Ciência

Eta Aquáridas: quando e como ver a chuva de meteoros no Brasil

Fenômeno, ligado ao cometa Halley, favorece o Hemisfério Sul e ocorre antes do amanhecer

Chuva de meteoros Eta Aquáridas: fenômeno irá iluminar o céu antes do amanhecer (Fu Yujianglin/VCG /Getty Images)

Chuva de meteoros Eta Aquáridas: fenômeno irá iluminar o céu antes do amanhecer (Fu Yujianglin/VCG /Getty Images)

Publicado em 6 de maio de 2026 às 09h43.

A chuva de meteoros Eta Aquáridas, uma das mais intensas do calendário astronômico, atinge seu pico nesta terça-feira, 5, e quarta-feira, 6, e terá melhor visibilidade no Hemisfério Sul, incluindo o Brasil. O fenômeno ocorre durante a madrugada, com maior concentração de meteoros nas horas que antecedem o amanhecer.

De acordo com a American Meteor Society, o melhor momento para ver as chamadas “estrelas cadentes” acontece quando a constelação de Aquário se eleva no céu — região de onde os meteoros parecem surgir.

Qual o melhor horário para ver a chuva de meteoros?

A janela de visibilidade é curta. Em geral, os primeiros meteoros começam a aparecer por volta das 3h da manhã, com aumento gradual da atividade até o nascer do sol.

No Hemisfério Sul, a posição mais alta da constelação favorece a visualização. Em condições ideais, a organização científica destaca que é possível observar até 40 meteoros por hora, embora esse número costume ser menor na prática.

Como ver a chuva de meteoros Eta Aquáridas

Para a observação, não é exigido telescópio e pode ser feita a olho nu, desde que o local seja adequado.

Para melhores resultados:

  • procure áreas afastadas de luzes artificiais;
  • evite olhar diretamente para a Lua;
  • observe o céu por pelo menos 30 minutos;
  • use cadeira reclinável ou deite-se para ampliar o campo de visão.

Neste ano, a presença de uma Lua minguante ainda bastante iluminada deve atrapalhar a observação. O brilho reduz o contraste do céu e dificulta a visualização dos meteoros mais fracos.

Com isso, a taxa pode cair para menos de 10 meteoros por hora em várias regiões. Ainda assim, os meteoros mais brilhantes continuam visíveis, principalmente em áreas com céu escuro e limpo.

O que é o cometa Halley e qual a relação com o fenômeno

A chuva de meteoros Eta Aquáridas é formada por fragmentos deixados pelo Cometa Halley. Ao cruzar essa trilha de detritos, a Terra faz com que essas partículas entrem na atmosfera e se desintegrem, criando os rastros luminosos.

Esses meteoros estão entre os mais rápidos, podendo atingir cerca de 64 km por segundo e deixando trilhas visíveis por alguns instantes.

O cometa Halley foi observado pela última vez em 1986 e tem uma órbita de aproximadamente 76 anos. A próxima passagem próxima à Terra está prevista para 2061. Até lá, fenômenos como as Eta Aquáridas e as Orionídeas são as principais oportunidades de observar vestígios desse corpo celeste.

Acompanhe tudo sobre:LuaChuva de meteorosEspaço

Mais de Ciência

Raves após os 40? Estudo revela por que cada vez mais mulheres estão voltando às pistas

Meteorito que matou os dinossauros pode finalmente ter sido identificado

Adeus aos implantes? Cientistas estão mais perto de regenerar dentes humanos

Ozempic para gatos? Animais com sobrepeso podem ganhar remédio para emagrecer