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'Wonderwall' ou remada viking? Inglaterra e Noruega travam duelo também nas arquibancadas

Canto coletivo dos ingleses e coreografia dos noruegueses viraram símbolos do Mundial e prometem um espetáculo nas quartas de final do Mundial

Remada viking x 'Wonderwall': as duas torcidas mais comentadas da Copa chegam às quartas de final embaladas por manifestações que viralizaram dentro e fora dos estádios (Ulises RUIZ/AFP)

Remada viking x 'Wonderwall': as duas torcidas mais comentadas da Copa chegam às quartas de final embaladas por manifestações que viralizaram dentro e fora dos estádios (Ulises RUIZ/AFP)

Publicado em 7 de julho de 2026 às 11h02.

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As quartas de final entre Inglaterra e Noruega prometem muito mais do que o encontro entre Harry Kane e Erling Haaland. Antes mesmo de a bola rolar, o confronto já tem um vencedor para os torcedores: as arquibancadas.

De um lado, milhares de ingleses transformaram "Wonderwall", do Oasis, no hino da campanha. Do outro, os noruegueses conquistaram o mundo com a remada viking, uma coreografia sincronizada que virou uma das imagens mais marcantes da Copa do Mundo.

Como 'Wonderwall' virou a trilha da Inglaterra

A relação entre a seleção inglesa e a música surgiu de forma espontânea. Após a vitória sobre a Croácia na fase de grupos, "Wonderwall" tocou nos alto-falantes do estádio e a torcida passou a cantar em coro. Os jogadores permaneceram em campo acompanhando a homenagem, criando uma cena que rapidamente viralizou nas redes sociais.

Segundo o jornalista Sam Lee, do The Athletic, a canção nunca fez parte da cultura da seleção inglesa. O momento ganhou força pelo contexto vivido pelos torcedores, que encontraram na música um elo afetivo com o país durante a campanha da Copa. O recente retorno do Oasis aos palcos também ajudou a reforçar o sentimento de nostalgia entre os ingleses.

A remada viking que contagiou a Noruega

Se a Inglaterra encontrou sua identidade em uma música, a Noruega apostou em um ritual coletivo. Após cada vitória, jogadores e torcedores se sentam ou se inclinam em sequência, batem palmas e simulam o movimento de remadores, formando um grande barco viking nas arquibancadas. 

O responsável pela celebração é Ole Frøystad, professor do ensino fundamental que ficou conhecido na Noruega pelo apelido de Senhor Row Row. Segundo ele, a inspiração surgiu muitos anos antes da Copa, durante uma partida do Rosenborg. O impacto do cântico da torcida, que enfatizava a sílaba "Ro" no nome do clube, despertou a ideia de criar uma manifestação coletiva baseada na força daquele som.

Quando a Noruega garantiu vaga para a Copa do Mundo após quase três décadas de ausência, Frøystad decidiu desenvolver uma identidade própria para a torcida. Entre diversas propostas, a combinação entre o movimento de remar e a palavra "Ro" foi a escolhida pela associação oficial de torcedores.

A coreografia faz referência aos antigos barcos vikings, um dos maiores símbolos históricos da Escandinávia. Sentados lado a lado, os torcedores simulam o movimento dos remadores das embarcações enquanto acompanham o ritmo marcado pelo tambor. O gesto ganhou força rapidamente e passou a ser repetido dentro — pelos torcedores e jogadores — e fora dos estádios.

Fim da linha para uma das torcidas

Apesar de encantarem os espectadores da Copa do Mundo, uma das comemorações já tem data para acabar: o próximo sábado, 11 de julho, às 18h. O confronto entre Inglaterra e Noruega pelas quartas de final vai definir o terceiro semifinalista do torneio.

Mesmo com uma delas se despedindo, as duas comemorações vão entrar para o hall de "momentos inesquecíveis" que só a Copa do Mundo pode proporcionar.

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