'Lua do Veado': Lua Cheia de julho abre uma sequência de fenômenos astronômicos visíveis no Brasil (NASA/Divulgação)
Redatora
Publicado em 29 de julho de 2026 às 12h58.
O céu de fim de julho reserva uma sequência de fenômenos astronômicos que poderão ser observados em todo o Brasil. A programação começa nesta quarta-feira, 29, com a "Lua do Veado", nome dado à lua cheia de julho, e continua entre a noite de quinta-feira, 30, e a madrugada de sexta-feira, 31, quando duas chuvas de meteoros atingirão o pico de atividade.
Os fenômenos poderão ser vistos a olho nu, desde que o céu esteja limpo e o observador esteja em um local com pouca iluminação artificial.
A "Lua do Veado" é o nome tradicional da lua cheia de julho. Segundo a Nasa, a denominação vem do termo em inglês Buck Moon e faz referência ao período em que os veados machos do Hemisfério Norte começam a desenvolver uma nova galhada, coberta por uma camada de pele aveludada.
Apesar do nome, a Lua não influencia nesse processo biológico. A associação surgiu em tradições culturais antigas que relacionavam as luas cheias a acontecimentos sazonais.
Neste ano, a lua cheia ocorre às 11h37 desta quarta-feira, mas o melhor momento para observá-la será após o pôr do sol, quando ela estará visível durante toda a noite.
Em 2026, a Lua também aparecerá mais alta do que o habitual para observadores no Hemisfério Sul e estará posicionada na constelação de Capricórnio durante a fase cheia.
Logo após a lua cheia, o céu será palco de outro espetáculo raro: o pico simultâneo das chuvas de meteoros Delta Aquáridas do Sul e Alfa Capricornídeas.
A Delta Aquáridas do Sul pode produzir até 25 meteoros por hora em condições ideais de observação. Já a Alfa Capricornídeas costuma apresentar uma taxa menor, de cerca de cinco meteoros por hora, mas é conhecida por gerar meteoros mais brilhantes e lentos, chamados de "bolas de fogo".
Segundo a Sociedade Americana de Meteoros, porém, a observação será prejudicada pelo brilho da Lua, que permanecerá com cerca de 98% da superfície iluminada na quinta-feira. Isso pode dificultar a visualização dos meteoros menos luminosos.
De acordo com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a melhor forma de acompanhar os fenômenos é procurar locais afastados da iluminação das cidades.
Também é recomendado posicionar a Lua atrás de árvores, prédios ou morros para reduzir seu brilho durante a observação das chuvas de meteoros.
Aplicativos de astronomia podem ajudar a localizar o radiante — o ponto do céu de onde os meteoros parecem surgir. Quanto mais alto esse ponto estiver acima do horizonte, maiores serão as chances de observar estrelas cadentes.
A "Lua do Veado" e as chuvas de meteoros não exigem equipamentos especiais para observação. Os fenômenos poderão ser vistos a olho nu em todo o país, desde que as condições climáticas sejam favoráveis.