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5 tendências na moda que definiram a Copa do Mundo de 2026

Do rosa nas chuteiras ao streetwear nas coleções oficiais, o Mundial em solo americano confirmou o futebol como novo epicentro de estilo

Jogadores desembarcaram nos EUA com ternos estampados de leopardo, símbolo que dá o apelido à seleção, Os Leopardos (Reprodução/Instagram)

Jogadores desembarcaram nos EUA com ternos estampados de leopardo, símbolo que dá o apelido à seleção, Os Leopardos (Reprodução/Instagram)

Gustavo Frank
Gustavo Frank

Jonalista colaborador

Publicado em 20 de julho de 2026 às 11h31.

Última atualização em 20 de julho de 2026 às 11h48.

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A Copa do Mundo de 2026, disputada nos Estados Unidos, México e Canadá entre 11 de junho e 19 de julho, ultrapassou os limites do gramado e virou tema de conversa sobre a moda. Jogadores, torcedores e federações transformaram uniformes, calçados e acessórios em vitrine de tendências que vinham sendo desenhadas há meses pelas grifes esportivas e por consultorias internacionais. Aqui estão cinco marcas registradas desse Mundial que devem seguir influenciando o mercado nas próximas temporadas.

Fenômeno das chuteiras rosa

Chuteiras rosas da Copa do Mundo 2026

O tom rosa dominou os pés dos jogadores em campo, com adidas, Nike e Puma na mesma paleta (Reprodução/Instagram)

Adidas, Nike, New Balance e Puma lançaram, quase ao mesmo tempo, modelos de chuteira em tons vibrantes de rosa. Cristiano Ronaldo, Kylian Mbappé, Vinícius Júnior, Harry Kane, Erling Haaland e Jude Bellingham foram alguns dos nomes vistos com o calçado durante os jogos, e a Puma ainda apostou em pares desencontrados, com uma tonalidade diferente em cada pé.

A escolha da cor vem de um trabalho de mais de um ano entre marcas e consultorias de tendência, como a WGSN, que já apontava o fúcsia como uma das cores centrais de 2026. Como nenhuma seleção joga com uniforme predominantemente rosa, o calçado contrasta com qualquer camisa em campo.

Uniformes com raízes culturais

Uniforme Costa do Marfim

Looks assinados por Ibrahim Fernandez trouxeram o tecido tapa em tom laranja pôr do sol (Reprodução/Instagram)

Vários países usaram o Mundial para reforçar identidade nacional por meio do uniforme. Cabo Verde apresentou uma camisa em azul oceano com padrão geométrico que remete às dez ilhas do país, enquanto a Costa do Marfim vestiu jaquetas assinadas pelo designer marfinense Ibrahim Fernandez, inspiradas no tecido tradicional tapa, em tom laranja pôr do sol e com um elefante estampado nas costas.

O Haiti, de volta a uma Copa depois de 1974, precisou redesenhar o uniforme às vésperas da estreia após a Fifa rejeitar a versão original por considerá-la política demais, já que trazia referências à Revolução Haitiana. A designer Stella Jean respondeu com uma coleção para torcedores construída em torno da camisa da seleção.

Uniforme do Haiti proibido

Versão rejeitada pela Fifa trazia referências à Revolução Haitiana estampadas no uniforme

A República Democrática do Congo, de volta a um Mundial depois de 52 anos, chegou aos Estados Unidos com ternos estampados de pele de leopardo, criados pelo estilista Alvin Jmak. O animal é o símbolo que dá o apelido à seleção, conhecida como Os Leopardos, e aparece até no brasão do país. A estampa também cobriu as malas de viagem da delegação e foi pensada como homenagem à equipe de 1974, quando o país ainda se chamava Zaire.

Streetwear nas coleções oficiais

Jordan e Nike

Parceria da Nike com a Jordan vestiu a seleção brasileira com estética old school (Reprodução/Instagram)

Adidas e Nike, maiores fornecedoras de material esportivo do torneio, ampliaram as coleções oficiais para além de camisa, meião e calção, com peças de forte influência do streetwear. A Nike lançou uma parceria com a Jordan e a seleção brasileira, com uma camisa de goleiro em estilo old school vendida por cerca de R$ 544 na cotação atual. Diversas federações que vestem uniformes da Adidas passaram a oferecer, pela primeira vez, versões cropped das camisas, voltadas a um público que usa o item fora dos estádios.

Jogadores como garotos-propaganda de bolsas de luxo

Erling Haaland chegou à Copa com uma coleção de bolsas avaliada em quase 1 milhão de libras, cerca de R$ 6,6 milhões, incluindo duas raras Birkin HAC da Hermès, cada uma cotada em torno de US$ 50 mil no mercado de revenda, o equivalente a mais de R$ 254 mil. Segundo a Launchmetrics, o atacante gerou US$ 8,8 milhões em valor de marca para a Hermès no torneio, à frente de qualquer outra grife monitorada.

Virgil van Dijk apareceu com uma bolsa Chanel da estreia de Matthieu Blazy na grife, e Jude Bellingham, embaixador da Louis Vuitton, manteve os modelos com monograma tradicional como companheiros de viagem. Lamine Yamal somou à lista uma vanity case rosa da Bottega Veneta, além de um look assinado por Blazy para a Chanel.

Luxo fora de campo

Jacquemus x Nike para a Copa do Mundo 2026

Jacquemus x Nike: coleção para a seleção francesa, com jersey azul de listras finas, agasalho em azul-marinho e versão branca com detalhes tricolores (Divulgação)

A moda de alta-costura marcou presença em quase todas as seleções. A França teve o guarda-roupa oficial fora de campo assinado pela grife francesa Jacquemus, enquanto Mbappé seguiu como embaixador da Dior. A Loewe fechou parceria de longo prazo com a federação espanhola e transformou a bolsa Amazona no acessório mais visto entre jogadores como Nico Williams e Pedri.

Loewe x Copa do Mundo

Rodri e Pau Cubarsí com o look oficial da parceria entre Loewe e a seleção da Espanha para os torneios internacionais até 2030 (Divulgação)

O mercado global de bolsas masculinas ainda representa cerca de um quarto das vendas do setor de luxo, segundo a Bain and Co., o que torna o interesse gerado por Haaland um ponto de atenção para grifes como a própria Hermès.

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