Espanha x Argentina: a seleção espanhola derrotou os argentinos na prorrogação (Odd ANDERSEN / AFP)
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Publicado em 20 de julho de 2026 às 18h31.
A final da Copa do Mundo de 2026 ficou marcada pelo domínio da Espanha e pelo título conquistado sobre a Argentina com uma vitória por 1 a 0, no último domingo, 19, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. O gol do bicampeonato espanhol foi marcado por Ferran Torres, já na prorrogação.
O roteiro da decisão, porém, foi completamente diferente da final disputada quatro anos antes. Em 2022, a própria Argentina conquistou o tricampeonato após empatar por 3 a 3 com a França e vencer nos pênaltis, em uma das decisões mais emocionantes da história do Mundial.
Já em 2026, o duelo foi dominado pela Espanha, que criou diversas oportunidades, mas encontrou dificuldades para transformar a superioridade em gols, balançando as redes apenas no tempo extra. Do outro lado, a Argentina protagonizou uma atuação ofensiva discreta e entrou para a história por um dado negativo: tornou-se a primeira seleção a não acertar nenhuma finalização no gol durante os 90 minutos de uma final de Copa do Mundo.
Os números da decisão mostram o amplo controle da Espanha ao longo da partida. A equipe europeia terminou a final com 20 finalizações, sendo 11 no alvo. Já os argentinos chutaram apenas duas vezes durante todo o confronto, ambas na prorrogação. Ou seja, os sul-americanos passaram mais de 105 minutos sem sequer finalizar na direção do gol defendido por Unai Simón.
A superioridade também apareceu na criação ofensiva. A Espanha produziu quatro grandes chances e encerrou a partida com 2,29 gols esperados (xG), índice que mede a probabilidade de uma equipe marcar de acordo com a qualidade das oportunidades criadas. A Argentina, por outro lado, não criou nenhuma grande chance e registrou apenas 0,22 xG.
A diferença também ficou evidente na atuação dos goleiros. Unai Simón praticamente foi um espectador da partida e não precisou realizar nenhuma defesa. Já Emiliano Martínez foi um dos destaques argentinos, acumulando 11 intervenções ao longo dos 120 minutos.
Na posse de bola, os espanhóis também dominaram. Foram 853 passes trocados e 65% de posse, contra 464 passes e apenas 35% dos argentinos.
A decisão ainda foi marcada por muitas faltas. A Espanha cometeu 21 infrações, enquanto a Argentina fez 25. Os argentinos receberam seis cartões amarelos e ainda tiveram um jogador expulso, enquanto os espanhóis terminaram a partida sem receber advertências.
Se a final de 2026 foi marcada pelo controle espanhol e pela pouca produção ofensiva da Argentina, a decisão de 2022 foi completamente diferente. Naquele confronto, disputado entre argentinos e franceses, as duas seleções protagonizaram uma partida aberta e repleta de oportunidades.
Os argentinos finalizaram 20 vezes, criaram cinco grandes chances, registraram 3,23 gols esperados e marcaram três gols. A França respondeu com dez finalizações, três grandes oportunidades, 2,27 xG e também balançou as redes três vezes, levando a decisão para a disputa por pênaltis.
Os goleiros tiveram participação bem diferente da vista em 2026. Emiliano Martínez fez apenas duas defesas durante a partida, enquanto Hugo Lloris precisou trabalhar mais e terminou o duelo com sete intervenções.
Na posse de bola, a Argentina teve leve superioridade, com 54% e 635 passes trocados, enquanto a França registrou 46% de posse e 532 passes.
Já no aspecto disciplinar, os sul-americanos cometeram 26 faltas e receberam cinco cartões amarelos. A França fez 19 faltas e terminou a decisão com três advertências.