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Como começar a investir? Confira 9 dicas para iniciantes

Economista dá dicas para quem quer dar os primeiros passos no mundo dos investimentos de forma segura e rentável

Antes de começar a investir é preciso entender quais são seus objetos para o rendimento (Xavier Lorenzo/Getty Images)

Antes de começar a investir é preciso entender quais são seus objetos para o rendimento (Xavier Lorenzo/Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 24 de janeiro de 2023, 07h30.

A quinta edição da pesquisa Raio X do Investidor Brasileiro 2022, realizada pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), apontou que 1/3 dos brasileiros investe em produtos financeiros

A poupança permanece como a preferida, com aplicações de 23% da população. Mas há espaço para novos produtos: as criptomoedas totalizaram 2% dos investimentos feitos em 2021 – são mais populares entre as gerações Z e Millenials – empatadas com os títulos públicos, ações e títulos privados.  

Como começar a investir do zero?

Para quem quer investir, mas não sabe por onde começar, o primeiro passo é identificar quais são os seus objetivos. “Esta informação é essencial, pois a partir dela será possível optar pela melhor modalidade, renda fixa ou variável e melhores produtos”, aconselha Dirlene Silva, economista e CEO da DS Estratégias e Inteligência Financeira, destacando que, para iniciar efetivamente de forma segura e assertiva, é importante, ainda, conhecer o seu perfil de investidor (conservador, moderado ou arrojado) para mensurar sua tolerância a riscos. “Atualmente, o teste é oferecido por todos os bancos, corretoras e instituições financeiras”, ela conta. 

Veja outras dicas para dar seus primeiros passos como investidor:

1. Faça seu planejamento financeiro. Ele fornece o mapeamento das suas finanças, isto é, as entradas e saídas do seu orçamento.  Para isso, você pode utilizar planilhas ou aplicativos de celular. Anote todos os gastos, inclusive os recorrentes (aqueles que ocorrem em longos períodos como seguro, impostos e outros). Com o seu planejamento em mãos, identifique os gastos supérfluos e as oportunidades de economia. Assim, você terá mais dinheiro para investir.  

2. Analise quanto de sua renda é possível investir. O ideal é aplicar em torno de 20% do seu rendimento, utilizando a regra 50 – 30 – 20. Ou seja, 50% de seu rendimento deve ser destinado a seu custo de vida e gastos essenciais, 30% a seu estilo de vida como roupas, lazer e demais supérfluos e 20% destinado a poupança e investimentos. Porém Dirlene salienta que cada pessoa vive uma realidade específica e é importante avaliar caso a caso. “Se o investimento tem alto custo e acaba gerando dívidas, não compensa”. 

3. Estude os tipos de investimentos. A economista explica que existem duas modalidades de investimentos: Renda Fixa, no qual o percentual de rendimento é pré-fixado, portanto já se sabe quanto será resgatado ao final do período. Além disto, há a segurança da garantia do fundo garantidor de crédito – FGC. Já a modalidade Renda Variável, como o próprio nome sugere, tem seu rendimento variável conforme o índice escolhido, podendo ser inclusive negativo. Não há garantia do FGC ou qualquer outro órgão de retorno do valor aplicado. 

Na renda fixa os exemplos são a poupança, Tesouro Direto Selic, CDB’s, RDB’s, LCA, LCI e fundos pré-fixados. 

Na renda variável, além das ações na Bolsa de Valores, aparecem também os títulos pós-fixados do Tesouro direto, como Tesouro IPCA, os FIIS que são os fundos imobiliários, criptomoedas, venture capital, privaty equity dentre outros. 

4. Comece com investimentos de baixo risco.  Não há uma regra que se deve iniciar pela renda fixa para só depois passar para a renda variável, mas esse é o caminho mais adequado, pois a renda variável requer conhecimento prévio e “sangue frio” para se expor ao risco. Além disso, quando se inicia um investimento, geralmente a finalidade é construção de reserva de emergência, sendo a renda fixa mais indicada pra isso.

5. Estabeleça metas. Qual é o seu sonho de curto, médio e longo prazo? De curto prazo, até um ano, pode ser fazer uma reserva de emergência ou trocar o celular, por exemplo. Já o de médio, considerando os próximos cinco anos, pode ser fazer uma viagem incrível. A partir daí estão os projetos de longo prazo, como a compra da casa própria ou de viver de renda.

A renda variável é indicada para médio e longo prazos. 

6. Considere as taxas administrativas. Para isto, é primordial estabelecer o prazo que se pretende deixar o valor investido e conhecer os tipos de custos envolvidos para cada produto. Dirlene explica que a taxa de administração ou custódia é cobrada para custear os serviços de gestão e operação dos fundos de investimentos. “O valor cobrado é um percentual sobre o valor total do fundo, e varia de instituição para instituição, assim como de produto para produto. 

7. Avalie a liquidez. Ela corresponde à velocidade e facilidade com a qual um ativo pode ser convertido em caixa, dinheiro. “Por isto, uma de minhas dicas essenciais é entender a finalidade do investimento, pois assim será pensado na necessidade do saque”, aconselha Dirlene.

8. Diversifique os investimentos. Aplicar o dinheiro em vários tipos de investimentos ajuda na obtenção de bons rendimentos, sejam quais forem as condições de mercado. Além disso, a diversificação também contribui com a geração de um fluxo de caixa na sua carteira, ou seja, com entradas recorrentes das remunerações das aplicações.  Esse valor pode ser usado para reinvestimentos em novos ativos ou para pagar as suas contas. Lembre-se: manter uma carteira diversificada é uma ótima maneira de se proteger da volatilidade do mercado.  

9. Tenha disciplina e persistência. Evite tomar decisões baseadas nas vontades momentâneas e nas emoções. Mantenha o foco nos seus objetivos. Os investimentos em renda fixa, mesmo com boas taxas de rentabilidade, não dão retorno rapidamente. Então, tenha paciência e continue a investir. Já no caso da bolsa de valores, é preciso controlar os ânimos porque os ativos estão sujeitos às oscilações diárias.