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5 álbuns para ouvir e desacelerar no fim de semana

Flea, Arlo Parks, Marvin Gaye e outros artistas em uma seleção para escutar sem pressa

Flea: conhecido por ser o baixista da banda Red Hot Chilli Peppers, músico lançou um álbum solo de jazz neste ano (Divulgação)

Flea: conhecido por ser o baixista da banda Red Hot Chilli Peppers, músico lançou um álbum solo de jazz neste ano (Divulgação)

Soraia Alves
Soraia Alves

Repórter de Marketing

Publicado em 24 de julho de 2026 às 17h44.

A previsão de chuva pode atrapalhar os planos para saídas no fim de semana, mas também pode criar uma boa oportunidade para desacelerar. É o momento perfeito para conferir lançamentos de séries e filmes ou dedicar tempo a ouvir um álbum do início ao fim, um hábito cada vez mais raro na era de playlists, singles e consumo acelerado.

Entre novidades lançadas em 2026 e alguns clássicos indispensáveis, CASUAL EXAME lista cinco discos que podem ajudar a deixar os dias cinzentos mais interessantes.

Flea — Honora (2026)

Muitas pessoas se surpreenderam quando o baixista do Red Hot Chili Peppers anunciou um disco solo de jazz. Na verdade, o estilo musical é uma paixão antiga de Flea, cujo primeiro instrumento foi um trompete. Lançado no fim de março, Honora é um álbum intimista, sofisticado e surpreendente, construído ao lado de nomes importantes da cena jazzística de Los Angeles e com participações especiais de Thom Yorke e Nick Cave. É um disco para ouvir sem pressa.

Boards of Canada — Inferno (2026)

Treze anos depois do último trabalho de inéditas, o duo escocês Boards of Canada retorna com um disco que mantém intacta sua capacidade de criar paisagens sonoras hipnóticas. Inferno mistura ambient, eletrônica e texturas analógicas em faixas que transformam o álbum em uma verdadeira experiência imersiva.

Arlo Parks — Ambiguous Desire (2026)

Com letras sempre confessionais, a jovem britânica Arlo Parks consegue transformar vulnerabilidade em canções acolhedoras como poucos artistas de sua geração. Em Ambiguous Desire, lançado em abril, a cantora amplia as referências musicais, aproximando soul, indie pop e música eletrônica sem perder o olhar sensível sobre afetos, ansiedade e cotidiano.

Nick Drake — Pink Moon (1972)

Violão, voz e poucos elementos bastaram para Nick Drake criar um clássico do indie folk que atravessa gerações. Pink Moon, com pouco mais de meia hora de duração, é um daqueles discos que parecem suspender o tempo. É simples, delicado e, ao mesmo tempo, requintado. Uma boa companhia para qualquer dia, não apenas para os nublados.

Marvin Gaye — What's Going On (1971)

Lançado em 1971, What's Going On transformou Marvin Gaye de estrela da Motown em um dos artistas mais importantes da música contemporânea. Soul, jazz e R&B se misturam em uma obra que fala sobre amor, desigualdade, guerra e meio ambiente — temas que o tornam um trabalho ainda tão atual. Não por acaso, o álbum é considerado um dos maiores já produzidos. A Rolling Stone, inclusive, colocou What's Going On no topo de sua tradicional lista dos 500 Melhores Álbuns de Todos os Tempos, elaborada a partir da votação de artistas, produtores, jornalistas e profissionais da indústria musical.

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