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Como uma derrota para a Espanha transformou a França antes da Copa do Mundo

Eliminação na Euro de 2024 provocou mudanças táticas e renovação no elenco de Didier Deschamps; agora, franceses tentam dar o troco na semifinal do Mundial

Mbappé: jogador é o grande nome da França nessa Copa do Mundo (MAURO PIMENTEL / AFP)

Mbappé: jogador é o grande nome da França nessa Copa do Mundo (MAURO PIMENTEL / AFP)

Gabriella Brizotti
Gabriella Brizotti

Colaboradora

Publicado em 14 de julho de 2026 às 13h53.

 A semifinal da Copa do Mundo de 2026 entre França e Espanha reúne duas seleções acostumadas a disputar títulos, mas o duelo desta terça-feira, 14, também carrega uma história recente de transformação. Foi justamente diante dos espanhóis que a equipe comandada por Didier Deschamps iniciou um processo de mudanças que ajudou a recolocar os franceses entre os favoritos ao título mundial.

A derrota por 2 a 1 na semifinal da Eurocopa de 2024 expôs dificuldades da França para criar jogadas e aproveitar o talento ofensivo do elenco. Mesmo contando com nomes como Kylian Mbappé, Ousmane Dembélé e Randal Kolo Muani, a seleção encerrou o torneio com apenas quatro gols marcados em seis partidas, sendo dois deles contra.

Eliminação acelerou renovação da seleção

O revés para a Espanha marcou o fim de um ciclo importante. Pouco depois da Euro, Olivier Giroud anunciou sua aposentadoria da seleção francesa. Em seguida, Antoine Griezmann também encerrou sua trajetória com a camisa dos Bleus, abrindo espaço para uma reformulação no time.

Na primeira partida após a competição, pela Liga das Nações, Deschamps ainda tentou manter parte da estrutura anterior, mas a derrota por 3 a 1 para a Itália reforçou a necessidade de mudanças mais profundas.

Treinador e jogadores chegaram a realizar uma reunião interna para analisar o momento da equipe. A avaliação foi de que a França havia encontrado dificuldades para controlar a posse de bola e criar oportunidades justamente contra a Espanha, adversária que voltaria a cruzar seu caminho.

Mudança tática deu nova cara ao ataque

A partir daquele momento, Didier Deschamps abandonou o tradicional 4-3-3 e passou a apostar no 4-2-3-1. Michael Olise ganhou espaço como principal articulador da equipe, enquanto Dembélé retornou ao lado direito do ataque, posição em que atuava antes de ser utilizado como falso 9 nos clubes.

Com Mbappé centralizado e Doué ou Barcola ocupando a ponta esquerda, a França passou a apresentar um futebol mais ofensivo e dinâmico, potencializando a velocidade e a mobilidade do setor de ataque.

França tenta dar o troco na semifinal

A evolução ficou evidente ao longo da Copa do Mundo. Em seis partidas, a França marcou 16 gols, ficando atrás apenas da Argentina entre os melhores ataques da competição. Mbappé lidera a campanha ofensiva com oito gols e aparece entre os principais candidatos à artilharia do Mundial.

Desde a eliminação na Euro, franceses e espanhóis voltaram a se enfrentar em outra semifinal, desta vez pela Liga das Nações, quando a Espanha venceu por 5 a 4 em um dos jogos mais movimentados do ciclo.

Agora, o reencontro vale ainda mais. Além da vaga na decisão da Copa do Mundo, a França tenta encerrar a sequência de derrotas para a Espanha e confirmar que a revolução iniciada há dois anos realmente colocou a seleção em outro patamar.

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