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Com crise no Oriente Médio, Brasil bate recorde de exportações de petróleo para a China

As exportações brasileiras para a China atingiram US$23,9 bilhões entre janeiro e março de 2026

Plataforma de petróleo na Bacia de Campos: nova lei do gás deve atrair 40 bilhões de reais em investimentos para o setor (Germano Lüders/Exame)

Plataforma de petróleo na Bacia de Campos: nova lei do gás deve atrair 40 bilhões de reais em investimentos para o setor (Germano Lüders/Exame)

China2Brazil
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Agência

Publicado em 16 de abril de 2026 às 18h51.

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As exportações brasileiras para a China atingiram US$23,9 bilhões entre janeiro e março de 2026, representando um crescimento de 21,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho foi impulsionado pelo setor de petróleo, cujos embarques para o mercado chinês praticamente dobraram, somando US$7,19 bilhões, segundo dados do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC).

Tensões no Oriente Médio e restrições logísticas no Estreito de Ormuz reduziram a oferta de fornecedores tradicionais da Ásia. Diante do risco de desabastecimento, refinarias chinesas ampliaram a busca por origens alternativas, posicionando o petróleo bruto brasileiro como uma solução estratégica.

Em março, o Brasil registrou o segundo maior nível de exportações totais de sua série histórica, com 2,5 milhões de barris por dia. A China respondeu por aproximadamente 1,6 milhão de barris diários, consolidando-se como principal destino do produto.

A expansão da produção no pré-sal e o aumento da demanda asiática por petróleo brasileiro têm sustentado o fluxo bilateral. Com isso, o petróleo ganha espaço na pauta comercial entre os dois países, ao lado de soja e minério de ferro. O avanço, no entanto, traz um ponto de atenção: a concentração das exportações em um único destino. Embora o cenário atual favoreça o Brasil, parte dessa demanda está ligada a fatores conjunturais, que podem perder força com a normalização do mercado global

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