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Roteiro da Copa do Mundo 2026: como fazer EUA, México e Canadá em uma viagem

Separamos um roteiro de viagem com as principais dicas na hora de acompanhar os jogos do Mundial nos três países sedee/ confira

Roteiro da Copa do Mundo 2026: 3 países em uma só viagem (Imagem gerada por IA)

Roteiro da Copa do Mundo 2026: 3 países em uma só viagem (Imagem gerada por IA)

Luiza Vilela
Luiza Vilela

Repórter de Casual

Publicado em 2 de junho de 2026 às 12h04.

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A Copa do Mundo de 2026 já entrou para a história duas vezes antes mesmo de começar, pelo aumento no número de seleções (48) e pela geografia. Pela primeira vez, três nações compartilham o papel de anfitriãs: Estados Unidos, México e Canadá. Um desafio e tanto, não só para as equipes, mas também para os torcedores.

Para quem quiser vivenciar a pulsação do torneio nos três países sem estender as férias por meses, a engenharia de logística exige planejamento. Conectar os três territórios em um único itinerário é perfeitamente viável. A chave para o sucesso dessa jornada norte-sul está na escolha de sedes estratégicas que minimizem o tempo de deslocamento e otimizem os fusos horários.

Abaixo, estruturamos um roteiro de 15 dias para acompanhar o futebol e, em conjunto, conhecer o melhor do design, da gastronomia e da cultura urbana de cada destino.

Cultura na Cidade do México (4 dias)

O ponto de partida não poderia ser mais cultural. A viagem começa pelo Aeroporto Benito Juárez (MEX), na efervescente Cidade do México. O foco futebolístico aqui é histórico: o Estádio Azteca, o palco que se torna o primeiro do mundo a receber três edições de Copa do Mundo.

Fora dos gramados, a capital mexicana vive um de seus momentos mais vibrantes. O ideal é usar os dias sem jogos para explorar centros culturais e arquitetônicos de bairros como Roma, Condesa e Coyoacan. Não deixe de passar no Museu de Antropologia (e no parque que fica logo ao lado dele) e na casa de Frida, que abriga alguma das obras mais famosas, roupas e sketchs da artista.

Antes de ir embora, vale a imersão na gastronomia local — que transita com extrema facilidade das icônicas taquerias de rua aos premiados restaurantes de alta cozinha refinada. Confira aqui o roteiro detalhado da EXAME para a Cidade do México.

O epicentro em Nova York e Nova Jersey (5 dias)

No quinto dia, um voo direto de aproximadamente cinco horas conecta a Cidade do México aos aeroportos de JFK ou Newark para entrar no coração do mundial. O MetLife Stadium (rebatizado como New York New Jersey Stadium) é o destino dos torcedores na fase de grupos e carrega o peso de ser o palco escolhido para a grande final do torneio.

A vantagem de Nova York é a facilidade de deslocamento usando o transporte público, o que elimina o estresse do trânsito nos dias de partida. E a dinâmica de Manhattan permite equilibrar a cobertura dos jogos com roteiros sofisticados de design, caminhadas por parques urbanos e espetáculos culturais de nível internacional.

O roteiro não pode deixar de fora bairros como Brooklyn e Queens em Manhattan. Confira aqui o roteiro detalhado da EXAME para Nova York durante a Copa do Mundo.

Diversidade multicultural de Toronto (5 dias)

Para o terço final da viagem, o destino é o Canadá. O deslocamento a partir de Nova York pode ser feito por um voo curto de apenas 1h30 até Toronto ou, para quem prefere uma viagem cênica, um roteiro de carro ou trem passando pela impressionante região de Niágara. As partidas acontecem no BMO Field (Toronto Stadium) durante a fase de grupos.

Toronto funciona como o encerramento perfeito e com ritmo urbano sofisticado. A maior cidade canadense convida o visitante a explorar seus bairros multiculturais, como o Distillery District — antiga destilaria do século XIX convertida em um calçadão de pedestres com ruas de tijolos vermelhos, galerias de arte independente, lojas de design e cafés charmosos — e uma cena gastronômica internacional que está entre as mais diversas do planeta.

Fica a dica para visitar o Financial District. Caminhar entre os arranha-céus de vidro e as estruturas históricas evoca muito o ritmo de Manhattan, mas com o polimento característico canadense. De lá, o caminho para a Union Station, um ícone de arquitetura Beaux-Arts super fotogênico, faz todo o sentido.

Entre os jogos, não deixe de comer no St. Lawrence Market, eleito um dos melhores mercados de comida do mundo. A dica é provar o famoso Peameal Bacon Sandwich na Carousel Bakery. Outra boa pedida de restaurante é explorar as opções no bairro de King Street West, conhecido pel alta gastronomia e lounges frequentados pelo público corporativo e criativo da cidade.

Até o fim da viagem, há um destino obrigatório: nenhuma visita a Toronto na primavera/verão está completa sem ver as Niagara Falls (a apenas 1h30 de viagem de carro ou trem). E deixamos aqui uma dica: evite o lado comercial e focado em cassinos de Niagara. É melhor focar no passeio de barco que chega perto das quedas d'água.

Três regras de logística cruciais para o viajante

Para que o roteiro flua sem imprevistos, três fatores estratégicos devem ser levados em consideração:

  • Fronteiras e vistos: em três países soberanos, as exigências de entrada são individuais. O viajante brasileiro precisará garantir o visto americano válido (ou autorização ESTA para quem possui passaporte europeu), a autorização eletrônica (eTA) ou visto para o Canadá, além de cumprir as regras vigentes de entrada em território mexicano.
  • O hub estratégico: Nova York é o coração geográfico e comercial deste itinerário. Por estar localizada exatamente no meio do caminho entre a Cidade do México e Toronto, a metrópole oferece a maior malha aérea e conexões rápidas do continente, o que minimiza a perda de dias úteis dentro de aeroportos.
  • Otimização de fusos: a escolha deste eixo específico mantém o viajante praticamente na mesma linha temporal ao longo dos 15 dias (com variações de apenas uma ou duas horas, dependendo do horário de verão local). Essa decisão poupa o corpo do desgaste do jetlag e garante a energia total para aproveitar tanto os estádios quanto as cidades.
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