Chuva de meteoros: Perseidas será o próximo grande fenômeno astronômico visível no Brasil. (Imagem gerada por IA/Exame)
Repórter
Publicado em 1 de agosto de 2026 às 11h00.
A chuva de meteoros Delta Aquáridas do Sul, que atingiu seu pico entre a noite de 30 e a madrugada de 31 de julho, ainda pode ser observada com menor intensidade nas próximas noites.
O fenômeno marcou um dos principais eventos astronômicos do inverno no Hemisfério Sul, embora o brilho da Lua tenha dificultado a observação de parte dos meteoros.
Para quem perdeu o espetáculo — ou conseguiu ver apenas alguns rastros luminosos —, o calendário astronômico reserva outra oportunidade nas próximas semanas. Desta vez, as condições prometem ser ainda mais favoráveis para quem pretende olhar para o céu.
Diferentemente da Delta Aquáridas do Sul, que ocorreu sob forte interferência da Lua cheia, o próximo grande fenômeno acontecerá com pouca luminosidade natural, aumentando as chances de observar meteoros a olho nu.
A próxima grande chuva de meteoros será a Perseidas, considerada uma das mais famosas do calendário astronômico mundial. O fenômeno deverá atingir seu pico entre as madrugadas de 12 e 13 de agosto.
As Perseidas são provocadas pela passagem da Terra pela trilha de partículas deixadas pelo cometa Swift-Tuttle. Quando esses fragmentos entram na atmosfera em alta velocidade, queimam e produzem os rastros luminosos conhecidos como estrelas cadentes.
Embora o fenômeno seja mais intenso no Hemisfério Norte, onde a constelação de Perseu fica mais alta no céu, a chuva também poderá ser acompanhada no Brasil.
As melhores condições de observação costumam ocorrer nas regiões Norte e Nordeste, mas moradores de outras áreas do país também poderão ver meteoros, desde que o céu esteja limpo e longe da poluição luminosa.
Não é necessário utilizar telescópios ou binóculos. Como os meteoros podem surgir em diferentes partes do céu, a recomendação é observar uma grande área a olho nu.
Especialistas orientam procurar um local escuro, distante das luzes urbanas, e permanecer cerca de 30 minutos com os olhos adaptados à escuridão antes de iniciar a observação.
O ideal é acompanhar o fenômeno durante a madrugada, quando o céu costuma estar mais escuro e a atividade da chuva de meteoros é mais intensa.Depois das Perseidas, o calendário ainda prevê a chuva de meteoros Geminídeas, com pico entre 13 e 14 de dezembro. Considerada uma das mais intensas do ano, ela pode produzir mais de 100 meteoros por hora em locais de céu escuro.
Agosto também reserva outro evento para os amantes da astronomia: um eclipse lunar parcial, previsto para a noite de 27 para 28 de agosto, visível em todo o Brasil onde as condições meteorológicas permitirem.