Qantas: aeronave permaneceu 24 horas e 24 minutos no ar durante voo de testes
Redatora
Publicado em 28 de julho de 2026 às 20h50.
O Airbus A350-1000ULR da Qantas concluiu nesta terça-feira, 28, o que é apontado como o voo comercial mais longo da história. A aeronave permaneceu 24 horas e 24 minutos no ar, percorreu 23.075 quilômetros sem escalas e pousou em Toulouse, na França, após decolar de Melbourne, na Austrália.
Segundo reportagem do jornal britânico The Guardian, o teste faz parte do Projeto Sunrise, iniciativa da companhia aérea australiana para viabilizar voos diretos entre a Austrália e cidades como Londres e Nova York, reduzindo viagens que hoje exigem conexões.
De acordo com a Airbus, fabricante da aeronave, o A350-1000ULR cruzou os oceanos Pacífico e Atlântico antes de aterrissar em Toulouse, onde fica uma das unidades da empresa.
Com a operação, o avião superou o recorde anterior de duração de um voo comercial, estabelecido em 2005 por um Boeing 777-200LR, que permaneceu 22 horas e 42 minutos no ar.
O modelo utilizado no teste recebeu um tanque de combustível adicional, permitindo ampliar sua autonomia e permanecer mais de 24 horas em voo sem reabastecimento.
De acordo com o jornal, a Airbus realiza uma campanha de testes com a aeronave desde junho. Dias antes do voo recorde, o mesmo A350-1000ULR completou o trajeto entre Toulouse e Melbourne em pouco mais de 19 horas, sobrevoando o Oceano Índico.
O voo integra o Projeto Sunrise, programa da Qantas criado para operar algumas das rotas sem escalas mais longas do mundo.
A companhia encomendou 12 Airbus A350-1000ULR adaptados para conectar a costa leste da Austrália a Londres e Nova York em cerca de 20 horas. A proposta é eliminar as escalas que hoje fazem parte dessas viagens de longa distância.A previsão é que a primeira aeronave seja entregue em abril de 2027. Segundo a Qantas, os voos diários entre Sydney e Londres devem começar em outubro do ano que vem.
O teste despertou grande interesse entre os entusiastas da aviação. Segundo a plataforma Flightradar24, mais de 3,6 milhões de pessoas acompanharam o trajeto da aeronave em tempo real.
A empresa informou que esta foi a segunda operação mais rastreada da história da plataforma, atrás apenas do voo que transportou o caixão da rainha Elizabeth II, em 2024.