Esporte

Argentina deu sorte no grupo da Copa do Mundo? Veja análise

Seleção de Lionel Messi evitou outras potências na primeira fase, mas ainda terá pela frente uma Áustria que pode dificultar os planos de classificação antecipada

Messi: jogador é um dos destaques da Argentina na Copa do Mundo (Roberto Schmidt/AFP)

Messi: jogador é um dos destaques da Argentina na Copa do Mundo (Roberto Schmidt/AFP)

Gabriella Brizotti
Gabriella Brizotti

Colaboradora

Publicado em 22 de junho de 2026 às 11h29.

A Argentina chegou à Copa do Mundo de 2026 como uma das principais favoritas ao título e, pelo menos na fase de grupos, o sorteio parece ter colaborado com esse objetivo. Inserida no Grupo J ao lado de Áustria, Argélia e Jordânia, a atual campeã mundial ficou longe de alguns dos adversários mais temidos do torneio.

A estreia reforçou essa percepção. Os argentinos venceram a Argélia por 3 a 0 e assumiram a liderança da chave, enquanto a Áustria derrotou a Jordânia por 3 a 1. Agora, o confronto entre os dois vencedores da primeira rodada pode encaminhar a classificação ao mata-mata.

Grupo sem outras potências favorece a Argentina

Em comparação com outras chaves da Copa do Mundo, o Grupo J não conta com uma segunda seleção tradicional do futebol mundial. Argentina, França, Inglaterra, Alemanha, Espanha, Brasil e Portugal ficaram distribuídos em grupos diferentes, evitando confrontos de peso logo na primeira fase.

Isso faz com que a equipe comandada por Lionel Scaloni entre em praticamente todos os jogos como favorita. Além da Jordânia, considerada uma das seleções menos experientes do torneio, a Argélia também não chega entre as candidatas a uma campanha de destaque.

A situação é diferente da enfrentada por seleções que precisaram dividir espaço com adversários de maior tradição logo no início da competição. Por exemplo, no Grupo H, duas seleções campeãs se enfrentam: Espanha e Uruguai.

Áustria surge como principal ameaça

Se o grupo parece acessível, isso não significa ausência de desafios. A Áustria chega como a equipe com maior potencial para atrapalhar os planos argentinos.

Sob o comando de Ralf Rangnick, os austríacos construíram uma identidade baseada em intensidade, pressão alta e organização coletiva. Embora não tenham o mesmo peso histórico da Argentina, os europeus vêm se consolidando como uma seleção capaz de competir contra adversários de alto nível.

A vitória sobre a Jordânia na estreia reforçou essa impressão e transformou o duelo desta segunda, 22, em uma das partidas mais interessantes da segunda rodada.

Classificação é obrigação para os argentinos

Pela diferença técnica entre os elencos, qualquer cenário que não envolva a classificação da Argentina seria tratado como uma das maiores surpresas da Copa do Mundo.

A questão, portanto, não parece ser se os argentinos avançarão, mas em qual posição terminarão o grupo e qual será o desempenho apresentado ao longo da fase inicial.

Uma vitória diante da Áustria deixaria a equipe muito próxima da liderança da chave e permitiria chegar à última rodada contra a Jordânia em situação confortável.

Teste real ainda está por vir

Embora o Grupo J esteja longe de ser considerado um "grupo da morte", a Argentina ainda precisa confirmar em campo o favoritismo apontado antes do torneio.

O sorteio colocou os campeões mundiais em uma situação relativamente favorável, sem a presença de outras potências e com adversários teoricamente inferiores.

Ainda assim, confrontos como o desta segunda contra a Áustria servirão para mostrar se a equipe tem condições de transformar o favoritismo em uma campanha sólida rumo às fases decisivas da Copa do Mundo.

Acompanhe tudo sobre:Copa do MundoArgentina

Mais de Esporte

Real Madrid elogia oposição da Uefa a 'plano de privatização' da Copa do Mundo

Chapecoense x Cruzeiro: veja horário e onde assistir ao jogo da Copa do Brasil hoje

Mirassol x Grêmio: veja horário e onde assistir ao jogo da Copa do Brasil hoje

Interesse pelo futebol cai e CBF aposta na Copa Feminina de 2027