Tempestade solar: ejeção de massa coronal pode atingir o planeta na sexta-feira, 9 (Pitris/Getty Images)
Repórter
Publicado em 9 de outubro de 2026 às 11h03.
O Sol registrou três erupções solares de classe M entre segunda-feira, 5, e terça-feira, 6, com interrupções nas comunicações por rádio em áreas iluminadas da Terra. Segundo o site EarthSky, os eventos ocorreram nas regiões AR4545 e AR4549. Uma ejeção de massa coronal pode alcançar o planeta na sexta-feira, 9, segundo modelo usado pela agência americana NOAA.
O Sol registrou três erupções solares de classe M, categoria que reúne eventos de intensidade moderada, em um intervalo de 24 horas. Os fenômenos ocorreram entre segunda-feira, 5, e terça-feira, 6, após um período de atividade de menor intensidade. As ocorrências podem provocar alterações no campo magnético da Terra e interferências em sistemas de comunicação.
Segundo o site EarthSky, a primeira erupção aconteceu na segunda-feira, 5, na região solar AR4545, e atingiu a classificação M1.1. Na terça-feira, 6, outras duas explosões foram identificadas na região AR4549, localizada perto do centro da face solar voltada para a Terra.
Os eventos de terça-feira alcançaram as classificações M1.4 e M1.8. Ambos provocaram interrupções nas comunicações por rádio em áreas iluminadas do planeta, um dos efeitos associados à radiação liberada durante as erupções solares.
A sequência de atividade solar foi acompanhada por uma ejeção de massa coronal (CME), fenômeno caracterizado pela liberação de plasma e campos magnéticos da atmosfera do Sol. A previsão é que o material alcance a Terra na sexta-feira, 9.
A estimativa tem como base o modelo WSA-ENLIL, utilizado pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) para acompanhar a propagação do vento solar e das ejeções de massa coronal pelo espaço.
Quando alcança a Terra, esse material pode interagir com a magnetosfera, região dominada pelo campo magnético terrestre, e desencadear uma tempestade geomagnética.
Entre os possíveis efeitos está a expansão da área de ocorrência das auroras polares. Esses fenômenos luminosos costumam ser observados em regiões próximas aos polos, mas podem alcançar latitudes menores durante tempestades geomagnéticas de maior intensidade.
De acordo com o site Space.com, a possibilidade de ocorrência e a intensidade desses efeitos dependem de fatores como a orientação do campo magnético da ejeção de massa coronal no momento de sua chegada à Terra.
A região AR4549 apresentou mudanças em sua estrutura e passou a concentrar um conjunto de manchas solares com configuração magnética beta-gama-delta, classificação associada à presença de campos magnéticos de diferentes polaridades em uma mesma área.
Essa configuração favorece a ocorrência de novas erupções, inclusive de classe X, categoria que reúne as explosões solares de maior intensidade na escala utilizada para monitorar esses eventos.
Outro fator que pode influenciar a atividade geomagnética é a presença de buracos coronais, áreas da atmosfera solar nas quais as linhas do campo magnético permitem a saída de fluxos de partículas em direção ao espaço.
Essas estruturas podem liberar correntes de vento solar que, ao alcançar a Terra, contribuem para perturbações na magnetosfera. A previsão citada aponta para outro período de atividade geomagnética elevada no domingo, 11.
Os efeitos de uma tempestade geomagnética não se limitam às comunicações por rádio e à formação de auroras. Dependendo da intensidade do evento, diferentes tecnologias podem apresentar falhas ou alterações temporárias de funcionamento.
Entre os sistemas sujeitos a interferências estão os satélites de comunicação e navegação, que podem sofrer impactos relacionados às mudanças no ambiente espacial.
O GPS e outros serviços de posicionamento também podem registrar perda de precisão ou interrupções temporárias, devido às alterações na ionosfera, camada da atmosfera que influencia a propagação dos sinais de rádio.
Tempestades geomagnéticas também podem induzir correntes elétricas em infraestruturas terrestres. Em determinadas condições, essas correntes podem afetar o funcionamento de redes de transmissão de energia.
A intensidade dos impactos depende das características da atividade solar e da interação das partículas e dos campos magnéticos com o ambiente terrestre.
Registros científicos também indicam que a Terra foi atingida por um evento de partículas solares de intensidade extrema há aproximadamente 14 mil anos, identificado a partir de análises de materiais naturais que preservam evidências da atividade solar no passado.
Segundo o site EarthSky, a primeira erupção solar atingiu a classe M1.1 na região AR4545. As outras duas alcançaram as classes M1.4 e M1.8 na região AR4549.
A ejeção de massa coronal pode alcançar a Terra na sexta-feira, 9. A previsão tem como base o modelo WSA-ENLIL, usado pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos para acompanhar o vento solar e as ejeções de massa coronal.
O material pode interagir com a magnetosfera terrestre, desencadear uma tempestade geomagnética e ampliar a área de ocorrência das auroras polares. Segundo o site Space.com, a possibilidade e a intensidade dos efeitos dependem de fatores como a orientação do campo magnético da ejeção no momento da chegada à Terra.
Sim. A região AR4549 passou a apresentar uma configuração magnética beta-gama-delta, associada a campos de diferentes polaridades e favorável a novas erupções, inclusive de classe X, a categoria mais intensa da escala.
Sim. Dependendo da intensidade, tempestades geomagnéticas podem reduzir a precisão do GPS, interferir em satélites de comunicação e navegação e induzir correntes capazes de afetar redes de transmissão de energia.