Tecnologia

Sony lança Walkman banhado a ouro que custa quase US$ 6 mil

Nova linha tem três modelos voltados a audiófilos, com Android, processamento de áudio por IA e preços a partir de US$ 1.899,99 nos EUA

Walkman NW-WM1ZM3: modelo tem estrutura de cobre banhada a ouro (Sony/Divulgação)

Walkman NW-WM1ZM3: modelo tem estrutura de cobre banhada a ouro (Sony/Divulgação)

André Lopes
André Lopes

Editor de Inteligência Artificial e Tecnologia

Publicado em 15 de outubro de 2026 às 20h55.

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A Sony anunciou três novos Walkman para consumidores de áudio de alta fidelidade. Os preços divulgados vão de US$ 1.899,99 a US$ 5.899 nos Estados Unidos. O modelo mais caro tem estrutura de cobre banhada a ouro. Os aparelhos usam Android, permitem streaming e oferecem processamento de áudio com inteligência artificial. A empresa não informou no anúncio preços ou disponibilidade no Brasil.


A Sony anunciou nesta quinta-feira, 15, três novos Walkman, aparelhos portáteis dedicados à reprodução de música digital. Voltada ao público de áudio de alta fidelidade, a linha inclui um modelo com estrutura banhada a ouro que custa quase US$ 6 mil.

Os preços sugeridos no comunicado de lançamento da Sony são de US$ 1.899,99 para o NW-ZX900, US$ 2.999,99 para o NW-WM1AM3 e US$ 5.899 para o NW-WM1ZM3. Os três já estão em pré-venda nos Estados Unidos.

A proposta é atender consumidores que procuram um equipamento exclusivo para ouvir música, mesmo com os serviços de streaming disponíveis no celular. A qualidade dos arquivos e dos fones de ouvido também pesa na experiência oferecida por esses aparelhos.

O que muda nos novos Walkman

Os três modelos usam Android e reproduzem músicas armazenadas no aparelho ou transmitidas por aplicativos. A Sony atualizou o DSD Remastering Engine, processamento que, segundo a empresa, busca aproximar o áudio digital de uma característica sonora analógica.

A linha também usa inteligência artificial para identificar gêneros musicais e aprimorar frequências altas e detalhes de arquivos comprimidos. As melhorias de qualidade sonora são promessas da fabricante, não resultados de testes independentes apresentados no anúncio.

Os novos Walkman são tocadores digitais com aplicativos de streaming, não aparelhos para reproduzir fitas cassete.

Os modelos NW-WM1AM3 e NW-WM1ZM3 têm telas de 5,5 polegadas com resolução Full HD, maiores e mais definidas que as da geração de 2022. O NW-ZX900 tem tela de 5 polegadas, também Full HD, e chega com Android 16, segundo a Bloomberg.

Por que o modelo mais caro tem ouro

O NW-WM1ZM3 usa uma estrutura de cobre livre de oxigênio revestida de ouro. Até os parafusos recebem tratamento com o metal, que a Sony associa à estabilidade da conexão de aterramento e à reprodução do som.

Nos outros dois modelos, a estrutura principal é de liga de alumínio, com chassi traseiro banhado a ouro. A construção e os componentes de áudio estão entre os argumentos da empresa para diferenciar os aparelhos.

A Sony afirma que essas escolhas ajudam a reduzir interferências e melhorar a experiência sonora. O anúncio, porém, não estabelece quanto cada alteração representa de ganho perceptível para o ouvinte.

Quanto tempo dura a bateria

A Sony informa autonomia de até 35 horas para músicas armazenadas e 31 horas de streaming nos dois modelos da série WM1. No NW-ZX900, as estimativas sobem para 40 horas de reprodução local e 35 horas em aplicativos de streaming.

A condição de teste merece atenção: os números para reprodução local consideram arquivos MP3 de 128 kbps, que utilizam compressão e baixa taxa de bits. A duração pode mudar com o formato do arquivo e as condições de uso.

As 40 horas de bateria anunciadas não são uma promessa de autonomia com arquivos de alta resolução.

Para quem a Sony está vendendo esses aparelhos

O preço posiciona os lançamentos em um segmento especializado, disputado por marcas como Astell & Kern e fabricantes chinesas de tocadores de alta fidelidade. A compra de um aparelho dedicado também envolve a escolha de fones capazes de reproduzir os detalhes das gravações.

Os Walkman permitem combinar uma coleção de arquivos locais com aplicativos de música. Eventuais cobranças por assinatura dependem do serviço utilizado, e não devem ser confundidas com o preço do equipamento.

A nova geração mantém a marca histórica da Sony em um mercado de nicho, sustentado por componentes e materiais voltados à audição dedicada. O comunicado de lançamento não informa preço ou previsão de chegada dos três modelos ao Brasil.


Perguntas frequentes

O que são os novos Walkman da Sony? +

São aparelhos portáteis dedicados à reprodução de música digital. Usam Android e permitem ouvir arquivos locais ou acessar aplicativos de streaming.

Quanto custam os novos Walkman? +

O comunicado da Sony informa preços sugeridos de US$ 1.899,99 para o NW-ZX900, US$ 2.999,99 para o NW-WM1AM3 e US$ 5.899 para o NW-WM1ZM3. Os valores são para o mercado americano.

Qual é a diferença do Walkman banhado a ouro? +

O NW-WM1ZM3 tem estrutura de cobre livre de oxigênio revestida de ouro. Os outros dois modelos usam liga de alumínio na estrutura principal e revestimento de ouro no chassi traseiro.

Quanto dura a bateria dos novos Walkman? +

A Sony anuncia até 35 horas de reprodução local nos modelos da série WM1 e até 40 horas no NW-ZX900. Essas estimativas consideram arquivos MP3 de 128 kbps; a autonomia varia conforme o uso.

É preciso pagar assinatura para usar o Walkman? +

Os aparelhos reproduzem músicas armazenadas localmente e também permitem acessar aplicativos de streaming. Eventuais assinaturas dependem do serviço escolhido.

Quais marcas concorrem com o Walkman? +

Astell & Kern e fabricantes chinesas também oferecem tocadores digitais de alta fidelidade. A comparação depende do modelo, dos componentes e da faixa de preço.

Os novos Walkman serão vendidos no Brasil? +

O comunicado de lançamento consultado não informa preço ou disponibilidade no Brasil. A pré-venda anunciada inclui o mercado americano.

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