Tecnologia

iPhone 18 deve chegar mais caro e dividido em dois lançamentos, apontam rumores

Apple deve antecipar Pro, Pro Max e o primeiro dobrável para setembro e empurrar o modelo básico para 2027, em meio à alta dos chips de memória

Tamires Vitorio
Tamires Vitorio

Repórter de Inteligência Artificial e Tecnologia

Publicado em 30 de junho de 2026 às 09h43.

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A próxima linha de iPhones da Apple promete ser uma das mais complexas em anos — e os rumores que se acumulam a poucos meses do lançamento apontam para três mudanças centrais: a chegada do primeiro iPhone dobrável, a divisão do lançamento em duas datas e preços mais altos, pressionados pela escassez de chips de memória que encareceu toda a indústria de tecnologia.

Segundo informações de veículos especializados como MacRumors e Bloomberg, a Apple deve abandonar o modelo de lançar toda a linha de uma vez em setembro.

Em vez disso, os modelos premium sairiam no segundo semestre de 2026, e os mais acessíveis só na primeira metade de 2027.

O lançamento dividido em duas datas

De acordo com a Bloomberg, a Apple planeja lançar o iPhone 18 Pro, o iPhone 18 Pro Max e seu primeiro dobrável — apelidado de iPhone Fold — em setembro de 2026, no período tradicional de lançamento da marca.

Já o iPhone 18 padrão, o modelo de entrada iPhone 18E e uma possível segunda geração do iPhone Air ficariam para fevereiro ou março de 2027.

Na prática, quem quiser comprar um iPhone novo no segundo semestre terá apenas as opções premium — todas com preço inicial a partir de US$ 999, segundo a Macworld. Quem espera um modelo mais barato precisará aguardar 2027.

O primeiro iPhone dobrável

O destaque da linha é o aguardado iPhone dobrável, um rumor que persegue a Apple há mais de uma década.

Segundo a MacRumors, o aparelho deve adotar o formato de livro, com uma tela externa de cerca de 5,5 polegadas e uma interna de aproximadamente 7,8 polegadas — semelhante aos dobráveis de Samsung e Google, mas com a promessa de uma dobra quase invisível, problema que afeta os concorrentes.

O preço, porém, deve ser o mais alto já visto em um iPhone: acima de US$ 2.000, o que o tornaria o aparelho mais caro da história da linha. Por limitações de espaço interno, o dobrável deve abrir mão do Face ID e adotar um sensor Touch ID na lateral, segundo o analista Ming-Chi Kuo.

O que muda no design dos modelos Pro

Nos modelos Pro, o desenho externo deve ficar parecido com o da geração atual, mas com mudanças na frente do aparelho. Vários vazamentos indicam que a Dynamic Island — a área interativa no topo da tela — pode encolher.

Enquanto parte dos vazamentos aponta para um Face ID sob a tela, outras, como a MacRumors, sugerem que a tecnologia ficaria apenas parcialmente sob o display nesta geração.

Entre os rumores de cor, os modelos Pro podem ganhar três novas opções: azul-claro, cinza-escuro e um tom de vermelho descrito como "dark cherry" (cereja escuro). Uma versão marrom-café, especulada antes, teria sido descartada, segundo unidades de demonstração vazadas.

Câmera e bateria prometem avanços

A câmera deve ser um dos pontos de maior evolução.

Segundo a Macworld, o iPhone 18 Pro Max pode estrear uma câmera de abertura variável, recurso que existe em câmeras profissionais e permite mais controle sobre a entrada de luz e a profundidade de campo.

Todos os modelos, exceto o 18E, devem ainda ganhar câmera frontal de 24 megapixels, ante os 18 atuais.

A bateria também deve crescer. Vazamentos citados pelo 9to5Mac indicam que o iPhone 18 Pro pode trazer baterias acima de 5.000 mAh em algumas configurações, com capacidades diferentes por região, conforme o aparelho tenha ou não espaço para chip físico.

O novo chip A20 e a memória que pressiona o preço

Internamente, a linha deve estrear o processador A20, fabricado em processo de 2 nanômetros. Segundo a MacRumors, o chip usaria uma técnica que integra a memória RAM diretamente à mesma pastilha do processador, o que aumentaria a eficiência e o desempenho.

A quantidade de memória, no entanto, virou alvo de incerteza por causa da crise de componentes.

Enquanto o analista Jeff Pu projeta 12 GB de RAM para o iPhone 18, Ming-Chi Kuo estima 9 GB para os modelos de entrada — um aumento ante os 8 GB atuais, mas contido pelo alto custo da memória.

Por que o iPhone deve ficar mais caro

O elo entre todos esses rumores é o preço. O presidente-executivo da Apple, Tim Cook, já havia sinalizado que a empresa elevaria valores por causa da escassez de memória apelidada de "RAMageddon" — e, na semana seguinte, a Apple de fato aumentou os preços de Macs, iPads, HomePods e do Apple TV.

Embora o iPhone não tenha sido reajustado naquele momento, vazamentos citados pela MacRumors apontam que os novos modelos devem custar mais.

Com o dobrável acima de US$ 2.000 e a linha premium partindo de US$ 999, a geração do iPhone 18 caminha para ser a mais cara já lançada pela Apple.

O lançamento dos modelos Pro, vale lembrar, será o primeiro sob o comando de John Ternus, que assume como presidente-executivo em 1º de setembro, no lugar de Cook.

A Apple ainda não confirmou detalhes do produto.

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