Repórter
Publicado em 1 de outubro de 2026 às 12h34.
O mês de outubro terá uma sequência de fenômenos astronômicos visíveis do Brasil. O calendário inclui a oposição de Saturno, as chuvas de meteoros Draconídeas e Orionídeas e a Lua cheia conhecida como “Lua do Caçador”.
Parte dos eventos poderá ser acompanhada a olho nu. Para observar detalhes específicos, como os anéis de Saturno, será necessário recorrer a equipamentos de ampliação.
Saturno atinge a oposição, em 4 de outubro. O fenômeno ocorre quando o planeta fica em posição oposta ao Sol em relação à Terra.
A configuração favorece a observação porque Saturno fica mais próximo da Terra, com maior brilho aparente, e permanece visível durante grande parte da noite.
A observação dos anéis de Saturno, no entanto, exige um pequeno telescópio amador ou binóculos com capacidade de ampliação. Formada principalmente por partículas de gelo e rocha, a estrutura reflete a luz do Sol.
A chuva de meteoros Draconídeas ocorre entre 6 e 10 de outubro, com pico previsto para a noite entre os dias 8 e 9.
O horário de observação diferencia o fenômeno de outras chuvas de meteoros. A maior atividade das Draconídeas costuma ocorrer entre uma e duas horas depois do pôr do sol, em vez da madrugada.
Em 2026, a proximidade da Lua nova, marcada para 10 de outubro, reduz a interferência da iluminação lunar. Em regiões afastadas da poluição luminosa, a previsão é de 5 a 10 meteoros por hora.
As Draconídeas têm origem nos detritos do cometa 21P/Giacobini-Zinner. Ao entrarem na atmosfera terrestre, os fragmentos apresentam velocidade relativamente baixa e podem adquirir tonalidade avermelhada.
Outro fenômeno previsto para outubro são as Orionídeas, chuva de meteoros formada por fragmentos deixados pelo cometa Halley.
O período de atividade vai de 2 de outubro a 7 de novembro, enquanto o pico deve ocorrer na noite entre os dias 21 e 22 de outubro. A estimativa é de 10 a 20 meteoros por hora. Os fragmentos produzem traços rápidos e luminosos no céu e, em alguns casos, deixam rastros que permanecem visíveis por alguns instantes.
A iluminação da Lua deve interferir na observação neste ano. A Lua cheia ocorre, em 26 de outubro, e, durante o pico das Orionídeas, o satélite estará em fase crescente avançada.
Por esse motivo, a janela de observação ocorre durante a madrugada, após o desaparecimento da Lua no horizonte. O radiante, ponto do céu de onde os meteoros parecem se originar, fica na direção da constelação de Órion. Os meteoros, porém, podem surgir em diferentes regiões do céu.
A Lua cheia de outubro está prevista para o dia 26, às 1h12, pelo horário de Brasília. O fenômeno também recebe o nome de “Lua do Caçador”, denominação atribuída à primeira Lua cheia posterior à Lua da Colheita, registrada em setembro.
O termo tem origem em tradições de povos originários do Hemisfério Norte. Após o período de colheita, a redução da vegetação nos campos facilitava a localização dos animais durante atividades de caça.
Antes da Lua cheia, o calendário lunar de outubro terá outras três fases. O quarto minguante ocorre, em 3 de outubro, às 10h25. A Lua nova será, em 10 de outubro, às 12h50, enquanto o quarto crescente está previsto para 18 de outubro, às 13h13. Todos os horários seguem o fuso de Brasília.
As chuvas de meteoros podem ser vistas sem telescópios ou binóculos. Para reduzir a interferência de iluminação artificial, a recomendação é procurar áreas afastadas dos centros urbanos e de outras fontes de poluição luminosa.
Os olhos levam cerca de 15 a 20 minutos para se adaptar à escuridão. Durante esse período, a exposição a telas e outras fontes de luz pode dificultar a visualização dos meteoros.
Para as Draconídeas, a observação deve se concentrar nas primeiras horas depois do anoitecer. No caso das Orionídeas, a janela ocorre durante a madrugada, após o desaparecimento da Lua no horizonte.