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Energia em foco: o que esteve no centro do debate em 2025?

Do clima, tecnologia à transição energética, confira o anuário 2025 do hub da PSR na Exame

Transição energética: avanços em energia limpa foram destaque no setor em 2025.

Transição energética: avanços em energia limpa foram destaque no setor em 2025.

Publicado em 22 de dezembro de 2025 às 11h30.

Última atualização em 22 de dezembro de 2025 às 11h32.

Energia elétrica. Um produto sem forma, cor ou cheiro, cuja presença só percebemos pela sua importância e pela conta de luz.  Desde sua produção por uma geradora em algum lugar do país (ou mesmo em algum país vizinho),  passando por uma extensa rede de transmissão e distribuição espalhada por todo o território nacional, a eletricidade surge a partir de um invisível e complexo caminho até chegar às nossas casas, edifícios e industrias, cujo entendimento é às vezes difícil para o cidadão comum.

Foi com o objetivo de tornar esse universo mais acessível que a PSR criou em 2024, em parceria com a Exame, Energia em Foco, do hub da PSR na Exame. A iniciativa busca “furar a bolha” do setor elétrico e ampliar, de forma gratuita, o acesso do público geral a informações relevantes sobra a indústria energética global. Somente neste ano, produzimos cerca de 90 artigos curtos, que tratam de temas complexos com linguagem clara e objetiva, conectando o debate técnico do mundo da energia aos seus impactos concretos no dia a dia das pessoas. E ficamos felizes com os resultados obtidos: foram mais de 250 mil visualizações, apenas em 2025. Desde o lançamento, em agosto de 2024, o hub soma aproximadamente 350 mil visualizações em seus mais de 150 artigos publicados, com tempo médio de leitura próximo a 3 minutos, cerca de 66% acima de benchmarks do mercado, refletindo o engajamento e a dedicação da nossa audiência.

Preparamos um anuário do Energia em Foco em 2025, que mostramos a seguir. Nele, falamos sobre os temas que mais interessaram aos nossos leitores, e reunimos a maior parte dos artigos publicados, já classificados em relação aos seus temas, em links ao longo do texto. Assim, se você não teve tempo de nos acompanhar em 2025, pode encontrar aqui o que produzimos para se atualizar e entrar em 2026 com os principais assuntos do setor em dia. E se você foi nosso leitor, pode aqui relembrar nosso conteúdo.

Boa leitura!

Os campeões de interesse: mudanças climáticas e transição energética

As mudanças climáticas e suas implicações lideraram o interesse de nossos leitores. A urgência de reduzir as emissões de gases de efeito estufa impulsiona o desenvolvimento de fontes não emissoras, como hidrogênio verde, biomassa, energia nuclear, eólica e solar, além outras tecnologias, que utilizam a energia das ondas do mar e geotermia, e mesmo soluções híbridas, todas elas integrando o debate sobre uma transição energética justa e inclusiva. O Brasil, com sua em posição privilegiada e sua abundância de energia limpa e competitiva, pode contribuir decisivamente com a descarbonização de setores como indústria e transporte, especialmente diante do avanço da eletrificação da economia. E, naturalmente, sem esquecer da busca pela universalidade do acesso confiável, moderno e a preços acessíveis à energia elétrica até 2030, conforme o ODS 7 da ONU, amplamente debatido na COP 30, realizada pela primeira vez na Amazônia.

Para isso, é fundamental avançar com governança, equilíbrio e bom senso na evolução do arcabouço regulatório brasileiro. Em termos simples, trata-se de tornar a conta de luz mais aderente à realidade, eliminando incentivos que já não se justificam e que apenas oneram a tarifa. Esse ajuste é essencial para criar um espaço tarifário que será fundamental para suportar os investimentos necessários frente aos eventos climáticos extremos.

Reforma setorial

Nesse contexto, o Brasil vive um momento importante de reforma do setor elétrico, com a recente sanção das Leis nº 15.235 e 15.269, oriundas das Medidas Provisórias 1.300 e 1.304. Elas abordam um tripé central: a reformulação da Tarifa Social de Energia Elétrica, o equilíbrio tarifário e a abertura do mercado de energia. A aprovação dessas leis inaugura agora uma etapa decisiva de regulamentação pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), com o apoio necessário do Ministério de Minas e Energia.

Trata-se da reforma possível neste momento. Persistem, porém, desafios relevantes, como a busca por uma solução estrutural para o chamado curtailment, essa palavrinha chata e feia que resumidamente significa um corte de geração pelo operador e reflete, entre outros aspectos, um efeito colateral do rápido crescimento de fontes renováveis e da expansão da geração distribuída. Esse fenômeno tem produzido momentos com mais oferta do que demanda no país e afetado de forma adversa diretamente usinas solares de grande porte, eólicas e hidrelétricas.

No campo comercial, acompanhamos de perto os leilões de energia, tanto os que foram realizados neste ano como aqueles que, embora previstos, não ocorreram. Para 2026, entendemos ser fundamental a realização do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de potência (LRCAP), instrumento essencial para garantir o atendimento da demanda nos horários de ponta.

Já no cenário geopolítico, a segurança energética ganhou protagonismo. Enquanto os Estados Unidos priorizam segurança e custos mais baixos, mirando a expansão de termelétricas a gás natural e o desenvolvimento dos pequenos reatores nucleares, a China segue expandindo sua oferta de energia por meio de investimentos em projetos de porte colossal. Nesse contexto, ambos os países têm demonstrado crescente interesse no Brasil, que possui reservas relevantes de minerais críticos, como o lítio, cada vez mais importantes para a transição energética.

Armazenamento de energia como a tecnologia de agora

No campo tecnológico, o armazenamento de energia consolida-se como um pilar essencial da transição energética global, especialmente diante da rápida expansão de fontes renováveis. Ao oferecer flexibilidade operativa e capacidade, essas tecnologias tornam-se decisivas para a resiliência e a segurança dos sistemas elétricos, permitindo equilibrar oferta e demanda, reduzir perdas e mitigar a volatilidade típica de matrizes cada vez mais limpas.

No Brasil, o tema assume importância estratégica. O armazenamento de energia surge como aliado central para modernizar o setor elétrico, viabilizando maior integração de renováveis, redução de custos sistêmicos e uso mais eficiente da infraestrutura existente. Baterias e hidrelétricas reversíveis despontam como soluções-chave para ampliar a confiabilidade e a flexibilidade do sistema.

Além das baterias eletroquímicas, outras tecnologias avançam rapidamente, como baterias térmicas, relevantes para a descarbonização industrial, e baterias gravitacionais, que ganham escala internacional e ampliam as opções de soluções limpas e resilientes. Na América Latina, onde há abundância de recursos renováveis e crescente geração de energia limpa, o armazenamento surge como elemento-chave para transformar potencial em projetos viáveis, superar entraves estruturais e aumentar a resiliência dos sistemas elétricos. No curto prazo, essas soluções despontam como as principais tecnologias a serem desenvolvidas, com oportunidades concretas de mercado, possibilidade de remuneração adequada e ganho de escala, posicionando a região, e sobretudo o Brasil, de forma competitiva na transição energética global.

Inteligência Artificial

Ao longo de 2025, o avanço da inteligência artificial (IA) deixou de ser percebido como algo abstrato para se tornar parte do cotidiano, inclusive no setor elétrico, impulsionado pela popularização dos grandes modelos de linguagem e pelo crescimento acelerado da demanda por computação.

Esse movimento trouxe novos desafios operacionais, mas também abriu espaço para aplicações capazes de tornar a operação dos sistemas mais resiliente, como o uso de IA para avaliar milhões de cenários meteorológicos e antecipar situações críticas. No campo dos métodos de aprendizado, o reinforcement learning ganhou destaque como uma das abordagens mais poderosas para lidar com problemas complexos, conectando avanços recentes da IA a técnicas já consagradas no planejamento energético.

Na fronteira da pesquisa, a aproximação entre computação quântica e IA mostrou  como conceitos da física estatística, que receberam o prêmio Nobel, podem acelerar o treinamento de redes neurais e abrir novas possibilidades para otimização, detecção de padrões e previsão de demanda. Em conjunto, esses artigos revelam que a evolução da IA não é apenas tecnológica, mas estrutural, redefinindo a forma como sistemas elétricos são planejados, operados e preparados para um futuro cada vez mais complexo e intensivo em dados.

Nesse contexto, os data centers assumem papel importante. A expansão acelerada da IA tem elevado de forma significativa a demanda por capacidade computacional, concentrada em grandes instalações com consumo intensivo e contínuo de energia elétrica. Esses empreendimentos passam a representar um novo perfil de carga para os sistemas elétricos: volumoso, sensível a interrupções e fortemente dependente de custos competitivos de energia. Atendê-los de forma eficiente exigirá não apenas ampla oferta de eletricidade, preferencialmente de baixo carbono, mas também sistemas de transmissão, distribuição e operação capazes de garantir confiabilidade, flexibilidade e previsibilidade de preços.

Energia em Foco rumo a 2026

Em 2026, seguimos na mesma direção: compreender e explicar aos leitores fatos e tendências do setor energético global com clareza, simplicidade e objetividade. A proposta do Energia em Foco continuará sendo a de tornar temas complexos mais acessíveis, contribuindo para que mais pessoas entendam como essas transformações influenciam o seu dia a dia e qual a responsabilidade, o papel e a oportunidade do cidadão neste contexto.

Para ficar por dentro de mais informações sobre o setor, conheça o Energy Insight, o acervo completo de artigos do Energia em Foco que tem também conteúdos adicionais.

Acompanhe tudo sobre:PSR Energia em focohub-especial

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