Haaland, artilheiro da Noruega, não hesita em participar de comemoração que causa ciúmes e inveja em seus vizinhos nórdicos ((Foto: Justin Setterfield/Getty Images via AFP))
Repórter
Publicado em 2 de julho de 2026 às 06h01.
A performance norueguesa nessa Copa já iguala seu melhor desempenho, em 1998, quando atingiu as oitavas de final. Após uma vitória suada contra a Costa do Marfim, o país enfrenta o Brasil no próximo domingo, 5, por um lugar nas quartas de final.
E a comemoração ecoa a euforia em casa: ao som de um surdo, os jogadores e funcionários técnicos da equipe sentam no chão e "remam" um navio viking imaginário, refletindo a estética viking que o time adotou nas comemorações e no uniforme. Em perfeita sincronia, a remada virou um fenômeno da Copa, cativando torcedores de todas as equipes — menos os de seus vizinhos escandinavos.
Os suecos consideram a comemoração de seus vizinhos mais uma irritação do que uma novidade criativa. Alguns acham muito parecido com a "trovoada" popularizada pela torcida da Islândia em torneios anteriores, uma batida de mãos sincronizada, com raízes também na herança nórdica compartilhada.
"Eu nunca vou fazer isso. A gente só suspira. Talvez principalmente por causa da equipe de TV, que decide dar um close nisso toda santa vez", disse o zagueiro sueco Gustaf Lagerbielke a repórteres em uma coletiva de imprensa na última terça-feira. "Afinal, é muito parecido com a trovoada islandesa. Mas, enfim, cada um faz o que quiser."
Outros integrantes da seleção sueca também não se mostraram muito impressionados."Provavelmente já está ficando um pouco batido. Dá a impressão de que eles fazem isso sempre que têm chance. Mas, no fim das contas, funciona bem para eles", acrescentou o companheiro de equipe Elliot Stroud. A Suécia foi eliminada pela França nesta terça, 30, uma semana após a coletiva.
Para os dinamarqueses, que não se classificaram para o torneio, a sensação é de inveja. "Beira o bullying nórdico entre adultos. Os noruegueses estão vivendo a festa de suas vidas. E, além disso, na companhia de uma seleção que realmente sabe jogar futebol", escreveu o jornalista dinamarquês Johnny Wojciech Kokborg na mídia local.
"O fato é — infelizmente — que os noruegueses podem acabar prejudicando muitas equipes. Mas, acima de tudo, dói em nós, dinamarqueses, admitir que não somos mais os melhores da região nórdica."
Conclui: "É simplesmente insuportável. Vocês estão zombando de nós, Noruega."