldades que Lionel Scaloni pretende corrigir antes do confronto contra o Egito, nesta terça-feira, 7.
Embora a equipe tenha vencido todos os compromissos disputados até aqui, o desempenho coletivo ainda está distante daquele apresentado na campanha do título mundial. A sensação é de que, em diversos momentos, a seleção depende da capacidade de Lionel Messi para resolver jogos que se tornam mais complicados do que o esperado.
O camisa 10 vive mais uma Copa do Mundo em grande fase. Aos 39 anos, disputa o sexto Mundial da carreira e já marcou sete gols em quatro partidas, balançando as redes em todos os jogos da Argentina no torneio. O desempenho o coloca entre os artilheiros da competição, ao lado de Kylian Mbappé e Erling Haaland.
No entanto, a produção ofensiva dos argentinos tem sido concentrada quase exclusivamente em seu capitão. Até aqui, apenas Lautaro Martínez também marcou entre os atacantes, convertendo um pênalti na fase de grupos. O centroavante, titular em todos os jogos, ainda busca maior participação com a bola rolando.
A falta de protagonismo do setor ofensivo fez crescer a expectativa pela utilização de Julián Álvarez. Depois de ter papel importante na conquista da Copa de 2022, o atacante ainda não participou diretamente de gols nesta edição do torneio e pode ganhar nova oportunidade para dividir responsabilidades com Messi.
Além das dificuldades na finalização, a Argentina também tem encontrado obstáculos para criar jogadas pelos lados do campo. A equipe tem produzido pouco em velocidade, o que reduz as opções para infiltrações e limita a chegada de meio-campistas como Enzo Fernández e Rodrigo De Paul à área adversária.
Na tentativa de recuperar o equilíbrio entre criação e posse de bola, Scaloni confirmou o retorno de Leandro Paredes ao time titular. A tendência é que o volante ocupe a vaga de Thiago Almada, oferecendo mais controle na saída de jogo e maior organização ao meio-campo.
Apesar das críticas ao desempenho recente, o treinador minimizou a pressão sobre a equipe. Segundo ele, vencer também faz parte do processo de amadurecimento de uma seleção que precisa encontrar soluções diferentes ao longo da competição.
Scaloni destacou que nem todas as partidas serão resolvidas com futebol vistoso e afirmou que, quando necessário, a Argentina também precisa saber competir na base da intensidade, da entrega e da força mental para seguir avançando.
Do outro lado estará um Egito que chega embalado pela classificação conquistada sobre a Austrália nos pênaltis. A equipe africana aposta na organização defensiva e na velocidade dos contra-ataques para equilibrar o duelo contra a atual campeã do mundo.
Grande referência técnica da seleção, Mohamed Salah continua sendo a principal esperança egípcia. O atacante lidera um setor ofensivo que também conta com Omar Marmoush, jogador do Manchester City, responsável por dar profundidade e velocidade ao ataque.
O técnico Hossam Hassan reconhece o favoritismo argentino, mas acredita que sua equipe pode competir em igualdade se conseguir executar seu plano de jogo. Segundo o treinador, o Egito chega confiante e disposto a desafiar qualquer previsão para seguir vivo na Copa do Mundo.
Para a Argentina, o confronto representa mais do que uma vaga nas quartas de final. Será a oportunidade de demonstrar que possui alternativas ofensivas além de Messi e que tem condições de sustentar a defesa do título diante de adversários cada vez mais fortes no mata-mata.