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'Ratatouille' terá continuação? Veja o que Pixar e diretor dizem sobre

Lançado em 2007, o longa se tornou um dos maiores clássicos do estúdio de animação, que atualmente investe continuações de seus filmes mais famosos

'Ratatouille': lançado em 2007, a animação foge do padrão atual da Pixar de fazer continuações de clássicos (Disney/Pixar/Reprodução)

'Ratatouille': lançado em 2007, a animação foge do padrão atual da Pixar de fazer continuações de clássicos (Disney/Pixar/Reprodução)

Paloma Lazzaro
Paloma Lazzaro

Estagiária de jornalismo

Publicado em 30 de junho de 2026 às 15h16.

Enquanto a Pixar comemora o sucesso de "Toy Story 5" nas bilheterias, um dos maiores clássicos do estúdio continua sem previsão de ganhar uma sequência.

O diretor Brad Bird rejeitou novamente a ideia de produzir "Ratatouille 2", mesmo após anos de interesse da própria Pixar em continuar a história do rato chef Remy, de acordo com a Variety.

Lançado em 2007, "Ratatouille" foi um dos grandes sucessos comerciais e críticos do estúdio. O longa arrecadou US$ 623,7 milhões no mundo, incluindo US$ 206,4 milhões nos Estados Unidos e US$ 417,2 milhões no mercado internacional, segundo dados da plataforma Box Office Mojo.

Apesar do desempenho, Bird afirma que não pretende retornar ao universo do personagem.

Brad Bird diz que a história de Remy já terminou

Em entrevista ao Collider, o diretor afirmou que a Pixar já demonstrou interesse em uma continuação ao longo dos anos, mas que nunca se convenceu da ideia.

“Não, eu não tenho”, respondeu Bird ao ser questionado sobre o interesse em dirigir "Ratatouille 2". Segundo ele, executivos do estúdio fizeram sugestões sobre o projeto, mas sem apresentar uma proposta concreta.

“Eles fazem pequenas investidas para ver como eu reagiria. Eles fazem uma piada, mas a piada é um pouco séria, como: ‘Você faria?’. E eu digo: ‘Não, nós contamos aquela história’”, afirmou.

Para o cineasta, o sucesso de uma obra frequentemente gera pedidos por novas histórias, mas isso nem sempre significa que exista uma continuação natural para os personagens.

“Qualquer vez que você faz algo que acaba se conectando com as pessoas, elas automaticamente pensam: ‘E outra?’”, disse Bird.

Pixar aposta em franquias enquanto "Toy Story 5" domina as bilheterias

A decisão de Bird contrasta com a estratégia recente da Pixar, que tem investido cada vez mais em continuações de seus maiores sucessos.

"Toy Story 5", quinto filme da franquia iniciada em 1995, estreou com força nas bilheterias e já arrecadou mais de US$ 366 milhões mundialmente, segundo o Box Office Mojo.

O longa teve abertura doméstica de US$ 159,6 milhões e ultrapassou US$ 200 milhões nos Estados Unidos em apenas cinco dias, de acordo com a Deadline.

O desempenho reforça a força comercial de sequências de marcas conhecidas. Além de "Toy Story", a Pixar também prepara novas continuações, incluindo "Os Incríveis 3" e "Coco 2".

Para o estúdio, franquias representam uma oportunidade de recuperar investimentos em produções de alto orçamento. "Toy Story 5", por exemplo, teve custo estimado de US$ 250 milhões, além de aproximadamente US$ 100 milhões em marketing, segundo o The New York Times.

Mesmo com a pressão por novos capítulos, Bird segue uma linha diferente. O cineasta, que atualmente desenvolve o terceiro filme de "Os Incríveis" para a Pixar, afirmou que prefere criar histórias novas quando acredita que um universo já chegou ao seu fim.

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