Chuva de meteoros: Delta Aquáridas do Sul e Alfa Capricornídeas acontecem no final deste mês. (NASA/Reprodução)
Repórter
Publicado em 28 de julho de 2026 às 05h44.
O céu de fim de julho reserva um dos eventos astronômicos mais aguardados do ano: o pico da chuva de meteoros Delta Aquáridas do Sul, que ocorre na noite desta quinta-feira, 30, para sexta-feira, 31.
A chuva é acompanhada por outro fenômeno simultâneo, as Alfa Capricornídeas, mas a observação deste ano deve ser prejudicada pelo brilho da Lua, que estará próxima da fase cheia.
A Delta Aquáridas do Sul atinge o pico na noite de 30 para 31 de julho e pode produzir até 25 meteoros por hora em condições ideais de observação.
A chuva é considerada mais favorável para observadores do hemisfério Sul, o que inclui o Brasil.
O radiante da chuva, ponto do céu de onde os meteoros parecem se originar, fica na constelação de Aquário, próxima ao horizonte leste durante a madrugada.
A principal dificuldade para observar o fenômeno em 2026 é o calendário lunar. A Lua Cheia de julho, tradicionalmente chamada de Lua do Cervo, ocorre no dia 29, dois dias antes do pico da chuva de meteoros.
Com o satélite natural ainda praticamente cheio no momento do pico, o brilho deve ofuscar os meteoros mais fracos, deixando visíveis a olho nu apenas os rastros mais luminosos.
Para aumentar as chances de observação, especialistas recomendam buscar um ponto onde a Lua fique encoberta por um prédio, árvore ou elevação do terreno, além de se afastar de áreas com poluição luminosa.
Outra alternativa é observar o céu entre os dias 22 e 24 de julho, uma semana antes do pico oficial, quando a Lua se põe por volta da meia-noite e reduz sua interferência durante a madrugada.
Simultaneamente às Delta Aquáridas, ocorre o pico das Alfa Capricornídeas, chuva de meteoros originada de restos deixados pelo cometa 169P/NEAT e ativa entre 3 de julho e 15 de agosto.
A taxa de meteoros é mais baixa (cerca de 5 por hora sob céu perfeito), mas o fenômeno é conhecido por produzir bólidos: meteoros mais lentos, grandes e extremamente brilhantes, capazes de se destacar mesmo em céu com interferência de luz.
Quem preferir esperar por condições melhores de observação pode aguardar as Perseidas, consideradas a chuva de meteoros mais famosa do ano.
O fenômeno atinge o pico em 12 e 13 de agosto sob céu com Lua nova, cenário que favorece a visibilidade dos meteoros sem a interferência do brilho lunar registrada no fim de julho.