Repórter
Publicado em 1 de setembro de 2026 às 07h25.
Última atualização em 1 de setembro de 2026 às 08h19.
A pesquisa Real Time Big Data, divulgada nesta terça-feira, 1º, mostra um cenário de acirramento total na disputa nacional. No principal embate simulado para o segundo turno, o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) registram exatos 44% das intenções de voto cada.
Neste confronto direto e empatado tecnicamente, os eleitores que declaram voto nulo ou branco somam 9%, enquanto os que não sabem ou não responderam representam 3%.
O resultado indica que o peso dos indecisos será o fator decisivo em um eventual desempate na etapa final.
Avaliando o comportamento temporal da disputa, o cenário apertou em setembro. Na rodada anterior, realizada em julho, o petista marcou 45% contra 42% do parlamentar do PL, configurando na atual leitura uma oscilação favorável a Flávio Bolsonaro dentro da margem.
Nos meses anteriores, a vantagem do chefe do Executivo era ligeiramente maior. Em junho de 2026, a distância chegou a ser de cinco pontos (45% a 40% para Lula), e em março do mesmo ano, o placar indicava 42% a 41%, reforçando a constante flutuação.
O instituto também mediu a força do governo contra outros nomes da oposição. O governador Ronaldo Caiado (PSD-GO) marca 45% contra 43% do atual presidente, configurando um empate técnico na margem de erro. Votos brancos e nulos neste recorte são 8%, com 4% de indecisos.
Em um embate contra o governador Romeu Zema (Novo-MG), o petista pontua numericamente à frente com 43% contra 40% do mineiro, também em empate técnico. Já contra Pablo Marçal (PRTB), Lula alcança 44% ante 40% do adversário.
O único cenário testado no levantamento em que o presidente mantém uma vantagem numérica mais folgada é contra Renan Santos (Missão). O chefe do Executivo chega a 44% e o adversário, 37%, com brancos e nulos atingindo a marca de 12%.
A pesquisa Real Time Big Data entrevistou 2.000 eleitores entre 27 a 31 de agosto de 2026, por meio de ligações telefônicas e disparos de mensagens virtuais. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pelo próprio instituto e está registrado no TSE sob o protocolo BR-03490/2026.