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É preciso ver todos os filmes e séries do MCU antes do novo ‘Vingadores’? Chefão da Marvel responde

Com dezenas de filmes e séries lançados, Marvel quer reduzir o “dever de casa” e reconquistar quem deixou de acompanhar o MCU

Kevin Feige: presidente da Marvel defendeu filmes que funcionem sem uma longa maratona antes de chegar aos cinemas (Jesse Grant/Getty Images)

Kevin Feige: presidente da Marvel defendeu filmes que funcionem sem uma longa maratona antes de chegar aos cinemas (Jesse Grant/Getty Images)

Publicado em 7 de agosto de 2026 às 07h34.

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O Universo Cinematográfico da Marvel (MCU) já chegou a 38 filmes, além das séries lançadas nos últimos anos. Ainda assim, quem pretende assistir a "Vingadores: Doutor Destino" não necessariamente precisará transformar os próximos meses em uma maratona de toda a franquia.

Essa é, pelo menos, a filosofia que Kevin Feige afirma buscar para as produções da Marvel. Em entrevista à Entertainment Weekly, o presidente da Marvel Studios disse que o estúdio tenta equilibrar histórias acessíveis ao público ocasional com conexões destinadas aos fãs que acompanham toda a franquia.

"Nunca queremos que pareça algo exclusivo ou que você precise ter feito o dever de casa antes de assistir", afirmou Feige na entrevista, publicada em 2023.

O executivo reconheceu, porém, que parte do público gosta de acompanhar a continuidade e descobrir as conexões entre as produções. Segundo ele, o desafio é permitir as duas experiências: assistir a um título isoladamente ou acompanhar o universo completo.

Marvel quer diminuir o 'dever de casa'

Um dos exemplos mais claros dessa filosofia apareceu com "Quarteto Fantástico: Primeiros Passos". Durante a coletiva de imprensa do filme, em julho de 2025, Feige afirmou que o público poderia entrar naquela história sem conhecer as produções anteriores do MCU.

"É um filme que não exige dever de casa. Ele literalmente não está conectado a nada que fizemos antes", declarou o executivo.

Feige explicou que a decisão de apresentar o Quarteto Fantástico em uma realidade própria já estava nos planos do estúdio antes mesmo de a discussão sobre o excesso de conteúdo da Marvel ganhar força. O objetivo era permitir que os espectadores conhecessem os personagens e seu universo diretamente pelo filme.

"Tudo o que você precisa saber sobre o Quarteto Fantástico, você aprende nos primeiros dez minutos do filme", afirmou.

E o que isso significa para o novo 'Vingadores'?

Feige não afirmou que "Vingadores: Doutor Destino" poderá ser assistido sem qualquer conhecimento dos filmes anteriores. A composição do longa, inclusive, aponta para o encontro de diversas histórias e franquias.

Durante a San Diego Comic-Con 2026, no entanto, o executivo afirmou que o próprio filme funcionará como a verdadeira apresentação do Doutor Destino ao público.

Ao responder às críticas de que o vilão não teve uma preparação semelhante à de Thanos, Feige disse que a participação do antagonista antes de "Vingadores: Guerra Infinita" foi menor do que parte dos fãs se recorda.

Segundo ele, "Guerra Infinita" foi construído como a verdadeira introdução de Thanos, estratégia que será repetida com o personagem interpretado por Robert Downey Jr.

"Estamos fazendo o mesmo com o Doutor Destino. Você vai conhecendo aspectos dele conforme a história avança", explicou Feige.

A declaração indica que o público não precisará conhecer previamente toda a trajetória do vilão para entender sua participação. Isso, porém, não significa que as demais produções sejam irrelevantes para o novo Vingadores.

O filme reúne personagens de três universos, incluindo integrantes do Quarteto Fantástico, dos Thunderbolts e dos X-Men, além de heróis já conhecidos do MCU.

Assistir às produções anteriores, portanto, provavelmente oferecerá mais contexto sobre os personagens e aumentará o peso de determinados encontros. A posição defendida por Feige é que acompanhar absolutamente tudo não deveria ser uma exigência para compreender a história principal.

O excesso de produções virou problema

A preocupação ganhou força com o crescimento do MCU depois de "Vingadores: Ultimato". A chegada do Disney+ ampliou consideravelmente o número de histórias lançadas pela Marvel Studios, com filmes e séries avançando simultaneamente em diferentes partes do universo.

Em maio de 2025, o The Wall Street Journal informou que Feige havia reconhecido internamente que acompanhar todas as novas produções começara a parecer mais um dever de casa do que entretenimento. A expansão teria sobrecarregado tanto o público quanto a estrutura do estúdio.

Dois meses depois, em conversa com jornalistas na sede da Marvel Studios, Feige admitiu que houve um momento em que a quantidade superou a qualidade. Segundo o executivo, a Marvel produziu cerca de 51 horas de histórias entre 2007 e 2019, mas ultrapassou 100 horas nos seis anos seguintes.

"Passamos 12 anos trabalhando na Saga do Infinito e dizendo: 'Isso nunca vai acontecer conosco'", afirmou Feige. Segundo ele, a exigência de produzir mais conteúdo para atender à expansão do Disney+ levou o estúdio a acelerar o desenvolvimento de filmes e séries.

A estratégia mais recente da Marvel tem sido diminuir o volume de lançamentos, priorizar a qualidade e permitir que parte das produções funcione de maneira mais independente.

'Vingadores: Doutor Destino' será o grande teste

Essa filosofia encontrará seu maior desafio justamente em "Vingadores: Doutor Destino". O longa estreia nos cinemas brasileiros em 17 de dezembro de 2026 e é dirigido pelos irmãos Anthony e Joe Russo.

A produção terá a missão de reunir personagens apresentados em diferentes filmes e franquias e, ao mesmo tempo, contar uma história compreensível para quem não acompanhou todos os lançamentos do MCU.

O filme também preparará o terreno para "Vingadores: Guerras Secretas", previsto para 17 de dezembro de 2027.

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