Lua cheia: fenômeno será um dos destaques do céu de outubro (Unsplash)
Redatora
Publicado em 9 de outubro de 2026 às 14h07.
Para quem gosta de observar o céu, o calendário astronômico de outubro de 2026 reúne duas chuvas de meteoros, uma ocultação de Júpiter pela Lua e a chamada Lua do Caçador. Os fenômenos foram destacados pela Nasa em um guia de observação divulgado neste mês.
Entre os principais eventos estão as Dracônidas e as Orionídeas, formadas por fragmentos deixados pelo cometa Halley. A programação também inclui a Lua cheia no final de outubro.
Parte desses eventos pode ser acompanhada sem equipamentos especiais. A visibilidade, porém, depende da localização e das condições meteorológicas.
A chuva de meteoros Dracônidas atinge seu período de maior atividade entre quinta-feira, 8, e sexta-feira, 9 de outubro.
Diferentemente de outras chuvas, as Dracônidas costumam favorecer a observação nas primeiras horas da noite. Os meteoros parecem surgir da direção da constelação de Dragão, que dá nome ao evento.
A atividade normalmente é baixa, com apenas alguns meteoros visíveis por hora. Neste ano, a proximidade da Lua nova reduz a interferência da iluminação lunar e facilita a visualização dos rastros luminosos.
As condições, entretanto, variam conforme a região do planeta. A posição da constelação de Dragão favorece principalmente o Hemisfério Norte. No Brasil, a observação é mais favorável nas regiões Norte e Nordeste. No Sul e Sudeste, as chances de visualizar os meteoros são menores.
Outra chuva prevista para outubro é a das Orionídeas, que atinge o pico no dia 21 de outubro.
O fenômeno acontece quando a Terra atravessa o rastro de partículas deixado pelo cometa Halley. Ao entrarem na atmosfera, esses fragmentos produzem os traços luminosos popularmente conhecidos como estrelas cadentes. Os meteoros parecem partir da direção da constelação de Órion, que também pode ser vista no céu brasileiro.
Segundo a Nasa, áreas suburbanas com alguma iluminação artificial podem registrar cerca de três a seis meteoros por hora em condições favoráveis. Em locais mais escuros, esse número pode ser maior.
O brilho da Lua crescente gibosa, porém, poderá dificultar a visualização dos meteoros menos intensos. As condições tendem a melhorar durante a madrugada, depois que a Lua se põe.
A Lua cheia de outubro ocorrerá em 26 de outubro, conforme o calendário apresentado pela Nasa.
Ela é tradicionalmente chamada de Lua do Caçador, nome associado a antigos costumes do Hemisfério Norte. A denominação faz referência ao período posterior às colheitas, quando os campos mais abertos facilitavam a caça.
Apesar do nome, a Lua do Caçador não corresponde a uma categoria astronômica diferente das demais luas cheias. Nos dias seguintes, o satélite entrará gradualmente na fase minguante gibosa.
O calendário da Nasa também destacou uma ocultação lunar de Júpiter, ocorrida em 6 de outubro.
O fenômeno acontece quando a Lua passa entre a Terra e um objeto celeste mais distante, bloqueando temporariamente sua observação.
Durante o evento, Júpiter ficou encoberto por aproximadamente uma hora antes de reaparecer. A ocultação foi visível em determinadas regiões da América do Norte, especialmente nas áreas central e oriental do continente.
Não é necessário utilizar telescópios ou binóculos para acompanhar as chuvas de meteoros.
O ideal é procurar áreas afastadas das luzes urbanas e com uma visão ampla do céu. Também é importante permitir que os olhos se adaptem à escuridão antes de iniciar a observação.
A quantidade de meteoros visíveis pode variar conforme o horário, a localização geográfica, a iluminação artificial e as condições meteorológicas. Nuvens e o próprio brilho da Lua também podem dificultar a visualização dos rastros menos intensos.