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Trump abre celebrações dos 250 anos da independência dos EUA

Presidente inicia programação do 4 de Julho com visita ao Monte Rushmore e evento em Washington

Publicado em 3 de julho de 2026 às 10h48.

Donald Trump dará início nesta sexta-feira, 3, às celebrações pelos 250 anos da independência dos Estados Unidos com uma visita ao Monte Rushmore, um dos principais símbolos do país.

O evento marca a abertura da programação do feriado de 4 de Julho e reforça a estratégia do presidente de associar sua imagem às comemorações nacionais em um momento de forte polarização política.

Na Dakota do Sul, Trump discursará diante do monumento que reúne as esculturas de George Washington, Thomas Jefferson, Abraham Lincoln e Theodore Roosevelt.

Ao longo dos últimos anos, aliados do republicano chegaram a apresentar um projeto de lei propondo incluir seu rosto no local, iniciativa que nunca avançou.

Comemorações terão discurso e grande ato em Washington

Além da cerimônia no Monte Rushmore, Trump participará no sábado, 4, de um grande evento no National Mall, em Washington. A programação inclui sobrevoos de aeronaves militares, shows pirotécnicos e um discurso do presidente, que afirmou que fará uma fala "realmente longa" durante a celebração.

Para o republicano, as festividades representam uma oportunidade de reforçar sua narrativa política e destacar seu papel na história recente do país. Desde o retorno à Casa Branca, Trump ampliou sua participação direta na organização das comemorações pelos 250 anos da independência americana.

Uma organização ligada ao presidente, a Freedom 250, passou a coordenar parte dos eventos, assumindo protagonismo em relação ao grupo bipartidário America250, responsável originalmente pelas celebrações. A mudança provocou críticas e levou alguns participantes a se afastarem da programação oficial.

Polarização marca aniversário da independência

As comemorações acontecem em um momento de divisão política nos Estados Unidos. Pesquisas recentes apontam queda na popularidade de Trump, pressionada pelo custo de vida e pelos desdobramentos da política externa, especialmente após a guerra envolvendo Irã e Israel.

Democratas também criticam a condução das políticas migratórias, o fortalecimento dos poderes da Presidência e questões envolvendo os negócios da família Trump.

Na quarta-feira, o presidente brincou com as altas temperaturas previstas para o feriado ao afirmar que pretende fazer um discurso prolongado "só para mostrar que pode fazer qualquer coisa". A previsão indica calor próximo de 41°C em Washington durante as celebrações.

Mesmo com o clima político acirrado, o Dia da Independência continua sendo uma das principais datas do calendário americano. Uma pesquisa da Universidade Quinnipiac, divulgada nesta semana, mostrou que 61% dos americanos acreditam que o país não representa plenamente os ideais estabelecidos na Declaração da Independência.

Ao mesmo tempo, parte da população mantém o espírito festivo. Para muitos americanos, o 4 de Julho segue sendo uma celebração nacional, independentemente do cenário político.

*Com AFP 

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