Chuva de meteoros do cometa Halley poderá ser vista do Brasil em outubro (Freepik)
Repórter
Publicado em 6 de outubro de 2026 às 16h09.
A chuva de meteoros Orionídeas terá pico no Brasil entre a noite de 21 e a madrugada de 22 de outubro de 2026, quando a Terra atravessa partículas deixadas pelo cometa Halley. Em condições de céu escuro, poderão ocorrer cerca de 20 meteoros por hora. A Lua crescente gibosa poderá dificultar a visualização dos rastros menos luminosos.
Todos os anos, no mês de outubro, a Terra cruza uma região do espaço ocupada por partículas deixadas pelo cometa Halley. Ao entrarem na atmosfera terrestre, esses fragmentos produzem as Orionídeas, chuva de meteoros que poderá ser observada do Brasil em 2026.
O período de maior atividade está previsto para ocorrer entre a noite de 21 e a madrugada de 22 de outubro. A presença da Lua crescente gibosa poderá dificultar a visualização dos meteoros menos luminosos, mas o fenômeno continuará visível em locais com pouca iluminação artificial.
As Orionídeas são formadas por partículas de poeira e gelo liberadas pelo cometa Halley durante suas passagens pelo Sistema Solar. Quando a órbita da Terra atravessa essa região, os fragmentos atingem a atmosfera a aproximadamente 66 km/s.
O contato com a atmosfera faz com que essas partículas produzam os rastros luminosos observados no céu. Apesar da luminosidade, cada meteoro corresponde a um fragmento de pequenas dimensões.
A chuva recebeu o nome de Orionídeas porque seu radiante, ponto do céu de onde os meteoros parecem se originar, fica na direção da constelação de Órion. Isso não significa que seja necessário observar apenas essa área: os rastros podem surgir em diferentes regiões do céu.
Segundo a Nasa, o cometa Halley demora cerca de 76 anos para completar uma órbita. Sua última passagem pelas proximidades da Terra ocorreu em 1986, enquanto a próxima está prevista para 2061. As Orionídeas permitem observar, todos os anos, partículas deixadas anteriormente pelo cometa.
Em 2026, a maior atividade das Orionídeas está prevista para a noite de 21 de outubro e a madrugada de 22 de outubro. Em condições de céu escuro, a estimativa é de aproximadamente 20 meteoros por hora.
A chuva, porém, não se limita ao período de pico. A atividade começa no início de outubro e segue até 7 de novembro, o que permite tentar a observação também nas noites próximas à data de maior incidência.
Não é necessário usar telescópio ou binóculo para acompanhar a chuva de meteoros. A observação pode ser feita a olho nu, de preferência em uma área aberta e distante da iluminação de ruas, prédios e outras fontes de luz.
Antes de começar, é recomendável permanecer entre 20 e 30 minutos no escuro para permitir a adaptação dos olhos. Durante esse período e ao longo da observação, telas de celulares devem ser evitadas, pois a luminosidade interfere nessa adaptação.
Locais como praias, sítios e mirantes podem oferecer um campo de visão mais amplo quando não há iluminação artificial próxima. A recomendação é observar o céu por pelo menos uma hora, já que a frequência dos meteoros pode variar durante a madrugada.
No Brasil, a constelação de Órion aparece em orientação diferente daquela observada no Hemisfério Norte. A posição não interfere na observação das Orionídeas, porque os meteoros podem atravessar diferentes partes do céu.
Durante o pico das Orionídeas, a Lua crescente gibosa estará iluminada e poderá reduzir a quantidade de meteoros visíveis. Os rastros de menor intensidade tendem a desaparecer diante da luminosidade lunar.
Uma alternativa é escolher um ponto onde árvores, muros ou outras estruturas bloqueiem diretamente a Lua sem comprometer a visão do restante do céu. As últimas horas da madrugada também podem oferecer condições diferentes, conforme a Lua desce no horizonte.
Meteoros de maior luminosidade poderão continuar perceptíveis. Entre eles estão os bólidos, meteoros que produzem rastros luminosos mais evidentes e prolongados.
Como a Terra atravessa uma faixa extensa de partículas do cometa Halley, a atividade das Orionídeas permanece por semanas. Quem não conseguir observar o fenômeno durante o pico poderá tentar novamente em outras noites até 7 de novembro.
As horas antes do amanhecer estão entre os períodos indicados para observar as Orionídeas. Para acompanhar o fenômeno, é necessário buscar um local com pouca iluminação artificial, reservar tempo para a adaptação dos olhos ao escuro e manter uma área ampla do céu no campo de visão.
Em 2026, a passagem da Terra pela região de partículas deixadas pelo Halley ocorre enquanto o cometa permanece distante. Depois da passagem registrada em 1986, o próximo retorno do Halley está previsto para 2061.
O pico das Orionídeas está previsto para ocorrer entre a noite de 21 e a madrugada de 22 de outubro de 2026. Em condições de céu escuro, a estimativa é de aproximadamente 20 meteoros por hora.
As Orionídeas ocorrem quando a Terra atravessa uma região com partículas de poeira e gelo deixadas pelo cometa Halley. Os fragmentos entram na atmosfera a cerca de 66 km/s e produzem rastros luminosos no céu.
As Orionídeas podem ser observadas a olho nu em áreas abertas e afastadas da iluminação artificial. Recomenda-se permanecer de 20 a 30 minutos no escuro, evitar telas de celulares e acompanhar o céu por pelo menos uma hora.
Não é necessário usar telescópio ou binóculo para observar as Orionídeas. Os meteoros podem aparecer em diferentes regiões do céu, apesar de o radiante da chuva ficar na direção da constelação de Órion.
Sim, a Lua crescente gibosa poderá reduzir a quantidade de meteoros visíveis durante o pico, sobretudo os menos luminosos. Árvores, muros ou outras estruturas podem ser usados para bloquear diretamente a luz lunar sem comprometer a visão do restante do céu.
A atividade das Orionídeas começa no início de outubro e segue até 7 de novembro. Por isso, quem não observar o fenômeno no pico poderá tentar novamente em outras noites desse período.