Seleção espanhola: equipe conquistou segundo título da história (FRANCK FIFE / AFP)
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Publicado em 20 de julho de 2026 às 18h52.
A Espanha conquistou a Copa do Mundo de 2026 ao vencer a Argentina por 1 a 0, na prorrogação, mas o resultado não surpreendeu alguns dos principais modelos de previsão esportiva do planeta. Muito antes do início do torneio, bancos de investimento, empresas de estatísticas e sistemas de inteligência artificial já apontavam a seleção espanhola como a principal candidata ao título.
Embora nenhum modelo fosse capaz de garantir o resultado, vários deles convergiram para a mesma conclusão: em um Mundial extremamente equilibrado, a Espanha era a equipe com as maiores chances de levantar a taça.
Uma das previsões que mais repercutiram veio do Goldman Sachs. O banco de investimentos utilizou um modelo baseado em dados históricos, desempenho recente das seleções, rankings internacionais e força dos adversários para simular o torneio.
O resultado chamou atenção porque não apenas indicou a Espanha como campeã, mas também projetou uma decisão justamente contra a Argentina.
Outra previsão de destaque foi feita pelo supercomputador da Opta, referência mundial em análise estatística no futebol.
Ao longo da competição, conforme os confrontos eram definidos, o modelo atualizava as probabilidades após cada rodada. Mesmo diante das eliminações de outras favoritas, a Espanha assumiu o topo das projeções e chegou à final como favorita.
Ferramentas baseadas em inteligência artificial seguiram a mesma tendência. O Football Match Master, plataforma que utiliza aprendizado de máquina para analisar desempenho ofensivo, defensivo, força do elenco, classificação Elo e estatísticas recentes, colocou a Espanha na primeira posição entre os favoritos antes do início do Mundial.
Outras plataformas de análise para apostas esportivas, como a TipIQ, também chegaram à mesma conclusão, reforçando o consenso criado pelos modelos estatísticos.
No Brasil, pesquisadores da Fundação Getulio Vargas (FGV) desenvolveram um modelo probabilístico para estimar as chances das seleções na Copa do Mundo.
Assim como as análises internacionais, a pesquisa apontou a Espanha como a principal favorita ao título, embora com uma probabilidade relativamente baixa. Isso refletia o alto nível de equilíbrio entre as principais candidatas, como Argentina, França e Inglaterra.
Apesar de utilizarem metodologias diferentes, os principais sistemas de previsão trabalhavam com fatores semelhantes: desempenho nos últimos anos, ranking da Fifa, força ofensiva e defensiva, qualidade do elenco, resultados recentes, histórico em competições internacionais e probabilidade de cada chave do mata-mata.
A Espanha chegava ao Mundial embalada por uma longa sequência invicta, havia conquistado a Eurocopa, possuía uma das gerações mais talentosas do futebol mundial e combinava juventude com experiência. Esses fatores fizeram com que os algoritmos enxergassem a seleção como a equipe mais consistente da competição.
Ainda assim, as probabilidades estavam longe de indicar favoritismo absoluto. Mesmo sendo líder nas projeções, a Espanha aparecia com cerca de 15% a 16% de chances de título na maioria dos modelos.
No fim, porém, os números prevaleceram. Ao derrotar a Argentina na final e conquistar seu segundo título mundial, a Espanha confirmou aquilo que estatísticos, economistas e inteligências artificiais já apontavam semanas antes de a bola começar a rolar.