Warner e Paramount: Acordo bilionário que uniria dois grandes grupos de mídia enfrenta barreiras antitruste e pode exigir mudanças na estrutura das empresas. (Ilustração feita por IA/Exame)
Repórter
Publicado em 18 de setembro de 2026 às 19h50.
Última atualização em 18 de setembro de 2026 às 19h53.
RESUMO | A Paramount iniciou negociações com autoridades da Califórnia para tentar encerrar a disputa antitruste que ameaça a aquisição da Warner Bros. por US$ 81 bilhões. Doze estados alegam que a operação pode aumentar a concentração nos mercados de cinema e TV a cabo. As partes avaliam concessões, mas não há garantia de acordo.
A Paramount iniciou negociações com autoridades da Califórnia para tentar encerrar a disputa antitruste que ameaça a aquisição da Warner Bros. por US$ 81 bilhões.
O processo movido por estados americanos busca impedir a conclusão do negócio sob o argumento de que a união das duas companhias poderia aumentar a concentração nos mercados de filmes para cinema e televisão a cabo.
Doze estados liderados por democratas, sob a condução do Procurador-Geral da Califórnia, Rob Bonta, entraram com uma ação em julho para bloquear a transação. O processo tem como base leis antitruste e questiona os efeitos da fusão entre as duas empresas no setor de entretenimento.
Os executivos da Paramount buscam concluir o acordo, que reuniria dois dos estúdios mais antigos de Hollywood, os serviços de streaming Paramount+ e HBO Max, além de dezenas de redes de televisão. As negociações seguem em andamento, mas não há garantia de que um acordo será alcançado entre a empresa e as autoridades.
As partes discutiram possíveis concessões para reduzir as preocupações regulatórias. Uma das alternativas avaliadas prevê que a Paramount opere os estúdios de cinema das duas companhias separadamente durante um período determinado, em vez de realizar uma integração imediata, segundo fontes próximas às negociações.
A aquisição da Warner Bros. ampliaria o portfólio controlado pelo CEO da Paramount, David Ellison. O negócio colocaria sob o comando da companhia franquias como os super-heróis da DC e Harry Potter, além de adicionar marcas como CNN, Cartoon Network e Food Network ao conjunto de ativos que já inclui MTV, Comedy Central e a rede aberta CBS.
A Paramount informou que pode transferir suas operações para fora da Califórnia caso não chegue a um acordo com os estados, com uma possível mudança prevista para começar em 1º de outubro. O Tennessee é apontado como o destino provável para a empresa.
O acordo entre Paramount e Warner Bros. inclui uma cláusula de multa por atraso, chamada ticking fee, mecanismo que prevê pagamentos adicionais aos acionistas da empresa adquirida enquanto a operação não é concluída.
A cláusula estabelece pagamentos de aproximadamente US$ 650 milhões por trimestre aos acionistas da Warner Bros., valor equivalente a cerca de US$ 7 milhões por dia, a partir do próximo mês até a conclusão da transação.
A Paramount também pediu a um juiz federal que determine que os estados envolvidos e o sindicato dos roteiristas, o Writers Guild, apresentem uma garantia de quase US$ 1,9 bilhão para contestar a aquisição. O valor seria destinado à empresa caso a companhia obtenha uma decisão favorável no processo.
Uma audiência sobre o pedido está marcada para a próxima semana.
Doze estados liderados por democratas alegam que a operação pode aumentar a concentração nos mercados de filmes para cinema e televisão a cabo. A ação, conduzida pelo procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, tem como base leis antitruste.
Uma das alternativas prevê que a Paramount mantenha os estúdios de cinema das duas companhias separados por um período determinado, segundo fontes próximas às negociações. A medida evitaria uma integração imediata das operações.
A aquisição acrescentaria ao portfólio da Paramount as franquias DC e Harry Potter, os serviços Paramount+ e HBO Max e marcas como CNN, Cartoon Network e Food Network. A companhia já controla ativos como MTV, Comedy Central e CBS.
A Paramount informou que pode transferir suas operações para fora da Califórnia caso não alcance um acordo com os estados. A possível mudança começaria em 1º de outubro, e o Tennessee é apontado como provável destino.
A cláusula de multa por atraso prevê pagamentos de aproximadamente US$ 650 milhões por trimestre aos acionistas da Warner Bros., o equivalente a cerca de US$ 7 milhões por dia. A cobrança começaria no próximo mês e seguiria até a conclusão da transação.
A Paramount pediu que os estados envolvidos e o Writers Guild apresentem uma garantia de quase US$ 1,9 bilhão para contestar a aquisição. O valor seria destinado à empresa caso ela obtenha uma decisão favorável, e uma audiência sobre o pedido está marcada para a próxima semana.